"SENHOR, FAZEI-ME INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ".

Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo,imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida de S. Francisco - 1Cel 84)

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você está fazendo o impossível.São Francisco de Assis"

quinta-feira, 28 de abril de 2022

28 DE ABRIL: Lembramos do Casal de Beatos Luquesio e Buonadonna- Primeiros irmãos da Terceira Ordem Franciscana


Paz e Bem, irmãos e irmãs.

É com imensa alegria que celebramos a festa da Família franciscana em que Lembramos do Casal de Beatos Luquesio e Buonadonna.
Que transformaram as suas vidas ao conhecer São Francisco de Assis e seu ideal de pobreza, que atraiu muitas pessoas.
E eles também se encantaram e passaram a desfazer-se de tudo e seguir o santo para com ele fazer penitência, queria até se separar. Deixar de ser um casal. Porém São Francisco não consentiu que abandonassem o sacramento do matrimônio.
Logo, pediram-lhe que ao menos lhe indicassem alguma forma de vida, em que de um modo mais perfeito servissem a Deus. 
Então o Santo, prometeu-lhes no mesmo dia em que pregou aos pássaros dar-lhes uma forma de vida em que todos podiam observar, sem deixar família, nem abandonar suas casas.
No ano de 1216 Francisco cumpre o prometido entrega o hábito da Penitência aos dois primeiros irmãos da Terceira Ordem Franciscana e são eles o casal Luquésio e Buonadona (também conhecidos no Brasil por Lucio e Bona), poderíamos dizer que Francisco insere, com a fundação da Ordem Terceira, os leigos seculares no âmbito da Igreja, assumindo seu papel como leigos comprometidos numa realidade da Igreja.
Luquesio, era conhecido por ser um homem ganancioso, mas que mudou radicalmente de vida depois de ouvir os ensinamentos de São Francisco. Passando a renunciar a todos os seus bens e passou a viver junto com sua mulher uma vida de penitência, baseada na pobreza, no minorismo e na caridade cristã.
Buonadonna, resistiu no primeiro momento, da conversão de seu esposo. Sua conversão foi, devagar. Mas, após o milagre dos pães, percebeu sua ignorância. E se rendeu totalmente ao amor, a compaixão, para com o próximo assim, como seu marido. Como eles foram os primeiros irmãos penitentes Luquésio e Dona Bona, dedicaram-se ao apostolado nas famílias e entre os casais. Eram generosos com todos e testemunhavam o amor de Cristo.
Luquésio faleceu aos 80 anos em 1260 e sua esposa anos depois, e foi beatificado apenas em 27 de março de 1697 pelo papa Inocêncio XII, embora anteriormente já tivesse grande fama de santidade, na Europa ficaram conhecidos como bem-casados e são considerados patronos dos casais, seu corpo repousa junto ao de sua esposa na grande basílica a ele dedicado na cidade de Poggibonsi na Itália. Fazer a lembrança desse santo homem é retomar as origens da Ordem Franciscana Secular e resgatar a essência de nosso carisma.
O casal Luquésio e Bonadonna nos revelam os valores que devem ser cultivados em um lar franciscano secular, onde a caridade, o amor a Deus e o cuidado com a família devem ser o alicerce de nossa caminhada franciscana.

FREI:
e

ORDEM FRANCISCANA SECULAR - Uma Ordem para nossa desordem!

  

Conheça a Ordem Franciscana Secular - OFS Vídeo produzido pela fraternidade Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula, do Regional Sul 3 (RS) da OFS do Brasil. 
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Produção executiva e edição: 
Vera Munhoz e Rogério Ferraz.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Testamentum Senis Factum (Testamento de Sena)





Escreve como abençoo a todos os meus frades, que estão na religião e que virão, até o fim do mundo... 
Como por causa da fraqueza e da dor e da enfermidade não posso falar, manifesto brevemente nestas três palavras aos meus frades a minha vontade, a saber: que em sinal da memória da minha bênção e do meu testamento sempre se amem uns aos outros, sempre amem e observem nossa senhora a santa pobreza, e que sempre sejam fiéis e submissos aos prelados e a todos os clérigos da santa mãe Igreja.
(São Francisco de Assis)

PAZ E BEM A TODOS!

Ensinamentos de São Francisco de Assis



sábado, 19 de março de 2022

ATO DE CONSAGRAÇÃO A SÃO JOSÉ





“José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo.” (Mt 1,16) Esse versículo bíblico vem carregado de grande significado e importância para os filhos de Deus. Depois de Maria, quem seria maior em santidade do que seu esposo! Aquele que tão próximo viveu a ela. Por isso, disse santo Epifânio: “Homem algum foi mais nobre e mais rico que José aos olhos de Deus; nenhum igualou jamais em ciência, pureza e santidade”.

Se o desânimo vos invadir, pensai na fé de José, se a inquietação se apoderar de vós, pensai na esperança de José, descendente de Abraão que esperava conta toda a esperança; se a aversão ou o ódio penetrar, pensai no amor de José, que foi o primeiro homem a descobrir o rosto humano de Deus na Pessoa do Menino concebido pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria.
 
