"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Clara por Claras | A vida de oração #04
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Clara por Claras | O significado da clausura #03
No terceiro episódio da 5ª edição da série "Clara por Claras", a Ir. Maria Clara da Trindade explica o verdadeiro significado da clausura na vida das Irmãs Clarissas.
domingo, 2 de agosto de 2026
02 de Agosto - Nossa Senhora dos Anjos e o Perdão de Assis: A Porta que Vale o Céu
Clara por Claras | Como nasce uma vocação contemplativa #02
2 de agosto: Nossa Senhora dos Anjos: a pedra que ninguém viu
- 🕯️ Por que a Porciúncula, a capela restaurada por São Francisco de Assis, deu nome à festa de 2 de agosto
- 🙏 Como Francisco pediu ao papa Honório III o perdão conhecido como a Indulgência da Porciúncula
- 🪨 Como uma jovem da tradição, Juana Pereira, encontrou a imagem da Virgem dos Anjos junto a uma nascente em Cartago, em 1635
- 🇨🇷 Como a Negrita se tornou padroeira da Costa Rica e sobreviveu intacta ao terremoto de 1910
Nossa Senhora dos Anjos e o Perdão de Assis:02/08
O DIA DO PERDÃO: 02 de Agosto
Em 1216 São Francisco de Assis estava orando na igrejinha da Porciúncula, quando de repente ela torna-se iluminada, e São Francisco de Assis vê sobre o altar o Cristo revestindo de luz e à sua direita a Mãe Santíssima.
E o Senhor acolhe a sua oração e propõe que ele peça ao Seu Vigário na terra, de Sua parte, esta indulgência. E São Francisco vai até ao Papa Honório III e conta-lhe a visão que tinha tido.
E Feliz caminha até à porta, negando qualquer documento que comprove a autorização do Papa, bastava-lhe a sua palavra, o documento seria a Santíssima Virgem Maria, o Senhor como escrivão e os Anjos as testemunhas.
O Perdão de Assis é uma manifestação da misericórdia de Deus e um sinal do amor apostólico de São Francisco, que disse alguns dias depois em lagrimas: "Meus irmãos, quero que todos vocês vão ao Paraíso!"
Esta indulgência é dada somente em um dia do ano: começa às 12 horas do dia 01 de agosto até o final da tarde de 02 de agosto, todo ano. Este dia tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, e foi estendida a qualquer Igreja Católica do mundo.
Assim, ganham a Indulgência, todas as pessoas que tendo feita a confissão sacramental, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, receberem a comunhão eucarística e rezarem um "Pai nosso", uma "Ave Maria" e um "Glória", pelas intenções do Santo Padre, o Papa.
sábado, 1 de agosto de 2026
Clara por Claras | Quem foi Santa Clara de Assis?
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Clara por Claras: A beleza da vida contemplativa em sua quinta edição
Nesta quinta edição, a série apresentará também o emocionante testemunho de Fansuele Marques da Cruz, hoje postulante do Mosteiro Mater Christi. Natural de Juiz de Fora (MG), Fransuele viveu durante anos distante da fé. Enfrentou a dependência do crack, perdeu vínculos familiares, viveu em situação de rua e chegou a acreditar que sua história não teria mais esperança. No entanto, quando tudo parecia perdido, encontrou um caminho de recomeço na Fazenda da Esperança. Ali recuperou a liberdade, reencontrou a fé e descobriu novamente o amor de Deus.
Foi justamente durante esse processo que conheceu as Irmãs Clarissas. O contato com a comunidade reacendeu um antigo sonho de adolescência: entregar inteiramente sua vida a Cristo. Hoje, como postulante, Fransuele testemunha que Deus continua realizando milagres e chamando pessoas nos lugares mais inesperados. Sua história confirma que a esperança nunca decepciona e que a vida contemplativa continua sendo um farol capaz de conduzir muitos corações ao encontro de Deus.
É com esse espírito que chegamos ao Mosteiro Mater Christi, em Guaratinguetá (SP), para a quinta edição da série Clara por Claras, com produção da Tv Franciscanos, Tv Celinauta de Pato Branco e Santuário Frei Galvão. Inserido no coração da Fazenda da Esperança, este mosteiro tornou-se um sinal eloquente de que a oração silenciosa pode sustentar grandes obras de evangelização e de recuperação da dignidade humana. Neste local, a contemplação encontra diariamente o sofrimento, a esperança e o recomeço de milhares de homens e mulheres que buscam uma vida nova.
