"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Compadre Francisco #57 | Mãe Aparecida vem ao nosso encontro e Exposição Franciscana em Xaxim

 


No episódio desta semana do Compadre Francisco, vamos fazer uma viagem cheia de fé, devoção e história! 

Preparamos tudo com muito carinho para você acompanhar os preparativos e a festa de Nossa Senhora Aparecida e a peregrinação da imagem no Santuário Frei Galvão de Guaratinguetá(SP) e também a preparação da festa em Nilópolis (RJ)! 

Além disso, nosso querido Frei Gilson Kammer (OFM), da Paróquia São Luís Gonzaga de Xaxim (SC), tem um convite muito especial e vai nos trazer todos os detalhes da linda Exposição Franciscana, marcando a contagem regressiva para o Ano Jubilar Franciscano.


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Nossa Senhora das Mercês

 


No dia 24 de setembro comemora-se um título expressivo de Maria, invocada como Nossa Senhora das Mercês ou da Misericórdia. Esta bela invocação remonta ao século XIII, época da dominação maometana na Península Ibérica.
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Pedro Nolasco recebeu da Virgem Maria uma bela inspiração para fundar uma Ordem religiosa inteiramente devotada ao auxílio e redenção dos cristãos cativos. No dia 10 de agosto do ano de 1218, o Bispo de Barcelona, na Espanha, D. Berenguer de Palou, com toda a solenidade, na Catedral, estando presente o monarca Jaime I, de Aragão, e grande número de católicos, presidiu a uma cerimônia que marcaria a História da Igreja. Com efeito, Pedro Nolasco e Treze Cavalheiros se consagraram a Deus e se propunham oficialmente a se dedicarem à redenção dos cristãos escravos que corriam grande perigo, inclusive, de traírem sua crença religiosa.

Grandes os benefícios prestados pelos mercedários àqueles que estavam sob o jugo dos mouros. A ordem aprovada pelo Papa se espalhou pela Europa e, descoberta a América, estes religiosos viram um campo aberto para suas atividades, agora junto aos povos originários, depois, na proteção dos escravos africanos.

No Brasil
No século XVII em pleno ciclo do ouro, nas Minas Gerais, a Irmandade de Nossa Senhora das Mercês se estabeleceu em Ouro Preto. Espalhou-se depois para outras regiões mineiras, como Diamantina, São João Del Rei, Mariana, Sabará e Santa Bárbara, onde belos templos lhe foram edificados. Isto ocorreu também em outras partes do Brasil, como em São Luís do Maranhão, Belém do Pará, Rio de Janeiro. 

O padre Antônio Vieira assim se expressou sobre esta devoção:

“Nossa Senhora da Vitória é dos conquistadores; Nossa Senhora das Mercês é de todos, porque a todos indiferentemente está prometendo e oferecendo todas as mercês que lhe pedirem. Nos tesouros das Mercês desta Senhora não só há para o soldado vitória, para o desterrado pátria, para o descaminhado luz, para o contemplativo favores do Céu, mas nenhum título há no mundo com que a Virgem Maria seja invocada que debaixo do amplíssimo nome de Nossa Senhora das Mercês não esteja encerrado e que esta Senhora se não deva pedir com igual confiança. Estais triste e desconsolado? Não é necessário chamar pela Senhora da Consolação, valei-vos a Senhora das Mercês que Ela vos fará mercê de vos consolar. Estais aflito e angustiado, não é necessário chamar pela Senhora das Angústias, valei-nos da Senhora das Mercês e Ela vos fará mercê em vossas pretensões […] De sorte que em todos os despachos que a Senhora costuma dar em tão diferentes tribunais, como os que tem pelo mundo, todos estão avocados a este título das Mercês, porque por ele se fazem todos.”

Neste contexto histórico do consumismo deste início do terceiro milênio, a Senhora das Mercês liberta da escravidão do luxo, dos gastos inúteis do pecado. Cumpre orar a ela para não deixar o mundo cair nas garras do terrorismo internacional e que ela dê paz às nações. Título, portanto, atualíssimo este e venturosos os que se colocarem sob a égide desta Madona mui poderosa, invocando-a com denominação tão expressiva.