Bendigamos a Deus, o Pai de Jesus Cristo, por nos ter dado José como exemplo e modelo do amor.

ATO DE CONSAGRAÇÃO A SÃO JOSÉ
“São José, consagro-me inteiramente a ti. Sê tu meu pai
e protetor, meu guia no caminho da salvação.
Alcançai-me uma grande pureza de coração e um profundo desejo para a vida interior.
Ajudai-me a seguir o teu exemplo e que eu faça todas as obras para a maior glória de Deus, a fim de que esteja como tu sempre unido ao divino Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. 

Amém”.


SOLENIDADE DE SÃO JOSÉ (Mt 1,16.18-21.24a)(19/03/22)
















Caríssimos, hoje a Igreja celebra a Solenidade de São José, esposo da Santíssima Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. Homem repleto das virtudes que Deus lhe concedeu para acolher, cuidar, dar atenção e afeto ao seu amado Filho, que se fez homem gerado pela ação do Espírito Santo no seio virginal de Maria. Com efeito, em José, descendente do rei Davi, Deus cumpriu a promessa que havia feito ao seu pai de perpetuar o seu reino por meio da sua descendência.

Vejamos então algumas virtudes pelas as quais Deus conduziu José no cumprimento da sua missão. Como descreveu são Mateus no Evangelho de hoje: "José era um homem justo," ou seja, cumpridor da Lei de Deus, por isso, vivia em constante sintonia com Ele; de modo que, quando a situação pareceu-lhe embaraçosa com a gravidez inexplicável da sua noiva, mesmo sem entender, não a repudiou, mas, recolheu-se em oração para ouvir a Deus, por isso, foi visitado pelo seu anjo que o tranquilizou quanto ao que estava acontecendo.

De fato, José é o homem do silêncio e da escuta; com ele aprendemos a escutar a Deus e nos deixar conduzir por Ele para cumprirmos a missão à qual nos chama conforme os seus desígnios de amor. De certo, normalmente vemos a realidade a partir da nossa naturalidade, mas quando nos deixamos conduzir pelo Senhor, passamos a enxerga-la a partir da sua vontade, e assim realizamos o seu querer e agir para a salvação de todos.

Com efeito, José é o homem da fé inabalável e da prudência, e isso o demonstra nos momentos mais difíceis da sua vida, como por exemplo, na situação da gravidez inexplicável de Maria; pois, não a julgou e nem duvidou do que o anjo lhe revelou, mas, deixou-se envolver pelo mistério de Deus pondo em prática o que lhe fora recomendado, como o fez Abraão quando foi visitado por Deus ao confiar totalmente nas suas promessas.

Por fim, José é um homem simples, pobre e trabalhador, embora fosse descendente do grande rei Davi, não possuía bens, pois, era um simples carpinteiro da Aldeia de Nazaré. No entanto, sua riqueza se encontrava nas virtudes com as quais cumpria os desígnios de Deus. Por isso, aprendeu muito bem a renunciar a si mesmo e abir-se inteiramente à Sua Santa Vontade dia após dia cuidando de realiza-la inteiramente, tornando-se para nós um exemplo a ser seguido no cumprimento dos desígnios do Altíssimo.

Portanto, caríssimos, façamos com amor e devoção esta oração pedindo a intercessão de são José: "Salve, guardião do Redentor e esposo da Virgem Maria. Deus te confiou o seu Filho Jesus; em ti Maria depositou a sua confiança; e sob tua custódia, o Cristo se fez homem. 
Ó Beatíssimo São José, mostra-te pai também para nós e guia-nos no caminho da vida. Obtém-nos graça, misericórdia e coragem, e defende-nos de todo mal," como defendeste a Sagrada Família de Nazaré. Amém!

Paz e Bem!

Frei Fernando Maria OFMConv.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Colo de Mãe | Frei Gilson/Som do Monte (Clipe Oficial)

  

Letra: 

Eu preciso tanto Do teu colo de mãe Eu preciso tanto Do teu colo de mãe
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Que me ama, me ampara, me protege, com manto protetor Intercede sempre em meu favor Que me ama, me ampara, me protege, com manto protetor Intercede sempre em meu favor 
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Me ama, me abraça, me esconde em teu manto Me ama, me abraça, me esconde em teu manto 
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Eu preciso tanto Do teu colo de mãe Eu preciso tanto Do teu colo de mãe 
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Que me ama, me ampara, me protege, com manto protetor Intercede sempre em meu favor Que me ama, me ampara, me protege, com manto protetor Intercede sempre em meu favor
.
Me ama, me abraça, me esconde em teu manto Me ama, me abraça, me esconde em teu manto




terça-feira, 25 de janeiro de 2022

SÃO PAULO- DIA 25 DE JANEIRO

                                                                            