Mais do que apresentar a rotina de um mosteiro, queremos revelar uma forma de viver o Evangelho que desafia profundamente o nosso tempo. Em uma sociedade marcada pela velocidade, pelo excesso de informações e pelo imediatismo, as Clarissas recordam que Deus continua falando no silêncio; que a verdadeira liberdade nasce da entrega; e que a felicidade não está em possuir mais, mas em pertencer inteiramente a Cristo.
Frei Augusto Luiz Gabriel
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Compadre Francisco #48 | XVII Congresso Regional Pueri Cantores do Brasil
Nesta semana, a música que evangeliza, a juventude que testemunha a fé e uma reflexão franciscana para o cotidiano se encontram em um programa especial. Vamos até Minas Gerais para o XVII Congresso Regional Pueri Cantores do Brasil, passamos pelo quadro “Que T@u?” e encerramos revivendo a inesquecível Caminhada Franciscana da Juventude, em Colatina (ES).
Ser franciscano é isso que eu quero! Entre em contato conosco:
Santa Maria Madalena
Ela acreditava que Jesus Cristo realmente era o Messias. (Lucas 8:2; 11:26; Marcos 16:9). Madalena esteve presente na crucificação e no funeral de Cristo, juntamente com Maria de Nazaré e outras mulheres. (Mateus 27:56; Marcos 15:40; Lucas 23:49; João 19.25) (Mateus 27:61; Marcos 15.47; Lucas 23:55). No sábado após a crucificação, saiu do Calvário rumo a Jerusalém com outros crentes para poder comprar certos perfumes, a fim de preparar o corpo de Cristo da forma como era de costume funerário. Permaneceu na cidade durante todo o sábado, e no dia seguinte, de manhã muito cedo, “quando ainda estava escuro”, foi ao sepulcro, achou-o vazio, e recebeu de um anjo a notícia de que Cristo havia ressuscitado e foi-lhe dito que devia informar tal fato aos apóstolos. (Mateus 28:1-10; Marcos 16:1-5,10,11; Lucas 24:1-10; João 20:1,2; compare com João 20:11-18).
Está escrito: “No dia da Páscoa, Jesus apareceu a ela e a mandou ir anunciar a sua ressurreição aos discípulos”. Depois disso, segundo uma antiga tradição grega, Maria Madalena teria ido viver em Éfeso, onde morreu. Lá, tinham ido morar também João, o apóstolo predileto de Jesus, e Maria, Mãe de Jesus.
A liturgia bizantina celebra-a como “Apóstola dos Apóstolos”, para que continue a sua missão de anunciar a ressurreição do Senhor no seu rito apostólico. Festejada no dia 22 de julho, santa Maria Madalena tornou-se a padroeira de muitas ordens religiosas, sendo venerada até mesmo pelos padres predicadores.
“Apóstola dos Apóstolos”
Deve-se a São Tomás de Aquino este título dado a Maria Madalena, cujo nome deriva de Magdala, onde nasceu, aldeia de pescadores situada às margens ocidentais do Lago de Tiberíades. O evangelista Lucas fala sobre ela, no capítulo 8: “Jesus andava pelas cidades e aldeias anunciando a boa nova do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, como também algumas mulheres que tinham sido livradas de espíritos malignos e curadas de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios”.
Equívocos sobre a sua identidade
Segundo a exegese bíblica, a expressão “sete demônios” poderia indicar um gravíssimo mal físico ou moral, que havia acometido a mulher, do qual Jesus a curou. No entanto, a tradição, que perdura até hoje, diz que Maria Madalena era uma prostituta, porque, no capítulo 7 do Evangelho de Lucas, narra-se a história da conversão de uma anônima “pecadora da cidade, que ungia com perfume os pés de Jesus, convidado de um fariseu; após tê-los banhado com suas lágrimas, os enxugava com seus cabelos”.