Oração a Nossa Senhora das Mercês

Virgem Maria, Mãe das Mercês,
com humildade acorremos a Vós,
certos de que não nos abandonais
por causa de nossas limitações e faltas.

Animados pelo vosso amor de Mãe,
oferecemo-vos nosso corpo para que o purifiqueis,
nossa alma para que a santifiqueis,
o que somos e o que temos, consagrando tudo a Vós.

Amparai, protegei, bendizei e guardai
sob a vossa maternal bondade a todos
e a cada um dos membros desta família
que se consagra totalmente a Vós.

Ó Maria, Mãe e Senhora nossa das Mercês,
apresentai-nos ao vosso Filho Jesus,
para que, por vosso intermédio
alcancemos, na terra, a sua Graça
e depois a vida eterna.

Amém!

Fonte: https://www.a12.com/

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Germaro, Geraldo de Csanad e Pacífico.



quarta-feira, 23 de setembro de 2026

São Pio de Pietrelcina

 



Nasceu em Pietrelcina (Sul de Itália) no dia 25 de maio de 1887. Chamava-se Francisco Forgione. O nome de Frei Pio de Pietrelcina recebeu-o em 1903, quando entrou na Ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote a 10 de agosto de 1910.
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Viveu uma vida de exigência pessoal. Venceu os maus instintos. Foi rigoroso na luta contra os vícios, simples no vestir e na comida e extremamente cuidadoso em evitar atos que pudessem ofender a Deus, aos irmãos ou a qualquer pessoa. A vida de família iniciou-o nesta radicalidade e no Convento também encontrou ambiente que a favoreceu.
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Frei Pio é considerado um grande místico por todas as pessoas a quem chegou a sua ação e influência. Nisto consistiu a radicalidade profunda e original da sua espiritualidade, que o faz ter admiradores em todos os continentes, apesar de a maior parte das pessoas de hoje não entenderem o que se quer dizer com a palavra místico. Nada mais contrário ao mundo naturalista em que vivemos do que o conjunto de fenômenos sobrenaturais que se tornaram vulgares na vida do Frei Pio. Foram muitos os fenômenos, humanamente inexplicáveis, que marcaram fortemente a existência deste homem de Deus.
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Assim como aconteceu com São Francisco de Assis, o Senhor crucificado quis partilhar com ele as dores da sua Paixão concedendo-lhe a graça dos estigmas, a 20 de setembro de 1915. Este foi o acontecimento místico mais marcante na vida do Frei Pio, mas há outros que importa, pelo menos, enumerar: o dom da profecia, o dom do discernimento dos espíritos, o dom da bilocação, o dom das curas, o dom das conversões, o dom dos perfumes.
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O que mais atraiu as multidões de todos os continentes ao Convento de São Giovanni Rotondo durante a sua vida, foi a celebração da Eucaristia, o heroico atendimento de confissões e a direção espiritual (a quem recorreu muitas vezes o Papa São João Paulo II, então estudante de Teologia em Roma).
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O Senhor concedeu ao Frei Pio a graça de deixar duas obras para a posteridade: a Casa do Alívio para o sofrimento e os Grupos de Oração. 
Acerca destes últimos, dizia: “Os grupos de oração são os corações e as mãos que sustentam o mundo”. Morreu no dia 23 de setembro de 1968. Em 21 de janeiro de 1990, Padre Pio foi proclamado “venerável”, beatificado em 2 de maio de 1999 e foi canonizado em 16 de junho de 2002, proclamado na Praça de São Pedro por São João Paulo II como São Pio de Pietrelcina. A sua festa litúrgica é celebrada dia 23 de setembro.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

SÃO JOSÉ DE COPERTINO

No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.

Já naquela época os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.

Quando completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.

Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Ainda: em êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.

Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino.

Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam.

José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como “o santo mais simpático da hagiografia católica”.

Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam “voar” literalmente pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e para quedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola

https://www.capuchinhos.org.br

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As Chagas de Francisco e os desafios da vida franciscana hoje

De: https://franciscanos.org.br/


A Festa da Impressão das Chagas de São Francisco de Assis, celebrada no dia 17 de setembro, recorda um dos episódios mais marcantes da vida do Santo de Assis: a experiência vivida no Monte Alverne, em 1224, quando, durante um período de intensa oração e contemplação, Francisco recebeu em seu corpo os sinais da Paixão de Cristo.