No início do cristianismo, nenhum homem se entregou tão generosamente ao seguimento de Jesus, como Paulo de Tarso (3 - 60). Na sua pequena cidade natal vivia-se o mundo todo, pois lá circulavam livremente as três grandes culturas da época: a hebraica, a grega e a romana.
Podemos dividir a vida de São Paulo em duas partes. Nos 30 primeiros anos, de Tarso até Damasco, aparece mais o 'perseguidor'; nos outros 30 anos, de Damasco até Roma, onde ele morrerá decapitado, temos o 'seguidor' de Jesus, o discípulo missionário..
No início desse processo, Saulo combateu sem tréguas os seguidores do Nazareno, pois via neles os inimigos da religião revelada. Depois, seguirá Jesus com um ardor apaixonado. Paulo não conhece meio termo: de inimigo feroz se fez amigo e, como todo convertido, detesta a mediocridade.
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Como aconteceu esta mudança?
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Corria o ano 36 da nossa era. O fanático Saulo se dirige para Damasco querendo acabar com estes judeus desvairados, discípulos de Jesus. Ele já tinha feito isso na Judeia, quando participou do apedrejamento de santo Estêvão em Jerusalém.
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As comunidades cristãs o temiam, pois ele era cruel, frio e desumano.
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Pois bem, quando estava às portas de Damasco foi derrubado misteriosamente pelo amor do Ressuscitado, acontecendo coisas profundíssimas na sua mente e no seu coração, como destaca a famosa pintura de Caravaggio (1600) revestindo Saulo com o sangue de Cristo (vermelho/púrpura!). Veja como foi:
- Por que me persegues?... Pergunta direta. É o grito do pobre e do oprimido que confronta o seu opressor.
- Quem és tu, Senhor? Resmungou Saulo, abalado por aquela primeira pergunta.
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Diálogo angustiado e arredio. Desde a morte brutal do diácono Estêvão, sua alma se transformara num verdadeiro campo de batalha... Eis agora Saulo pelo chão, caído, cegado, repassando sua vida... Seus olhos jamais enxergaram tanto e em tão pouco tempo. Jesus Ressuscitado veio ao seu encontro!
- Eu sou Jesus, a quem tu persegues! O coração de Saulo bateu fortemente. Desmoronava um estilo prepotente de vida e começava a nascer o melhor discípulo. Paulo será o triunfo da razão e da fé sobre o fanatismo da lei.
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Você já percebeu como nos momentos mais importantes da vida, quando precisamos tomar decisões importantes, mil pensamentos perpassam pela nossa cabeça? Quase um terremoto! Só depois, com o passar do tempo, a paz se instala no próprio coração. Paulo experimentou o amor misericordioso de Jesus salvando-o. Então, veio a pergunta existencial e fundamental:
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- Senhor, que queres que eu faça?...
Se ele fizera tanto contra Cristo quanto não fará mais por ele?
Desde então, Paulo percorrerá países falando de Jesus e fortalecendo as incipientes comunidades cristãs. Um dia, o prenderam e o denunciaram... Que ironia, de perseguidor passou a ser perseguido e condenado à morte. Eis o que este homem tinha em Roma: Uma velha capa, para defender-se do frio, e uns pergaminhos... De quem nada mais esperava do mundo tudo pode o mundo esperar! .
A espada do carrasco cortou, por fim, sua cabeça. Era o ano 60 da era cristã: Pelejei o bom combate, terminei a minha carreira... Guardei a fé!
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Precisamos de mais discípulos de Jesus, como Paulo..
Uma pergunta: O que você fez, faz e pode fazer por Jesus?

Pe. J. Ramón F. de la Cigoña sj

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

HISTÓRICO E SUBDIVISÃO DOS FRANCISCANOS

Breve histórico e subdivisão dos franciscanos

A Ordem São Francisco teve início em 1209 quando, convertido, estabeleceu para si próprio vida de intensa vivência do Evangelho, em austera mortificação, penitência e pobreza. A ele, juntaram-se 12 companheiros, com quem estabeleceu as regras iniciais. Nesta mesma época, animada e decidida a seguir seu exemplo, Santa Clara de Assis, foi por São Francisco orientada a ingressar no mosteiro beneditino de Assis e, posteriormente foi convidada a fundar uma congregação feminina, destinada a irmãs religiosas de vida monástica contemplativa. Em curtíssimo espaço de tempo, o clima pela devoção e piedade contagiou todos os segmentos da sociedade. Os leigos e mesmo pessoas casadas, movidos pela espírito franciscano, ardentemente desejavam abandonar-se à Deus, de forma que São Francisco acabou fundando também a Ordem Franciscana Secular, destinadas aos casados, leigos ou pessoas solteiras.