Assim, sem nenhuma ligação textual, Maria de Magdala foi identificada com aquela prostituta anônima. Porém, há mais um equívoco, como explica o Cardeal Gianfranco Ravasi, biblista e teólogo: “A unção com óleo perfumado é um gesto feito também por Maria de Betânia, irmã de Marta e Lázaro, em outra ocasião, como diz o evangelista João. Assim, Maria de Magdala foi identificada, por algumas tradições populares, com a Maria de Betânia”.
Aos pés da Cruz
Maria Madalena aparece ainda nos Evangelhos no momento mais terrível e dramático da vida de Jesus: quando o acompanha ao Calvário, com outras mulheres, e o contempla de longe. Ela aparece também quando José de Arimateia depõe o corpo de Jesus no sepulcro, que fora fechado com uma pedra. Foi ela, depois do sábado, na manhã do primeiro dia da semana, quem voltou ao sepulcro e descobriu que a pedra havia sido removida e correu avisar Pedro e João; eles, por sua vez, foram às pressas ao sepulcro e viram que o corpo do Senhor não estava mais lá.
Encontro com o Ressuscitado
Enquanto os dois discípulos voltam para casa, Maria Madalena permanece diante do sepulcro, em lágrimas. Ali, tem início um novo percurso: da incredulidade passa, progressivamente, à fé. Ao olhar dentro do sepulcro, viu dois Anjos, aos quais perguntou para aonde fora levado o corpo do Senhor. Depois, voltando para fora, viu Jesus, mas não o reconheceu, pensando que fosse o jardineiro; este lhe perguntou por que estava chorando e quem estava procurando. E ela respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”. Jesus, então, a chama por nome: “Maria!”. E ela, voltando-se, disse: “Rabôni!”, que, em hebraico, quer dizer “Mestre!”. E Jesus lhe confia uma missão: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. Então, Maria de Magdala foi imediatamente anunciar aos discípulos: “Vi o Senhor! E ouvi o que ele me disse” (cfr. Jo 20).
Madalena proclama a ressurreição de Jesus
Maria Madalena foi a primeira das mulheres que seguiram Jesus e a proclamá-lo como Aquele que venceu a morte; foi a primeira apóstola a anunciar a alegre mensagem central da Páscoa. Quando o Filho de Deus entrou na história dos homens, esta mulher foi um daqueles que mais o amou e o demonstrou. Quando chegou a hora do Calvário, Maria Madalena estava aos pés da Cruz, junto com Maria Santíssima e São João. Ela não fugiu com medo, como os discípulos fizeram; não o renegou por medo, como fez o primeiro Papa, São Pedro, mas sempre esteve presente, desde o momento da sua conversão até ao Calvário e ao Sepulcro.
Festa litúrgica de Maria Madalena
Por desejo do Papa Francisco, a Memória litúrgica de Maria Madalena passou a ser Festa, a partir do dia 22 de julho de 2016, para ressaltar a importância desta discípula fiel de Cristo, que demonstrou grande amor por Ele e Ele por ela.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
14ª Caminhada Franciscana da Juventude | Oficial
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Compadre Francisco #47 | Conheça o Recanto Franciscano
15 de julho: São Boaventura de Bagnoregio: o segundo fundador dos franciscanos
São Boaventura de Bagnoregio: o segundo fundador dos franciscanos 🕯️ Uma vida inteira como resposta a um único favor recebido na infância. Você sabia que São Boaventura escreveu que, quando menino, foi «arrancado das garras da morte» pela intercessão de São Francisco de Assis? Nascido por volta de 1217 em Bagnoregio, na Túscia romana, filho do médico Giovanni di Fidanza e de Maria di Ritella, aquele menino doente sarou depois do voto de sua mãe ao santo recém-falecido de Assis. Desde então viveu, segundo sua própria confissão, por empréstimo — e dedicou toda a vida a saldar essa dívida: mestre em Paris, Ministro Geral dos franciscanos por dezessete anos, Cardeal-Bispo de Albano e, para sempre, Doutor Seráfico. Neste vídeo você vai descobrir:
📜 Como o estudante mais brilhante de Paris vestiu, em 1243, o hábito cinza dos frades menores e trocou seu nome, Giovanni, pelo de Boaventura.