O acontecimento, porém, não pode ser compreendido como um episódio isolado. Para Frei Paulo Roberto Pereira, Ministro provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, as Chagas do Alverne foram precedidas por outras marcas que Francisco foi acumulando ao longo de sua trajetória de conversão.

Entre essas experiências, o Ministro provincial recorda as feridas da batalha de Collestrada, a incompreensão do pai, o encontro com os leprosos, os conflitos vividos entre os irmãos e o reconhecimento das próprias fragilidades. Havia ainda uma ferida que atravessava profundamente a experiência de Francisco: a percepção de que “o amor não era amado”.

Antes de serem visíveis no corpo, portanto, as marcas da Cruz já haviam alcançado o coração de Francisco. Sua vida foi sendo configurada pelas escolhas que o aproximavam de Cristo: o encontro com o Crucificado de São Damião, a escuta do Evangelho, o serviço aos leprosos, o trabalho, a vida fraterna, a oração, o jejum e a contemplação da criação. Em outras palavras, as Chagas do Alverne aparecem, assim, como expressão de um caminho que já vinha sendo percorrido.

Essa perspectiva também ajuda a compreender o que significa celebrar os Estigmas hoje. Para Frei Paulo, a identificação com Francisco passa pela disposição de deixar que o Evangelho também marque a existência de quem assume o caminho franciscano.

“Desta maneira, os irmãos e irmãs do Pobrezinho de Assis, no intuito de conhecer mais profundamente sua vida, são convidados a cultivar no seu quotidiano a fidelidade ao santo evangelho”, reflete.


Deixar-se tocar pelas feridas do mundo

Nesse contexto, se as Chagas de Francisco são inseparáveis de sua identificação com Cristo, elas também apontam para uma maneira de olhar a realidade. A fidelidade ao Evangelho, segundo o Ministro provincial, conduz a um olhar atento às dores humanas e às situações que produzem sofrimento e morte. Ou seja: não permanecer indiferente diante daquilo que fere a vida.

“Tal fidelidade servirá de referência para o olhar compassivo diante das dores e sofrimentos do ser humano e de todo ser criado. A insensibilidade, a indiferença diante das dores e das situações geradoras de morte, são os grandes pecados que corroem nosso relacionamento com Deus e com os irmãos e irmãs”, explica. Em contraposição à indiferença, ele aponta atitudes como o compadecimento, o cuidado solidário e a partilha como elementos que fortalecem a experiência da fraternidade.

Essa disposição ganha ainda mais importância em uma sociedade marcada pela velocidade das informações. O sofrimento humano pode ser visto diariamente em telas, notícias e redes sociais, muitas vezes em uma sucessão tão rápida que corre o risco de deixar de provocar reação.

“Para encontrar as marcas da cruz de Nosso Senhor e se deixar identificar por elas, o franciscano deverá mergulhar, sem reservas, na experiência dos chagados pelo abandono, pelo descaso, pela cultura do descarte; deverá escolher estar ao lado dos sem vez e sem voz; deverá evidenciar sua predileção pelos pobres e desterrados, assim como fez Jesus de Nazaré.”

A experiência do Alverne também coloca em evidência uma dimensão pouco compatível com os valores predominantes da sociedade contemporânea: a vulnerabilidade. Em um contexto que valoriza desempenho, produtividade, segurança, autonomia e capacidade de controle, reconhecer-se limitado pode parecer sinal de fracasso. Para o franciscanismo, contudo, essa experiência pode assumir outro significado.

Frei Paulo relaciona a vulnerabilidade diretamente a dois elementos fundamentais da identidade franciscana: a fraternidade e a minoridade.

“Nossa sociedade potencializa a segurança dos maiorais e promove a vulnerabilidade dos menores. Sob esse ponto de vista, quando escolhemos a minoridade, fazemos um contraponto a esse modelo de organização da sociedade e, ao mesmo tempo, nos acercamos da vulnerabilidade”, observa o Ministro provincial.