O Papa Inocênio III, já em 1209, havia aprovado a Ordem verbalmente, mas foi em 1221 que a regra franciscana recebeu aprovação canônica, firmada pelo Papa Honório III, cuja regra permanece em vigor até os dias atuais. No decorrer do tempo, a estrutura da congregação dividiu-se em diversas ramificações, canonicamente estudadas e aprovadas, de forma que a Ordem Franciscana hoje, divide-se assim:

Primeira Ordem, composta por:
1.Ordem dos Frades Menores, ou observantes (O.F.M.)
2.Ordem dos Frades Menores Conventuais (O.F.M.conv)
3.Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (O.F.M.cap)

Segunda Ordem, composta por:
1. Ordem das Irmãs Clarissas
2. Ordem das Irmãs Concepcionistas
3. Ordem das Irmãs Capuchinhas

(Todas contemplativas enclausuradas, seguidoras de Santa Clara/ São Francisco de Assis)

Terceira Ordem, composta por:
1. Terceira Ordem Regular (T.O.R.)
2. Terceira Ordem Secular, ou Ordem Franciscana Secular (O.F.S)
Existem diversos outros ramos da Ordem Terceira de São Francisco, das quais destacam-se a Fraternidade Sacerdotal Franciscana Secular (FSFS), Pequena Família Franciscana (PFF) e Juventude Franciscana (JUFRA).
A PRIMEIRA ORDEM
No início, os “penitentes de Assis”, como os primeiros frades se chamavam a si mesmos, foram pregadores nômades. No ano 1209/1210, levaram um documento a Roma onde tinham escrito várias palavras da Bíblia, escolhidas por eles para que fossem normativas para sua forma de vida. Também estavam incluídas algumas poucas prescrições para regular a vida comum, que os separava do “movimento de penitentes” em geral.

Assim, começaram uma história própria, como fraternidade franciscana. Essa primeira forma de vida, aprovada oralmente pelo Papa, foi atualizada de ano em ano. Em 1221, conhecida sob o nome “Regula non bullata” (RegNB), tornou-se tão volumosa que foi preciso preparar uma nova redação. Esta nova versão foi aprovada por uma bula papal em 1223 (= Regula bullata), abreviada pela sigla (RegB), que continua válida até hoje. Portanto, pode-se dizer que a fraternidade inicial tornou-se a Ordem dos Frades Menores no ano 1223 (cf. Mt 18 1-4).

É importante, porém, notar que a pessoa de Francisco continua sendo a força modelar (a “forma minorum”) apesar e além da Regra. Ele é o “irmão por excelência” que encarna o ideal comum (cf. Jordão de Giano 17).

Atualmente, a fraternidade OFM vive uma grande tensão entre duas interpretações dos seus ideias fundamentais: de um lado, procuram uma vida bastante desprovida, fazendo trabalhos assalariados pesados, praticando a mendicância quando for necessário e dedicando-se à pregação; e do outro lado, levam uma vida de oração/contemplação e cultivam o convívio com as pessoas de fora por meio de um relacionamento fraterno ou até mesmo maternal. Essa tensão – que em Francisco se encontrava ainda unificada – levou no decorrer da história a muitos movimentos de reforma que até hoje continuam surgindo. Fundamentalmente, trata-se de duas orientações diferentes, porém, inter-ligadas.

Atenção a Deus pela oração e contemplação
Fazem parte desta atitude a pobreza radical, o despojamento absoluto de qualquer posse. Procura-se viver as mesmas condições sociais que as sofridas por todos os seres humanos acabrunhados pela pobreza. Assim, a pobreza voluntária se torna solidariedade modelar.

Doação aos homens e ao mundo em solidariedade vivida
Ligada esta segunda atitude é a proximidade a todas as pessoas humanas indistintamente, a vida nas cidades, a cura de almas, a assistência social, etc, permitindo, inclusive, o uso e a posse de recursos materiais necessários para exercer atividades apostólicas.

A história da Ordem dos Frades Menores pode ser caracterizada por um ininterrupto movimento pendular, acentuando ora um pólo, ora o pólo oposto.
As novas tentativas entraram na história da Ordem sob vários títulos: Espirituais, Bernardinos, Descalços, Alcantarinos, Recoletos e muitos outros mais. Foi desta história, cheia de tensões, que nasceram os três ramos da Primeira Ordem ainda hoje existentes.

Pois, em 1517, o então Papa Leão X queria criar condições claras; por isso, a única Ordem existente naquela época, que tinha um único Ministro Geral, foi por ele dividida em duas Ordens independentes, seguidas pouco tempo depois por mais uma terceira. O Papa, porém, estava equivocada: o movimento pendular voltou a funcionar, fazendo surgir ainda outros agrupamentos. O Papa Leão XIII voltou a uni-los numa única entidade.
Hoje, encontramos três Ordens masculinas, independentes e autônomas que – todas as três – reconhecem Francisco como seu fundador, obedecendo à sua Regra de 1223:

OFM (=Ordem dos Frades Menores)
Entre as três, essa Ordem têm o maior número de membros. Normalmente é chamada pelo povo simplesmente de “Ordem dos Franciscanos”, ou Franciscanos, ou ainda, Observantes, Bernardinos etc. Em 1517, se deu a separação da Ordem dos Conventuais. A reorganização subseqüente da OFM foi novamente introduzida pelo Papa Leão XIII (União Leonina).

OFM Conv(Ordem dos Frades Menores Conventuais)
Numericamente, esta Ordem é a menor das três. Também é conhecida sob outros nomes, p.ex.: Minoritas etc.