- 🏔️ Por que no monte da Verna, em 1259, escreveu o «Itinerário da mente para Deus» e coroou sua teologia numa frase: «Pergunta à graça, não à doutrina».
- 🎩 A cena da tradição franciscana em que deixou o chapéu de cardeal pendurado no galho de uma árvore enquanto terminava de lavar os pratos dos seus irmãos.
- ⛪ Como, em 6 de julho de 1274, no II Concílio de Lyon, o Credo foi cantado em latim e em grego — e como morreu nove dias depois, em 15 de julho, assistido pelo papa Gregório X.
A sua não foi uma vida de espada, mas de entrega dada em prestações: sustentou a casa que outro levantou sem jamais torná-la sua, vestiu a púrpura sem tirar o burel e ensinou que o conhecimento mais alto não é entender, mas amar. De tudo o que foi ficou, precisamente, a mão direita com que escreveu — venerada ainda hoje em Bagnoregio. Se esta história tocou o seu coração, compartilhe com quem possa precisar dela e inscreva-se para continuar conhecendo a vida dos santos.
Veja mais sobre São Boaventura clicando no link no rodapé dessa postagem.
Nossa Senhora do Carmo-16 de Julho
Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, então bispo de Vercelas, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, se voltaram ao Ocidente e aí fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldade, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio, particularmente, sensibilizou os devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais.
Os críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabático de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas falaram disso em sentido positivo.
✝A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Maria Madalena Postel, Vitalino e Hilarino.
Fonte: SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um Santo para cada dia, 15ª Edição: 2011, Ed. Paulus, p. 209-210
quarta-feira, 15 de julho de 2026
SÃO BOAVENTURA : Foi sucessor de São Francisco na coordenação da ordem franciscana.
Bispo, cardeal e Doutor Seráfico da Primeira Ordem (1221-1274). Canonizado por Sixto IV no dia 14 de abril de 1482.
João de Fidanza, filho de João de Fidanza e Maria Ristelli, nasceu em Bagnoregio, do distrito de Viterbo, dos Estados Pontifícios, em 1221. Curou-se na infância de grave doença, depois de uma invocação a São Francisco de Assis feita por sua mãe, a que faz referência o próprio São Boaventura (Sermo de B. Francisco, serm.3).
Pelo ano 1234 seguiu para a Faculdade das Artes, de Paris, onde se graduava pelo ano 1240. Ingressou aos 17 anos na Ordem dos Franciscanos, onde assumiu o nome de Boaventura. Talvez estivesse motivado pela devoção a São Francisco que lhe vinha da infância, e ainda pela admiração a Alexandre de Hales, por quem se deixara orientar doutrinariamente, enfim pelo apreço em que levava o espírito da Ordem, como se infere de suas mesmas palavras.
A teologia a estudou provavelmente sob Alexandre de Hales (+ 1245), porque o chama de pai e mestre. Boaventura principia o magistério em 1248 como bacharel bíblico, com o Comentário ao Evangelho de S. Lucas; conforme os estatutos da Universidade, dois anos depois, como bacharel sentenciário, explicaria a Sentenças, o que teria feito, então, em 1250 e 1251; na mesma sequência deveria chegar ao doutorado em teologia em 1253. Frente às dificuldades criadas então aos religiosos, parece que Boaventura só conseguiu o reconhecimento do título em 1257.
Mas, abandonou exatamente, então, o magistério, passando então ao posto de Geral da Ordem franciscana; tinha 36 anos. Dedicou-se à causa da Ordem, à sua espiritualidade e à pregação em geral. Em 1273 foi feito cardeal e bispo de Albano.
Exerceu especiais incumbências no Concílio de Lyon, quando foi conseguida a união com a Igreja Grega (6-7-1274), a qual todavia foi precária. Oito dias após o Concílio faleceu o cardeal (14-7-1274). Foi canonizado em 1482 e declarado doutor da Igreja em 1587.
Boaventura chegara mais cedo a Paris que São Tomás; enquanto o primeiro se graduava em artes em Paris em 1240, Tomás chegará a Paris em 1245, para seguir em 1248 para Colônia. Boaventura completa o tirocínio para a conquista do grau de mestre em 1253, Tomás, que retornara a Paris, lecionou ali de 1252 a 1259, depois seguindo para a Itália (1259-1268).