“A finitude, a fragilidade, a morte, são vistas por muitos como as maiores inimigas do ser humano. Entretanto, na proporção em que nos dedicamos a refletir acerca da grandeza da natureza humana, podemos entender, como São Paulo: ‘Pois, quando sou fraco, então é que sou forte’”, complementa.


Uma fé que se traduz em escolhas

A atualidade das Chagas também passa por uma questão fundamental: o que acontece depois da celebração? É possível admirar Francisco, venerar suas Chagas e, ao mesmo tempo, permanecer distante das escolhas que deram forma à sua vida?

“A relação do cristão católico com os santos é repleta de elementos positivos e carrega também alguns riscos. São Francisco, inclusive, alertava para os danos causados pelo comportamento de quem procura promover e exaltar os atos e virtudes dos santos, mas não faz o mínimo esforço para praticar as mesmas virtuosas ações. Uma outra abordagem a ser evitada, é aquela que atribui aos santos virtudes excelentíssimas, sem levar em conta a fragilidade humana com a qual todo santo teve que conviver. Ao ‘superexaltar’ os méritos dos santos, a devoção e a piedade podem torná-los inalcançáveis pelos ‘mortais comuns’, que somos todos nós”, explica Frei Paulo.

É justamente nessa humanidade, marcada por limites e fragilidades, que a figura de Francisco permanece próxima de quem busca viver a fé no presente, explica ele. Em seu caminho, o santo de Assis encontrou o Senhor no diálogo com o Crucificado, em São Damião; nas palavras da Escritura que indicaram o discipulado; no serviço aos leprosos; no trabalho com as próprias mãos; na convivência e nos serviços fraternos; nos momentos de jejum e oração; e na contemplação da natureza. Em todas essas experiências, procurou manter os “olhos fixos no Senhor”, confirma o Ministro Provincial.

“A perseverança nesse itinerário, antes de torná-lo um super-humano, fez dele uma pessoa apta a reconhecer suas próprias fragilidades e, ao mesmo tempo, entregar-se à infinita bondade do Senhor. Portanto, ao celebrar São Francisco das Chagas, podemos nos emocionar, devemos deixar crescer a admiração pelas virtudes do santo, mas, antes de tudo, somos convidados a empenhar nossos esforços e criatividade para fazer o que ele fez e, assim, alcançar tão alto grau de identificação com o Senhor”, observa.

A celebração das Chagas, nesse sentido, ultrapassa a dimensão devocional e se torna um convite a olhar para a realidade. Quando Francisco foi marcado pela experiência do Crucificado, a experiência não o afastou do mundo e de suas dores; ao contrário, levou-o para mais perto daqueles que carregavam as marcas da exclusão, do abandono e do sofrimento. “A festa das Chagas, necessariamente, deve nos levar ao encontro dos chagados do nosso tempo”, ressalta Frei Paulo.

Por fim, Frei Paulo explica que o Alverne não precisa ser compreendido apenas como um lugar geográfico, mas como um espaço de encontro com Deus capaz de renovar a maneira de viver a missão. Para ele, os “Alvernes” que a Província precisa encontrar hoje estão justamente nas realidades em que o Evangelho exige proximidade, serviço, justiça e esperança.

O compromisso começa pela presença junto aos pobres, tanto nas periferias das grandes cidades quanto em comunidades rurais marcadas pelo abandono e pela falta de acesso aos recursos necessários para uma vida digna. Também estão nesse horizonte os migrantes que, por razões diversas, foram obrigados a deixarem suas terras.

“Temos consciência de que os tempos atuais impõem inúmeros obstáculos ao anúncio e vivência da boa nova do Reino. Por isso, a fidelidade ao Evangelho exige de nós coragem e profecia. Ao reconhecer as fragilidades que portamos, abrimos maior espaço para que a Graça possa agir em nós e através de nós. No caminho poderá haver cruzes, mas estamos destinados à ressurreição”, finaliza o Ministro provincial.


Guilherme Coutinho


Leia mais sobre a Estigmatização de São Francisco de Assis, clicando AQUI.


domingo, 13 de setembro de 2026

Hino a Santa Clara de Assis | Ilumina a Mente, Ilumina o Olhar!