OFMCap(Ordem dos Frades Menores Capuchinhos)
Nos anos 1521-1528, surgiu a partir da OFM, num processo muito doloroso, a comunidade dos Capuchinhos, originalmente concebida como uma comunidade puramente contemplativa. O seu nome é derivado de um longo e pontudo capuz, usado pelos seus membros. Não demorou muito que também esse grupo começasse a intervir na vida pública, e até mesmo na política.
Novas iniciativas, cisões e dissidências nas três Ordens comprovam que o movimento pendular continua até hoje de modo ininterrupto.

Falta mencionar que esta história de reformas teve suas conseqüências para as comunidades femininas e para a Ordem Terceira também. A agregação a um ou outro desses movimentos foi chamada “obediência”. A Ordem Terceira, porém, foi se distanciando nos últimos anos da “obediência” a uma das outras Ordens, procurando sua independência. Isto não toca ou diminui, porém, a união e a assistência espirituais.

A SEGUNDA ORDEM
Em 1263, o Papa Urbano IV determinou que as “Damas Pobres de São Damião”, quer dizer, todas as Irmãs que – de forma mais ou menos pronunciada – estavam ligadas a Clara, deveriam ser chamadas de “Clarissas”.

Esse nome homogêneo esconde, porém, a história muito complexa desta Ordem. Francisco tinha legado uma Regra a Clara, quando ela resolveu segui-lo. Na época, porém, não foi possível por vários motivos que Clara assumisse um estilo de vida realmente parecido com o de Francisco. Por exemplo, era fora de questão para ela viver uma vida de pregador nômade. De outro lado, ela deu muita importância à questão da pobreza.
Pelo menos, Clara conseguiu em 1216 o assumi chamado “privilégio de pobreza”, que ela sempre fez re-aprovar pelos papas seguintes. A vida das Clarissas assemelhava-se mais ou menos à vida levada pelos eremitas (cf. RegEr). Inequivocadamente, o acento estava sobre a dedicação a Deus pela oração, pelo culto e pela contemplação.

O Cardeal Hugolino, porém, achava a base jurídica e espiritual desta comunidade de mulheres de São Damião absolutamente insuficiente. Além disso, constatou que outras comunidades parecidas estavam surgindo em muitas cidades italianas.

Então, ele fundou a “Ordem das Damas Pobres de São Damião”, reunindo sob esse título também outras comunidades femininas que haviam surgido espontaneamente, sem se referir explicitamente a Francisco e Clara. O Papa colocou a Ordem sobre um fundamento monástico no sentido beneditino e escreveu uma nova Regra para ela (1218-1220). O pensamento central desta Regra é a clausura absoluta. Mais do que a metade da Regra se ocupa com a questão da clausura que é fixada nos seus mínimos detalhes.

É para se admirar que Clara – apesar desta Regra tão pouco franciscana – conseguisse levar uma vida mística muito profunda. Fica a impressão de que ela seguiu essa Regra, que lhe foi imposta, somente “pro forma”. Ademais, em 1234, Clara entrou em contato com Santa Inês de Praga, que estava batalhando para conseguir um fundamento franciscano para a Segunda Ordem. O Papa Gregório IX, antigamente Cardeal Hugolino, não quis atendê-la; chamava a Regra das Irmãs, escrita por Francisco, “um alimento para crianças de peito”, absolutamente insuficiente para mulheres adultas.

Somente o seguinte Papa Inocêncio IV cedeu um pouco, ao escrever mais uma nova Regra para Clara. Mas também este Papa se enganou: como tentasse impor aos conventos a obrigação de aceitar dotes e propriedades, suscitou uma resistência resoluta da parte de Clara. Ela começou a escrever sua própria Regra, assemelhando-a à Regra dos Frades Menores de 1223, reforçando assim a unidade espiritual entre a Primeira e a Segunda Ordem. Guardava, porém, a forma de vida contemplativa, seguindo – neste ponto – em parte, as prescrições da Regra de Hugolino e adaptando-as ao espírito franciscano que é mais livre neste aspecto.

Na parte central de sua Regra, Clara descreve sua própria experiência espiritual que a conduziu a aliar-se a Francisco num espírito de fraternidade e pobreza absoluta. Isto foi absolutamente fora do comum. Constatou-se que Clara frisou mais do que o próprio Francisco – que é considerado “o irmão por excelência” – o caráter democrático da convivência conventual.

Pouco antes de sua morte, a Regra recebeu a aprovação da Igreja. São poucos, porém, os mosteiros que receberam autorização de seguir essa Regra. Foi o Papa Urbano IV quem determinou que todos os membros da Ordem das “Damas Pobres de São Damião” usassem – indistintamente – o nome de “Clarissas”, pois na época da morte de Clara já havia aproximadamente 150 comunidades que se declararam seguidoras da Santa.

Por sua vez, o mesmo Papa Urbano IV também fez questão de escrever mais uma Regra nova para as Clarissas. Essa Regra urbaniana ignora completamente a espiritualidade de Clara. Foi bem tarde que chegou a hora certa para a aplicação da Regra escrita por Clara: hoje em dia, a maioria dos mosteiros segue a sua Regra.