Cessou, porém o magistério de Boaventura em 1257. Entretanto Boaventura não paralisou as suas preocupações intelectuais. Foi a um tempo, um homem de estudo, de ação e além de místico. Não participou das controvérsias tomistas de 1270, mas apoiou tacitamente a oposição, que era agostiniana.
A obra literária de S. Boaventura é relativamente grande, principalmente tendo em consideração que lecionou apenas 10 anos (1248-1257), de quando datam os livros do tipo escolar. São de interesse filosófico:
Comentários sobres as Sentenças (c. 1248-1255);
Quaestiones disputates, sendo 7 De scientia christi, 8 de Mysterio Trinitatis, 4 de perfectione evangelica;
Itinerarium mentis ad Deum (1259);
Breviloquium (antes de 1257);
De reductione artium ad theologiam;
e os tratados sobre os Tópicos, Meteoros, e De generatione de Aristóteles.
Deixou também numerosos sermões e escritos de natureza mística. São Boaventura morreu no dia 15 de julho do ano de 1274.
351 anos da Província - Mensagem do Ministro Provincial - Frei Paulo Roberto Pereira
terça-feira, 14 de julho de 2026
14 de Julho:São Camilo de Léllis
São Camilo de Lellis propõe uma mensagem bastante oportuna, porque nos estimula a viver a primazia da caridade.
Na Encíclica "Deus caritas est", Bento XVI o insere entre os "célebres modelos da caridade social", apresentando-o como exemplo para todos os homens de boa vontade. No decreto de Canonização, Bento XIV o define como “fundador de uma nova escola de caridade”.
A cruz vermelha
Camilo nasceu em Bucchianico, província italiana de Chieti, em 25 de maio de 1550, e faleceu em Roma, em 14 de julho de 1614.
Sua figura é, emblematicamente, ligada a uma cruz vermelha, que o Papa Sisto V o deixou bordar em seu hábito religioso, em 20 de junho de 1586.
Padre Sânzio Cicatelli, primeiro biógrafo do santo, narra, em 1620: “Nosso pai quis que usássemos a Cruz em nosso hábito religioso, como nossa insígnia e missão, por três motivos: primeiro, para se distinguir do hábito da Companhia de Jesus; segundo, para que o mundo saiba que todos nós, marcados por este sinal da Cruz, somos escravos ‘vendidos e dedicados’ ao serviço dos pobres enfermos; terceiro, para mostrar que esta é a religião da cruz, ou seja, da morte, do sofrimento e da lida. Assim, todos os que quiserem seguir o nosso modo de vida devem, de consequência, abraçar a cruz, negar a si mesmos e seguir Jesus Cristo até à morte”.
Ministros dos enfermos
Camilo foi tocado pela graça de Deus em 1575. Durante uma viagem ao convento de San Giovanni Rotondo, encontrou um frade que o deteve e lhe disse: “Deus é tudo! O resto é resto! Devemos salvar a alma, que não morre...”.
Ao chegar ao convento, pediu para se tornar Capuchinho. Mas, por duas vezes, foi demitido por causa de uma chaga, que se abriu em sua perna no período das suas incursões militares. Por isso, foi internado no hospital romano de São Tiago, onde teve uma intuição: unir a disciplina pregressa de soldado com a caridade cristã, fundando os “Ministros dos Enfermos”. Para fazer parte desta Congregação era preciso fazer quatro votos: obediência, pobreza, castidade, serviço aos doentes.
Grande reformador
São Camilo de Lellis é considerado o primeiro grande reformador da profissão de enfermagem e da organização assistencial nos hospitais.
Quem assistia a um paciente, além de cuidar do corpo, - segundo São Camilo, - também deveria cuidar do espírito. Uma coisa completamente diferente do que acontecia nos hospitais da época, onde os doentes eram abandonados a próprio destino.
Como homem, eminentemente prático e simples, certamente não sem cultura e interesses, em seu apostolado educacional Camilo não buscava perfeições teóricas. Eram suficientes poucas diretrizes. Enfim, era excepcionalmente dotado de um profundo discernimento dos corações, de grande bom senso além de uma paterna doçura.