 


🎵 Hino a Santa Clara de Assis | Ilumina a Mente, Ilumina o Olhar! ========================= 

"Ó Santa Clara, clareia nossa vida, luz da esperança, chama abençoada! Ilumina a mente, ilumina o olhar, Santa Clara, vem nos abençoar!" 🕯️✨🙏 
Seguidora fiel de São Francisco de Assis na pobreza, na humildade e no amor a Deus, Santa Clara nos ensina o poder da oração e da coragem. 
Com o Santíssimo Ostensório em mãos, protegeu seu convento e a cidade sem nada temer, mostrando que a fé vence todo o medo e afasta qualquer escuridão. 
Destaques da Canção: 
O Exemplo Franciscano: A entrega serena, o amor à pobreza e a busca pela paz sincera no silêncio do lar. 
Protetora da Visão: 
Um pedido de iluminação para a visão física e espiritual, trazendo clareza para enxergar Deus em toda a criação. 
Versos Declamados: 
Reflexão sobre a força, o consolo e o milagre da oração que alcança os céus. Que a luz de Santa Clara clareie os seus caminhos, proteja a sua família e renove a sua fé! 

 MINHA ORAÇÃO: Você precisa de clareza em alguma decisão ou pede a proteção de Santa Clara para a sua visão e de sua família? Deixe o seu nome nos comentários. 
Escreva também: "Santa Clara, clareia a minha vida e ilumina o meu olhar!" 

INSCREVA-SE NO CANAL: Se este hino abençoou o seu dia, inscreva-se no canal, deixe o seu like e compartilhe esta linda oração com seus amigos e grupos de oração!

sábado, 12 de setembro de 2026

Caminhos do Evangelho | 24° Domingo do Tempo Comum - Frei Alisson Luis Zanetti

 


"Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas". Mateus 18, 21-35

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«Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim?»
Rev. P. Anastasio URQUIZA Fernández MCIU(Monterrey, México)


Hoje, no Evangelho, Pedro consulta Jesus sobre um tema muito concreto que continua guardando no coração de muitas pessoas: pergunta pelo limite do perdão. A resposta é que esse limite não existe: «Digo-te, não até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes» (Mt 18,22). Para explicar esta realidade, Jesus utiliza uma parábola. A pergunta do rei centra o tema da parábola: «Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?» (Mt 18,33).
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O perdão é um dom, uma graça que procede do amor e da misericórdia de Deus. Para Jesus, o perdão não tem limites, sempre e quando o arrependimento seja sincero e veraz. Mas exige abrir o coração à conversão, quer dizer, obrar com os outros segundo os critérios de Deus.
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O pecado grave afasta-nos de Deus (cf. Catecismo da Igreja Católica n. 1470). O veiculo ordinário para receber o perdão desse pecado grave da parte de Deus é o sacramento da penitência, e o ato do penitente que o coroa é a sua satisfação. As obras próprias que manifestam essa satisfação são o signo do compromisso pessoal —que o cristão assumiu perante Deus— de começar uma existência nova, reparando, na medida do possível, os danos causados ao próximo.
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Não pode haver perdão do pecado sem algum tipo de satisfação, cujo fim é: 1. Evitar deslizar-se a outros pecados mais graves; 2. Recusar o pecado (pois as penas satisfatórias são como o feno e tornam o penitente mais cauto e vigilante); 3. Tirar com os atos virtuosos os maus hábitos contraídos pelo mau viver; 4. Assemelhar-nos a Cristo.
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Como explicou S. Tomás de Aquino, o homem é devedor perante Deus, tanto pelos benefícios recebidos, como pelos pecados cometidos. Pelos primeiros deve tributar-lhe adoração e ação de graças; e pelo segundo, satisfação. O homem da parábola não esteve disposto a realizar o segundo, pelo que se tornou incapaz de receber o perdão.


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Compadre Francisco #55 | Evangelizar nas Periferias: Os desafios da Missão

 

TvFranciscanos
Neste episódio do Compadre Francisco, fomos até o Jardim Peri Alto, na periferia de São Paulo, para conhecer de perto a presença e a missão dos frades franciscanos nessa comunidade. 
Com Frei Marx Reis e Frei João Manoel, conversamos sobre os desafios da evangelização nas periferias, a realidade das juventudes e a importância de uma Igreja próxima, que escuta, acolhe e caminha junto com o povo. 
Acompanhe na #TVFranciscanos.


sábado, 5 de setembro de 2026

Caminhos do Evangelho | 23° Domingo do Tempo Comum - Frei Alisson Luis Zanetti

 

"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." Mateus 18, 15 - 20 (Reflexão de Frei Alisson Luis


Evangelho (Mt 18,15-20): «Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, de modo que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.
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»Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles».