Falta ainda mencionar que os empenhos de reforma da Primeira Ordem também tinham conseqüências para as Clarissas. Em primeiro lugar, é preciso lembrar Santa Coletta de Corbie (+ 1447). Nos seus esforços para renovar a Ordem franciscana, teve sucesso até nos conventos masculinos. O seu movimento continua até hoje entre as Clarissas.

As duas formas de vida das Clarissas:
As Damianitas
Elas se baseiam na Regra de Santa Clara (1253). Atualmente, a maioria dos mosteiros segue essa Regra.
As Urbanitas
Cerca de 80 mosteiros de Clarissas adotaram a Regra de Papa Urbano IV (1263). Atrás destas denominações se esconde a realidade de uma unificação apenas relativa. No fundo, cada mosteiro continua autônomo. Mosteiros que têm aspectos em comum se juntam em federações bastante desarticuladas. A importância dos movimentos de reforma e das “obediências” continua ininterrupta. Estão até surgindo novas formas de vida, p.ex., Clarissas que – além da Regra de Clara – obedecem também à “Regra para os Eremitérios”.

TERCEIRA ORDEM
Fazendo do Movimento dos Penitentes o ponto de saída para Francisco e Clara, chega-se em linha reta até a “Ordem Franciscana da Penitência”, como a Terceira Ordem foi chamada inicialmente. Apesar de não serem exatamente derivações, as duas outras Ordens são, pelo menos, condensações da “Ordem da Penitência”.

Desde cedo, a fascinação exercida pela pessoa de Francisco suscitou conseqüências para a própria Ordem da Penitência. Provavelmente, foi em Greccio o lugar onde a Terceira Ordem de São Francisco nasceu. Isto não seria sem importância, porque em Greccio aconteceu também a primeira festa do presépio, a revelação da Religião da Encarnação.
Certa vez, Francisco declarou: “Entre as cidades grandes não muitas se converteram à penitência como Greccio, que não é outra coisa senão uma pequena cidade-castelo”. E o relato depois continua: “Pois muitas vezes, quando os irmãos de Greccio cantavam o louvor de Deus, assim como costumavam fazer em muitos lugares, então o povo da cidade, grandes e pequenos, saíam de suas casas e se juntavam no caminho fora do lugar e respondiam em alta voz aos irmãos: “Seja louvado o Senhor, nosso Deus!” Até mesmo crianças pequenas, que mal sabiam falar, louvavam a Deus tanto quanto podiam, cada vez que encontravam os irmãos”. (LegPer 74). Logo, tratava-se, na Terceira Ordem, de convertidos que voltavam a praticar a sua fé e a contar com Deus na sua vida diária. Reconhecendo a Deus, deram testemunho que Ele era o Senhor de suas vidas, adorando e honrando-o “em suas casas”. Isto é a expressão sempre repetida que se dava à forma original desta Ordem. Em outras palavras, tratava-se de pessoas que procuravam viver a sua fé nas suas famílias, nas suas profissões e através de seus afazeres dentro da sociedade.
Francisco deu uma espécie de Regra a este grupo de seguidores, a assim chamada “Carta dos Fiéis”. 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

SALVE, Ó MÃE DO SENHOR!

Paz e bem!

Com fé e devoção, peçamos à Maria que nos sustente na fé, nos abençoe, nos motive, nos encoraja e nos fortaleça.

Salve, ó Palácio do Senhor!
Salve, ó Tabernáculo do Senhor!
Salve, ó Morada do Senhor!
Salve, ó Manto do Senhor!
Salve, ó Serva do Senhor!
Salve, ó Mãe do Senhor!
Salve vós todas santas virtudes derramadas,
pela graça e iluminação do Espírito Santo,
nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis em servos fiéis de Deus!

Salmo de Natal de São Francisco de Assis

1 Exultai em Deus, nosso protetor (Sl 80,2); aclamai com vozes de júbilo o Senhor, Deus vivo e verdadeiro (Sl 46,2).

2 Porque o Senhor é o altíssimo, o temível o grande Rei de toda a terra (Sl 46,3). 3 Pois o santíssimo Pai do céu, Rei nosso antes de todos os séculos (Sl 73,12), mandou do alto seu amado Filho e nasceu da bem-aventurada virgem Santa Maria. 4 Ele me invocou: Vós sois meu Pai (Sl 88,27) e eu o farei primogênito, excelso sobre os reis da terra (Sl 88,28). 5 Naquele dia concedeu o Senhor sua misericórdia, e de noite ressoou o seu louvor (cf. Sl 41,9). 6 Este é o dia que o Senhor fez; nele exultemos e nos alegremos (Sl 117,24). 7 Porque um santíssimo menino amado nos foi dado, e nasceu por nós (cf. Is 9,6) no caminho e foi posto num presépio porque não tinha lugar na pousada (cf. Lc 2,7). 8 Glória ao Senhor Deus nas alturas, e na terra paz aos homens da boa vontade (cf. Lc 2,14). 9 Alegrem-se os céus e exulte a terra, comova-se o mar com tudo que contém, rejubilem-se os campos e tudo que neles existe (Sl 95,11-12).