Santa Madre Teresa de Calcutá





Agnes Gouxha Bojaxhiu, madre Teresa de Calcutá, nasceu no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos, já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários.
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Agnes pediu para ingressar na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua região. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. Feitos os votos, adotou o nome Teresa, em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionários.

Primeiramente, irmã Teresa foi incumbida de ensinar história e geografia no colégio da Congregação, em Calcutá. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer.

O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o “dia da inspiração”. Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebeu que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando o conforto do colégio da Congregação.

E assim fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a seu plano, e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princípio, juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes escola. Passados dez dias, já se somavam cinquenta crianças. O seu trabalho começou a ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e trabalho voluntário.

Para irmã Teresa, o trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doações e dos voluntários. Seria necessário às suas companheiras que tivessem o espírito de vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para entregarem-se ao serviço dos mais pobres. Nascia a Congregação das Missionárias da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou madre Teresa, a superiora.

As missionárias saíram às ruas e passaram a recolher doentes de toda espécie. Para as irmãs missionárias, cada doente, cada corpo chagado representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanitária era a mais doce das tarefas. Somente com essa filosofia é que as corajosas irmãs poderiam tratar doentes de lepra, elefantíase, gangrena, cujos corpos, em putrefação, eram imagens horrendas que exalavam odores intoleráveis. Todos eles tinham lugar, comida, higiene e um recanto para repousar junto às missionárias.

Reconhecido universalmente, o trabalho de madre Teresa rendeu-lhe um prêmio Nobel da Paz, em 1979. Esse foi um dos muitos prêmios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanitário. Nesse período, sua obra já se havia espalhado pela Ásia, Europa, África, Oceania e Américas.
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No dia 5 de setembro de 1997, madre Teresa veio a falecer, na Índia. A comoção foi mundial. Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana, o corpo da madre foi trasladado ao estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, secretário de Estado do Vaticano, celebrou a missa de corpo presente.

Em 2003, o papa João Paulo II, seu amigo pessoal, ao comemorar o jubileu de prata do seu pontificado, beatificou madre Teresa de Calcutá, reconhecida mundialmente como a “Mãe dos Pobres”. Na emocionante solenidade, o sumo pontífice disse: “Segue viva em minha memória sua diminuta figura, dobrada por uma existência transcorrida a serviço dos mais pobres entre os mais pobres, porém sempre carregada de uma inesgotável energia interior: a energia do amor de Cristo”.

A sua canonização aconteceu no dia 4 de setembro de 2016. Na ocasião, o Papa Francisco afirmou:

“A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres. Hoje entrego a todo o mundo do voluntariado esta figura emblemática de mulher e de consagrada: que ela seja o vosso modelo de santidade!

Que esta incansável agente de misericórdia nos ajude a entender mais e mais que o nosso único critério de ação é o amor gratuito, livre de qualquer ideologia e de qualquer vínculo e que é derramado sobre todos sem distinção de língua, cultura, raça ou religião.”



quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Compadre Francisco #54 | Encontro do Alverne em Gaspar/SC - Atividades do Convento da Penha Ago/2026

 



No episódio de hoje do programa Compadre Francisco, nós vamos mostrar mais informações sobre o Encontro do Alverne, que aconteceu em Gaspar, Santa Catarina, e reuniu jovens do estado de Santa Catarina, jovens que são das juventudes da nossa Província da Imaculada Conceição do Brasil. 

Nós conversamos com Frei Vitório Mazzuco, assessor do encontro, e com alguns jovens participantes. E ainda, nesse programa, você vai ver como foram as atividades do mês de agosto no Convento da Penha. 
Vamos receber Frei Gabriel Dellandrea e a Fraternidade Franciscana na Nossa Senhora da Penha, que vai nos mostrar mais sobre a missão e evangelização lá no Espírito Santo, por meio do Convento da Penha. 

Vem com a gente!


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Caminhos do Evangelho | 22° Domingo do Tempo Comum - Frei Marx Rodrigues

 



"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me." (Mateus 16, 21 - 27) Reflexão de Frei Marx Rodrigues

Evangelho (Mt 16,21-27): A partir de então, Jesus começou a mostrar aos discípulos que era necessário ele ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar. Então Pedro o chamou de lado e começou a censurá-lo: «Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!» Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: «Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!».*
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Então Jesus disse aos discípulos: «Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida? Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta».

Fonte do texto: https://evangeli.net/

Santo Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja

 



Origens

O seu nome era Aurélio Agostinho. Nasceu em Tagaste, uma cidade do Norte da África dominada pelos romanos (na região onde hoje fica a Argélia) no dia 13 de Novembro do ano 354. Filho primogénito, o seu pai, Patrício, era pagão e pequeno proprietário de terras. A sua mãe, pelo contrário, era cristã fervorosa, tanto que se tornou santa. Santa Mónica sempre tentou educar o filho na fé cristã. Agostinho, porém, por causa do exemplo do pai, não se importava com a fé.

Infância

Santa Mónica queria que seu filho se tornasse cristão, mas percebia que a hora de Deus ainda não tinha chegado. Tanto que adiou o seu baptismo, com receio de que ele profanasse o Sacramento. Aos 11 anos, Agostinho foi enviado para estudar em Madauro, perto de Tagaste. Lá, estudou literatura latina e algo que o distanciaria da fé cristã: as práticas e crenças do paganismo local e romano.
Juventude conturbada

Com 17 anos foi para Cartago estudar retórica. Embora tenha recebido formação cristã passou a seguir a doutrina maniqueísta, negada veementemente pelos cristãos. Além disso, tornou-se hedonista, ou seja, seguidor da filosofia que tem o prazer como fim absoluto da vida. Dois anos depois, passou a viver com uma mulher cartaginense, com a qual teve um filho chamado Adeodato. O relacionamento dos dois durou 13 anos. Durante todo esse tempo, Santa Mónica rezava pela conversão do filho.

Passagem por várias doutrinas

Agostinho tornou-se um professor de retórica reconhecido. Chegou a abrir uma escola em Roma e conseguiu o posto de professor na corte imperial situada em Milão. Decepcionado com as incoerências do maniqueísmo, aproximou-se do cepticismo. A sua mãe mudou-se para Milão e exerceu certa influência sobre o seu comportamento. Nesse tempo, também decepcionado com o cepticismo, Agostinho aproximou-se do Bispo de Milão (Santo Ambrósio). A princípio, queria apenas ouvir a retórica excelente do Bispo. Antes de se converter, Agostinho separou-se da sua companheira e ainda se envolveu com outras mulheres. Depois, foi-se convencendo da verdade sobre Jesus Cristo pelas pregações de Santo Ambrósio. A sua mãe, ao mesmo tempo, não cessava de orar por ele.

Conversão
Depois das buscas incessantes pela verdade e de vários casos amorosos, Agostinho finalmente rendeu-se à coerência da mensagem de Jesus Cristo. Encontrou em Jesus o que não encontrara em nenhuma outra filosofia, em nenhum outro mestre. Assim, ele e seu filho Adeodato, então com 15 anos, foram baptizados em Milão por Santo Ambrósio, durante uma vigília Pascal. A partir de então, passou a escrever contra o maniqueísmo, que ele conhecia muito bem. Escreveu obras tão importantes que fizeram com que fosse declarado Doutor da Igreja.

Sofrimentos

Agostinho dedicava grande atenção a Adeodato formando-o na fé e nas ciências humanas. De repente, porém, o seu filho veio a falecer. Foi um grande choque. Por causa disso, decidiu voltar para Tagaste. No caminho de volta a sua mãe também faleceu. Agostinho menciona nas suas “Confissões” a maravilha e o alimento espiritual que eram os diálogos que ele tinha com sua a mãe sobre a pessoa de Jesus Cristo e a beleza da fé cristã. Esses diálogos foram decisivos para a sua formação.