10 Cantai ao Senhor um cântico novo; cantai ao Senhor por toda a terra (Sl 95,1). 11 Porque o Senhor é grande e merece todo louvor, é mais temível que todos os deuses (Sl 95,4). 12 Dai ao Senhor, ó famílias dos povos, dai ao Senhor glória e poder (Sl 95,7-8) Daí ao Senhor a glória do seu nome (Sl 95,8). 13 Oferecei vossos corpos (cfr. Rm 12,1) e carregai sua santa cruz (cfr. Lc 14,27; Jo 19,17), e segui até o fim seus santíssimos preceitos (cfr. 1Pd 2,21).
Note que este Salmo se diz desde o Natal do Senhor até a oitava da Epifania em todas as horas. Se alguém quiser dizer este ofício do bem-aventurado Francisco, assim o diga: primo diga o Pai nosso com os louvores, isto é: Santo, santo, santo.
Acabadas as Laudes com a oração acima, comece a antífona: Santa Virgem Maria com o Salmo, que foi estabelecido para cada hora do dia e da noite.
E o diga com grande reverência.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Qual o significado da Coroa do Advento?

 


É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida…
Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do advento abrange quatro semanas antes do Natal.
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Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.
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No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva a oração, elas simbolizam as quatro manifestações de Cristo:

1° Encarnação, Jesus Histórico;
2° Jesus nos pobres e necessitados;
3° Jesus nos Sacramentos;
Parusia: Segunda vinda de Jesus.

No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos por a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.
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Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.
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Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se convertera rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.
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O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!
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Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada Domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.
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Oração: 
Senhor Jesus celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos através do menino Jesus que vai nascer em nossa família.
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Como você se prepara para celebrar esta grande festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo?Clique em comentários e diga como você vive este tempo litúrgico?

Natal feliz é Natal com Cristo!
Minha benção fraterna+

Padre Luizinho,
Com. Canção Nova
FONTE:
http://www.catequisar.com.br/

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

FREI GALVÃO (25 DE OUTUBRO)



25 de outubro, comemoramos o dia de Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, o primeiro santo nascido no Brasil. 
Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 11 de maio de 2007 em São Paulo. 
A reportagem de Luciano Batista apresenta a vida e a obra deste filho de São Francisco.

Postagem de 24/07/2016 e republicada hoje 25/10/21

FREI GALVÃO:Santo Antônio de Santana Galvão(25/10)



Frei Paulo Back, OFM
Frei Alvaci M. da Luz, OFM
Site: http://www.pvf.com.br/


Conhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão, nasceu no dia 10 de Maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá, São Paulo.

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760 ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os Sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura, ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso no qual o coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!


Publicado num DOMINGO, 26 DE JANEIRO DE 2014, republicado hoje 25/10/21




Frei Galvão "Homem de Deus e Homem do Povo"




Frei Galvão "Homem de Deus e Homem do Povo"
Neste vídeo tivemos o objetivo de passar por lugares que marcaram e transformaram a vida do primeiro santo brasileiro Santo Antônio de Sant'Ana Galvão - Nossa Senhora Aparecida, Casa Frei Galvão, Seminário Frei Galvão, Convento e Santuário São Francisco de Assis e Mosteiro da Luz.
Música, tema: Missa de Frei Galvão - Frei José Luiz Prim
Gravadora: Sono-Viso Editora Vozes

http://www.pvf.com.br/

Publicado pela primeira vez aqui em 6 DE NOVEMBRO DE 2017. Hoje atualizado para o dia de hoje 25/10/21


terça-feira, 5 de outubro de 2021

SÃO BENEDITO E A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES- DIA DO SANTO 05 DE OUTUBRO

O caso mais extraordinário acontecido durante o tempo em que Frei Benedito governou o convento, foi uma multiplicação de pães. É um fato onde se vê claramente a presença de Cristo na pessoa de Benedito, acudindo os pobres e famintos.

Apesar de o convento também viver de esmolas, a ordem do Guardião ao irmão porteiro era clara: nenhum pobre sem atendimento. Nenhum mendigo despachado sem uma ajuda. Assim queria Benedito que se vivesse o preceito de Jesus: "Dêem de graça o que de graça receberam" (Mt 10,8).

Certa vez, ao distribuir pão aos pobres, o porteiro, Irmão Vito da Girgenti, percebeu que a fila ainda era grande, e que na cesta restavam apenas poucos pães, que davam exatamente para os membros do convento. Encerrou, então, a distribuição e despachou o resto dos pobres. O fato chegou ao conhecimento do Guardião, que intimou o bom porteiro a correr e chamar de volta os pobres que ficaram sem pão.

- "Dê aos pobres tudo o que estiver na cesta, disse Benedito, que a Providência divina achará um meio de socorrer-nos".

Os pães, naquele tempo, geralmente eram feitos em casa. Não havia essa facilidade que temos hoje de correr a uma padaria na esquina. Aqueles pães doados aos pobres eram, então, os últimos, até o cozinheiro ou padeiro do convento fazer mais. Por isso o irmão porteiro ficou meio espantado com a ordem recebida, mas obedeceu. Chamou os pobres e pôs-se a distribuir-lhes os pães restantes. Foi aí que percebeu que alguma coisa de extraordinário estava acontecendo ali. O pão da cesta não se acabava; quanto mais ele tirava, mais aparecia. Foi uma nova multiplicação de pães, como aquela de Jesus no deserto. Espanto e alegria encheram o coração do porteiro. Terminada a distribuição, outra maravilha; na cesta ficaram exatamente aqueles pães que ele havia reservado para a comunidade. Nenhum a mais nem a menos.

Não temos outros São Benedito, mas o exemplo dele, bem como de Santo Antônio, fazem que, anualmente, apareçam muitas almas caridosas que distribuem milhares de sacos de pães aos pobres, em memória do gesto desses santos.

ORAÇÃO
São Benedito, filho de escravos, que encontrastes a verdadeira liberdade servindo a Deus e aos irmãos, independente de raça e de cor, livrai-me de toda a escravidão, venha ela dos homens ou dos vícios, e ajudai-me a desalojar de meu coração toda a segregação e a reconhecer todos os homens por meus irmãos. 
São Benedito, amigo de Deus e dos homens, concedei-me a graça que vos peço do coração. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. 
Amém.

SÃO BENEDITO - REFLEXÃO SOBRE A FORÇA DA FÉ

 


segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Mensagem do Ministro Provincial | Solenidade de São Francisco de Assis

  


Confira a Mensagem de Frei Fidêncio Vanboemmel, Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, por ocasião da Solenidade de São Francisco de Assis.

sábado, 4 de setembro de 2021

domingo, 15 de agosto de 2021

A devoção de São Francisco a São Miguel Arcanjo.



São Francisco nutria uma grande devoção por São Miguel Arcanjo. Tanto nos escritos deixados por ele quanto nas biografias escritas após sua morte, os traços desta religiosidade estão presentes.

A Exortação ao Louvor de Deus, escrita pelo próprio São Francisco em uma tábua que servia de piso do altar em seu eremitério, termina bendizendo a Santíssima Trindade e pedindo a proteção do Príncipe da Milícia Celeste com a jaculatória “São Miguel arcanjo, defendei-nos no combate!”.

A antífona do Oficio da Paixão também expressa esta devoção especial: “Santa Virgem Maria… roga por nós, com São Miguel Arcanjo, e com todas as virtudes celestes e com todos os santos…”.A Festa de São Miguel era tão particular para São Francisco que, em preparação a esta data, dedicava uma “quaresma”, isto é, quarenta dias de retiro.

Conta Tomás de Celano, um de seus primeiros biógrafos, que o santo “muitas vezes dizia que devemos honrar de maneira toda especial o bem-aventurado Miguel, porque é o encarregado de representar as almas. Pois em honra de São Miguel, fazia uma quaresma de jejuns desde a festa da Assunção até o seu dia. E dizia que, “em honra de tão importante príncipe, dever-se-ia oferecer a Deus algum louvor ou algum dom especial””(2Cel 27).

Foi exatamente numa destas quaresmas em honra do Arcanjo, precisamente no ano de 1224, que São Francisco recebeu as estimas no Monte Alverne. Narra a Legenda Maior (XIII,5) que, “tendo chegado também a festa de São Miguel Arcanjo, Francisco, o homem angélico, desceu do monte. Trazia consigo a imagem do Crucificado, não gravada à mão em tábuas de pedra ou de madeira, com artifícios, mas escrita nos membros da carne pelo dedo de Deus vivo”.

O Anônimo Perusino, outra biografia de São Francisco ligada mais aos seus primeiros companheiros, refere-se ainda a outro evento marcante que São Francisco associava à Festa de São Miguel. Conta que, depois da aprovação da Regra pelo Papa, quando contava ainda com poucos irmãos, o bem-aventurado Francisco mandou que duas vezes por ano houvesse capítulo, em Pentecostes e na festa de São Miguel, no mês de setembro.

A devoção de São Francisco a São Miguel Arcanjo nasce no contexto da idade Média. O principal ponto de difusão desta devoção era o Santuário de Monte Sant’Angelo de Gargano, situado a leste da Península Itálica. Ali, segundo a tradição, São Miguel teria aparecido em uma gruta pedindo que o local fosse consagrado ao culto cristão.

Acredita-se que São Francisco tenha visitado este santuário em 1216, mas, conforme a tradição, o Santo de Assis não teria entrado na gruta por não se sentir digno. Teria rezado somente na entrada da Igreja, beijado o chão e traçado o sinal da cruz em uma pedra em forma de “T” (Tau).

Ainda hoje, ao lado esquerdo da entrada da caverna, existe um altar erguido em honra a São Francisco e em memória desta peregrinação.


FONTE: "Paz e Bem".