De volta à terra natal
Depois de sepultar a sua mãe continuou decidido a voltar para a terra natal. Ele chegou a Tagaste no ano 288. Lá, optou pela vida religiosa. Junto com alguns amigos na fé, deu início a uma comunidade monástica cujas regras foram escritas por ele mesmo. Deste embrião nasceram várias ordens e congregações religiosas masculinas e femininas, todas seguindo as regras e a inspiração “Agostiniana”.


Não se coloca uma lâmpada debaixo da mesa

O Bispo de Hipona, ao perceber a forte inspiração que Deus colocara na alma de Agostinho, convidou-o para ir juntamente com ele nas missões e pregações. O Bispo, já idoso e enfraquecido, vendo confirmada a sabedoria de Agostinho, ordenou-o como sacerdote, o que foi aceite com grande alegria pelos fiéis. E, depois, em 397, logo após a morte do bispo, o povo, em uma só voz, aclamou Santo Agostinho como Bispo de Hipona. Ele ocupou o cargo durante 34 anos, derramando toda a sua sabedoria nas pregações, nos livros, na caridade para com os pobres, na espiritualidade profunda. Combateu heresias, tornou-se um dos mais importantes teólogos e filósofos da Igreja, influenciando pensadores até o presente. Foi aclamado Doutor da Igreja e um dos “Padres da Igreja” por causa do seu ministério iluminador. Entre os livros de maior destaque nas suas obras, estão “Confissões” e “Cidade de Deus”.

Morte
Santo Agostinho faleceu feliz pela força da Igreja de Hipona, mas, ao mesmo tempo, triste, por causa da invasão bárbara em Hipona, motivo de grandes perseguições contra os fiéis. A sua morte ocorreu a 28 de Agosto do ano 430. Mais tarde, no ano 725, os seus restos mortais foram exumados e trasladados para a cidade de Pavia, em Itália, onde são venerados na igreja de São Pedro do Céu de Ouro. A igreja fica perto do local onde ocorreu a sua conversão.

Oração a Santo Agostinho

Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos rectíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predilecção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.


in cruzterrasanta.com.br



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Santa Mônica



Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.
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Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém, Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.
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E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
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Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.
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Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.
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Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos.
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O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.

Santa Mônica, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Compadre Francisco #53 | Entrevista com os noviços, Frei Atílio Battistuz e Frei Pedro Oliveira

 




Desta vez, um papo descontraído e cheio de boas histórias com os noviços da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, em uma conversa realizada durante o Capítulo das Esteiras 2026. O episódio também conta com a participação especial de Frei Pedro Oliveira e Frei Atílio Battistus, missionário que dedica sua vida à missão franciscana na Amazônia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Compadre Francisco #52 | Relíquia de São Francisco em Guaratinguetá e Capela de Frei Galvão

 



Neste episódio do #CompadreFrancisco, vamos viver uma experiência especial de fé e devoção! Nossa equipe acompanhou a visita da relíquia de São Francisco de Assis pertencente ao Convento São Francisco de São Paulo (SP), ao Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá. Um encontro marcado pela espiritualidade franciscana.
E ainda vamos conhecer a construção da primeira capela dedicada a Frei Galvão no Caminho da Fé, um espaço que promete se tornar mais um lugar de oração e peregrinação. História, fé e o jeito franciscano de viver o Evangelho.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Santa Beatriz da Silva - Mensagem do Ministro provincial Frei Paulo Roberto Pereira

 



Santa Beatriz da Silva - Mensagem do Ministro provincial Frei Paulo Roberto Pereira na festa da fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, as Irmãs Concepcionistas! 
Neste dia 17 de agosto, a Igreja e a Família Franciscana celebram a festa desta grande mulher que iluminou a Igreja a partir da vivência do Evangelho! 
Neste ano, celebramos os 100 anos de sua beatificação e os 50 anos de sua canonização! Que Deus abençoe sempre nossas Irmãs Concepcionistas! 
Santa Beatriz, rogai por nós!

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Caminhos do Evangelho | Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria - Frei Marx Rodrigues

 




"E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre". (São Lucas Lucas 1, 39 - 56) - Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, Solenidade, Ano A - Frei Marx Rodrigues
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Evangelho (Lc 1,39-56): Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!».

Maria então disse: «A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre». Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa.