"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

terça-feira, 17 de março de 2026

São Patrício da Irlanda e sua couraça - reze agora mesmo!

 

Nasceu na Grã-Bretanha por volta do ano 389, isto é, no final do século IV d.C. Aos 16 anos foi capturado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Mas conseguiu escapar e fugiu para a França. Ali, em contato com pessoas religiosas, fez um discernimento na busca da vontade de Deus, tornando-se sacerdote e missionário. Em 432, decidiu inclusive voltar para a ilha da Irlanda.
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Dedicou-se com ardor à evangelização de toda a população irlandesa: crianças, jovens e adultos. Para explicar o mistério da Santíssima Trindade, utilizava o trevo de três folhas, mostrando que, na fé cristã, Deus é uno e trino. Incentivou os sacramentos e, entre eles, a confissão particular. Pela tradição popular, atribuiu-se a São Patrício o desaparecimento das cobras na ilha. Por isso é representado esmagando esses animais com seu cajado. Mediante sua pregação, mudou a crença do povo, levando muitas pessoas do culto celta para a fé e o culto cristão. Sofreu, por causa disso, perseguição, pois com sua presença e ação perturbava os chefes religiosos celtas. No entanto, perseverando em seu esforço missionário ao longo de 20 anos, fez com que a Irlanda aderisse ao cristianismo e se tornasse, mais tarde, um dos países mais cristãos do mundo.
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Acabou por falecer aos 17 de março do ano 461, com fama de santidade e o mérito de grande apóstolo da fé cristã. Havia, de fato, fundado mosteiros e ajudado a conversão de muitas pessoas. O que ele nos ensina? A sermos nós também "sal da terra e luz do mundo" (Mt 5,13), como certa vez Jesus pediu a Seus discípulos. Vivemos em outra época, é verdade, mas o nosso tempo também tem urgente necessidade de novos evangelizadores. Precisamos de novos "patrícios" que nos levem a descobrir a beleza da fé cristã e da prática do Evangelho.
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Esta oração dedicada ao Apóstolo da Irlanda, São patrício nos serve como uma armadura divina contra o mal, a violência e as adversidades espirituais.

Oração Couraça de São Patrício

Hoje me levanto com poderosa força e invoco à Santíssima Trindade com Trinitária fé professando a unidade do Criador e da criatura.
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Hoje me levanto com a força do nascimento de Cristo, com a graça do seu batismo, com a força de sua crucificação e morte, com a força de sua ressurreição e ascensão, com a força de seu retorno no dia do juízo.
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Hoje me levanto com a força do amor do Querubim, obediente aos anjos, a serviço dos arcanjos, na esperança da ressurreição para encontrar consolo com as orações dos patriarcas, as predições dos profetas, os ensinamentos dos apóstolos, a fé dos confessores, a inocência das santas virgens, os feitos dos homens de bem.
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Hoje me levanto com a força dos céus: a luz do sol, o brilho da lua, o esplendor do fogo, a velocidade do trovão, a rapidez do vento, a profundidade dos mares, a permanência da terra, a firmeza da rocha.
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Hoje me levanto com a força de Deus que me guia: sua grandeza que me apoia, sua sabedoria que me guia, seu olho que me cuida, seu ouvido que me escuta, sua palavra que me fala, sua mão que me defende, seu caminho para segui-lo, seu escudo para proteger-me, sua Eucaristia para livrar-me das armadilhas do demônio, da tentação dos vícios, daqueles que me desejam o mal, longe ou perto, só ou acompanhado.

Invoco hoje estes poderes para que se levantem entre mim e estes males, contra todos e cruéis infames poderes que desejam o mal, para meu corpo, contra as invocações dos falsos profetas, contra as nefastas leis da pagania, contra as falsas leis da heresia, contra as artes da idolatria, contra os feitiços das bruxas, quiromantes e feiticeiros, contra todo conhecimento que corrompe o corpo e a alma.

Cristo que me protege hoje contra o veneno, contra o fogo, contra morrer afogado, contra ser ferido, para que assim venha a mim abundante consolo.

Cristo comigo,
Cristo à minha frente,
Cristo atrás de mim,
Cristo em mim,
Cristo abaixo de mim,
Cristo sobre mim,
Cristo à minha direita,
Cristo à minha esquerda,
Cristo quando me deito,
Cristo quando me sento,
Cristo quando me levanto,
Cristo no coração de todo homem que pensa em mim,
Cristo na boca de quem fale de mim,
Cristo em todo olho que me vê,
Cristo em todo ouvido que me ouve.
Hoje me levanto com poderosa força e invoco à Santíssima Trindade com trinitária fé professando a unidade do Criador e da criatura. 
Amém.

Curiosidades da Oração Couraça de São Patrício

A Couraça de São Patrício foi uma oração muito usada durante a Idade Média, com o objetivo de proteger os cavaleiros dos golpes de seus inimigos.
São Patrício é considerado o padroeiro da Irlanda e seu dia é celebrado em 17 de março. No país, ele é conhecido como Saint Patrick ou da forma abreviada e familiar St. Paddy.

Fonte: O Mílite e


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domingo, 15 de março de 2026

Parolin: a um mundo em ânsia e em guerra, São Francisco oferece alegria e fraternidade













O cardeal secretário de Estado Pietro Parolin diante do relicário com os restos mortais de São Francisco, expostos na Basílica de Assis (Vatican Media)

O cardeal secretário de Estado presidiu uma Missa na Basílica Superior de Assis por ocasião da exibição extraordinária dos restos mortais do Pobrezinho, no 800º aniversário de sua morte: “A alegria das pequenas coisas é a resposta à tristeza da nossa geração”

Daniele Piccini – Vatican News

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A “sobriedade, a alegria das pequenas coisas, o sentir-se irmão de todos e de tudo”. É a “terapia eficaz” que São Francisco de Assis oferece a um mundo caracterizado pelo “desejo desenfreado de possuir, pelo luxo, pelo desperdício, pelo supérfluo, pelo consumismo”, habitado por uma geração afetada pela “ansiedade e tristeza” devido ao “trabalho precário”, às crises econômicas, ao clima, às “guerras de todos contra todos e contra tudo”.

Presidindo, nesta manhã de 15 de março às 11h, a Missa na Basílica Superior de Assis, por ocasião da exibição extraordinária dos restos mortais do Pobrezinho, pelo aniversário dos 800 anos de sua morte, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, explicou com estas palavras o motivo do fascínio que o padroeiro da Itália exerce em todo o mundo, ainda muitos séculos após sua morte.

Um perfil humano e espiritual irresistível
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Na homilia, o cardeal inspirou-se em um episódio narrado no famoso livro dos Fioretti. Certa vez, frei Masseo da Marignano, um dos primeiros companheiros de Francisco, perguntou por que razão todo o mundo “o seguia”, escutando-o e obedecendo-lhe, apesar de ele não ser um homem bonito, não possuir “grande sabedoria” e não ser “nobre”. O Pobrezinho respondeu-lhe que “os olhos santíssimos de Deus” nunca se detiveram sobre um homem mais “vil”, mais “insuficiente” e mais “pecador” do que ele. No entanto, observou o cardeal Parolin, Francisco conseguiu atrair a admiração de dois gênios indiscutíveis da Idade Média, o pintor e arquiteto Giotto e o poeta Dante.
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A razão desse magnetismo, argumentou o diplomata do Vaticano, reside em seu “perfil humano e espiritual”, tal como descrito por seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano. Em primeiro lugar, Francisco era “de caráter manso, de temperamento calmo, afável na fala, cauteloso nas admoestações, extremamente fiel no cumprimento das tarefas que lhe eram confiadas, prudente nos conselhos, eficaz na ação, amável em tudo. De mente serena, de alma doce, de espírito sóbrio, absorto em contemplações, constante na oração e em tudo cheio de entusiasmo”, escreve o autor de S. Francisci Assisensis vita et miracula.

Ser irmão de todos e de tudo

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Mas outros aspectos de sua personalidade continuam a chamar “nossa atenção” após oito séculos, acrescentou o cardeal: sua “alegria perfeita”, sua “extrema pobreza”, sua “fraternidade universal”. O santo de Assis sabia aceitar de maneira “humilde, paciente e alegre” as adversidades da vida. Sua pobreza não era apenas “um meio ascético para tender à perfeição”, mas uma forma de “ser o mais possível semelhante a Cristo”. Por fim, ele se sentia “irmão de tudo e de todos”: dos homens, da criação, do universo, até mesmo da morte.
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Francisco, lembrou o cardeal Parolin ao concluir sua homilia, escreveu o Cântico das Criaturas em um “tempo de crise, de escuridão, dentro e fora dele”. Um tempo, observou o cardeal, não muito diferente do nosso, “em que as trevas da guerra parecem obscurecer a luz da esperança”. Justamente neste momento histórico e existencial, desejando “paz e bem” ao mundo inteiro, o secretário de Estado do Vaticano convidou a rezar usando as palavras do Pobrezinho de Assis: pedindo a “Deus que não nos abandona” que ilumine as “trevas do coração”, nos conceda “fé reta, esperança certa, caridade perfeita e humildade profunda”.




quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Compadre Francisco | Episódio #26- Campanha da Fraternidade A Igreja inicia a Quaresma: tempo de conversão, oração, jejum e caridade.

Campanha da Fraternidade de 2026: “Fraternidade e Moradia”. Como transformar fé em compromisso concreto?

 


A Igreja inicia a Quaresma: tempo de conversão, oração, jejum e caridade. Com Frei Franklin Mateus, refletiremos sobre o sentido das cinzas e a espiritualidade quaresmal. 
Também vamos falar da Campanha da Fraternidade de 2026: “Fraternidade e Moradia”. Como transformar fé em compromisso concreto? Frei João Manoel Zechinatto nos ajudará a responder! 
Também vamos receber o Padre Jean Poul Hansen, secretário executivo do Setor Campanhas da CNBB. Assista, partilhe e viva bem este tempo! 
Paz e Bem!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Oração de São Francisco de Assis para os animais de rua.


🙏

Senhor, pelas mãos de São Francisco, eu Te peço hoje pelos que não têm ninguém. 
Olha com ternura para os cães e gatos que vagam pelas ruas, dormindo sobre o cimento frio e caminhando com fome e sede. 
São Francisco, você que chamava o lobo de irmão e as aves de irmãs, estende o teu manto sobre esses pequenos seres agora.
Que eles encontrem, em meio ao abandono, um olhar de compaixão ou uma mão que lhes ofereça um pouco de alimento. 
Protege-os dos carros, da maldade de quem não entende sua inocência e do cansaço que abate o corpo deles. 
Sopra no coração das pessoas a vontade de ajudar, de acolher e de respeitar a vida que pulsa em cada um desses animais.
Que nenhum deles se sinta invisível hoje. 
Que a Tua luz os guie até um lugar seguro e que, em breve, o asfalto seja trocado por um lar e o medo pelo descanso de um afeto verdadeiro.
Amém.

domingo, 25 de janeiro de 2026

Francisco de Assis ensina: quem reza, serve!




A oração sempre ocupou lugar central na vida cristã, não apenas como devoção, mas como fonte que sustenta e inspira todas as escolhas e ações do discípulo. Desde os antigos mestres espirituais, passando pela experiência de Santo Afonso de Ligório, aprendemos que rezar é reconhecer que “sem mim nada podeis fazer” e pedir o dom do Espírito para viver segundo o Evangelho. São Francisco de Assis é testemunha luminosa dessa verdade: sua profunda vida de oração, feita de silêncio, louvor, escuta e entrega, tornou-se ação concreta, serviço humilde, cuidado dos pequenos e reconstrução da vida dos que sofrem. Por isso, a oração cristã não permanece apenas na interioridade; ela abre o coração, purifica a intenção e conduz ao compromisso real com o Reino de Deus.

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Orar é elevar a mente e o coração a Deus, confiando inteiramente na sua graça. Não se trata de um gesto isolado de devoção, mas da fonte que orienta toda ação cristã. Desde os antigos mestres, como Hugo de São Vítor, e conforme a tradição bíblica do Livro da Sabedoria, entende-se que a oração é o caminho pelo qual se recebe a sabedoria e o Espírito: “Invoquei o Senhor, e veio a mim o espírito da sabedoria.” Hugo recorda que, sem o auxílio divino, a iniciativa humana é insuficiente. A oração, portanto, é o acesso à filiação divina e nos torna capazes de pedir e viver o dom do Espírito. Santo Afonso reforça essa verdade a partir do mandato de Cristo: “Sem mim nada podeis fazer”. A oração não é um adorno religioso, mas a respiração da vida cristã. Quem reza com sinceridade e constância pede, antes de tudo, o dom do Espírito, e desse encontro nascem a fé, a esperança e a caridade autênticas.
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A oração genuína, porém, não se limita ao interior: ela transforma e encaminha para o serviço. Enzo Bianchi e a tradição litúrgica lembram que a liturgia é “parusia antecipada”, sinal do Reino que já vem ao encontro do povo. O ministro, o celebrante e todo cristão só podem comunicar aquilo que carregam no coração: “Se você não estiver evangelizado, não poderá evangelizar; se a Palavra não mora em você, não poderá comunicá-la à assembleia.” São Carlos Borromeu aconselhava os ministros: “Se você administra os sacramentos, medite no que está fazendo. Se celebra a missa, medite no que está oferecendo. Se recita os salmos, medite a quem e do que está falando.” A regra é clara: a liturgia molda o coração para a caridade; a oração prepara e orienta a ação sacramental e pastoral. Orar e celebrar é preparar-se para servir e levar à vida aquilo que a Palavra e os sacramentos suscitam.
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A vida de São Francisco de Assis ilumina essa união inseparável entre contemplação e serviço. Seu Cântico das Criaturas, sua oração diante do crucifixo e sua intimidade com Deus revelam uma espiritualidade que transforma tudo em compaixão e prática solidária. Na prece diante do crucifixo, “Altíssimo, glorioso Deus, ilumina as trevas do meu coração. Dá-me fé reta, esperança certa e caridade perfeita. Dá-me, Senhor, senso e discernimento para que eu cumpra o teu santo e verdadeiro mandamento”, Francisco mostra a prioridade da vida cristã: pedir a graça para viver o Evangelho. Ele viu a criação como “um grande coro de onde brota contínua oração” e fez da atenção aos pobres a consequência necessária dessa experiência contemplativa. Para ele, a oração que não gera partilha não é conforme ao Evangelho: a verdadeira espiritualidade conduz ao encontro dos pequenos, ao cuidado dos leprosos, à partilha do alimento, à presença junto aos marginalizados. A caridade é o fruto visível da alma que reza.
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Praticar a fé significa, portanto, transformar a contemplação em gestos cotidianos: cultivar a Palavra, estudá-la, meditá-la, deixá-la moldar o coração; buscar a reconciliação com Deus e com os irmãos; ajudar os necessitados com partilha e presença; oferecer escuta; promover a comunhão. A Eucaristia, centro da vida cristã, recorda esse movimento: alimentar-se do Corpo do Senhor é assumir a responsabilidade de levar alimento e dignidade aos famintos. A espiritualidade franciscana sublinha que solidariedade é prática de amor: viver a destinação universal dos bens, a fraternidade e a partilha como escolhas diárias. “O que eu tenho, eu dou” resume a decisão de não viver para si, mas para quem precisa.
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Há, portanto, um caminho claro: a oração nos dá o Espírito; o Espírito fecunda a fé; a fé se traduz em obras de amor. Tal percurso exige humildade, ser sinal pobre de Cristo, e coerência litúrgica: a celebração não é espetáculo, mas gesto formativo que converte. Quem preside, canta ou reza os ofícios deve fazê-lo com atenção e reverência, consciente de que a liturgia possui força evangelizadora quando é vivida em adoração. Ao mesmo tempo, a prática cristã é profética: uma espiritualidade que não promove transformação social nem se compromete com a justiça permanece mutilada. A fé que salva é a que humaniza, denuncia injustiças, reconstrói e liberta.
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Concluímos com o mesmo espírito de Francisco, que inspirou gerações: oração e ação são duas faces da mesma vocação. Como escreveu o Poverello pouco antes de morrer: “Irmãos, até agora pouco ou nada fizemos; vamos recomeçar!” Recomeçar na oração, que desarma o ego e prepara o coração; recomeçar na caridade, que torna crível a Palavra de Deus. Orar e praticar é viver a fé como caminho de amor, nas pequenas ações, nas decisões corajosas, na partilha cotidiana, até que o mundo reconheça, em nós, o rosto misericordioso de Deus.

Paz e Bem!
Fr. Augusto Luiz Gabriel

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ano Jubilar Franciscano - Mensagem do Ministro Provincial

 



Neste ano, celebramos os 800 anos da morte de São Francisco de Assis, que chama a morte de irmã e recorda que ninguém pode dela escapar: 

“Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, 
da qual homem algum pode escapar. 
Felizes os que ela achar 
conformes à tua santíssima vontade, 
porque a morte segunda não lhes fará mal.” 

Nesse contexto, o Papa Leão XIV dirige à Igreja a proclamação de um tempo especial de graça, vivido de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027, como convite para aprofundar a fé, buscar uma conversão mais sincera e experimentar renovação espiritual. 

Que este Ano Jubilar Franciscano, nos ajude a retomar o caminho com simplicidade, escuta e fidelidade, inspirados pelo testemunho de São Francisco de Assis. Acompanhe na #TVFranciscanos


A Transformação Impossível de São Francisco de Assis

 



SÃO FRANCISCO DE ASSIS | Do Luxo à Pobreza Radical Como o filho do homem mais rico de Assis se tornou o santo mais amado da história? Em 1206, Francesco Bernardone chocou a cidade inteira ao ficar nu na praça pública, devolver tudo ao pai, e escolher uma vida de pobreza absoluta. Mas o que levou um jovem festeiro e ambicioso a essa transformação radical? NESTE DOCUMENTÁRIO:
  • A juventude luxuosa de Francisco
  • Sua captura na guerra e crise existencial
  • A voz misteriosa do crucifixo de São Damião
  • O confronto épico com o pai na praça
  • A fundação da Ordem Franciscana
  • O encontro com o Sultão durante as Cruzadas
  • Os estigmas milagrosos no Monte Alverne
  • O legado que atravessou 8 séculos
⛪ Padroeiro: Itália, animais, ecologia

Assis de Francisco e Clara - Lugares de Peregrinação

 

Neste programa Lugares de Peregrinação conheceremos Assis, cidade onde viveu São Francisco e Santa Clara. 
Contemplaremos os lugares que marcaram a vida desses grandes santos, desde o Eremitério dos Carceri, passando pela Basílica de Santa Clara, também pelo local onde nasceu Francisco, sua casa paterna, até chegarmos à belíssima basílica onde repousam seus restos mortais. 
Acompanhe conosco!


domingo, 11 de janeiro de 2026

Papa Leão XIV proclama o Ano Jubilar Franciscano para o 800° ano da morte de São Francisco de Assis


Papa Leão XIV proclama o Ano Jubilar Franciscano para o 800° ano da morte de São Francisco de Assis e concede Indulgência Plenária.

Anunciamos com alegria a promulgação do Decreto que institui um Ano Jubilar especial em comemoração ao oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. 
Sua Santidade o Papa Leão XIV estabeleceu que este Ano de São Francisco será celebrado de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027, durante o qual todos os fiéis cristãos são convidados a seguir o exemplo do Santo de Assis, tornando-se modelos de santidade de vida e incansáveis ​​testemunhas da paz. A Penitenciaria Apostólica concede indulgência plenária, nas condições habituais, a todos os que participarem devotamente deste Jubileu extraordinário, que representa uma continuação ideal do Jubileu Ordinário de 2025.

Este Ano Jubilar é especialmente dirigido aos membros das Famílias Franciscanas da Primeira, Segunda e Terceira Ordens, Regulares e Seculares, bem como aos Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e Associações que observam a Regra de São Francisco ou se inspiram em sua espiritualidade. A graça deste ano especial, porém, estende-se também a todos os fiéis, sem distinção, que, com espírito desapegado do pecado, visitarem em peregrinação qualquer igreja conventual franciscana ou lugar de culto dedicado a São Francisco, em qualquer lugar do mundo. Os idosos, os enfermos e aqueles que, por motivos graves, não podem deixar suas casas, também poderão obter indulgência plenária, unindo-se espiritualmente às celebrações jubilares e oferecendo a Deus suas orações, dores e sofrimentos.

Nesta época de celebração, que coroa oito séculos de memória franciscana, convidamos cordialmente todos os fiéis a participarem ativamente deste Jubileu excepcional. Que o exemplo luminoso de São Francisco, que soube tornar-se pobre e humilde para ser um verdadeiro alter Christus na terra, inspire nossos corações a viver em autêntica caridade cristã para com os outros e com sinceros desejos de harmonia e paz entre os povos. Seguindo os passos do Pobrezinho de Assis, transformemos a esperança que nos fez peregrinos durante o Ano Santo no fervor e zelo da caridade ativa.

Via: Frei Francisco



quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Compadre Francisco | Episódio #22

 


TvFranciscanos

Paz e Bem, gente querida! 
Começamos 2026 do jeito certo! 
O primeiro Compadre Francisco do ano chega com fé, música e solidariedade: a bonita tradição da Folia de Reis em Xaxim, o quadro Que t@u com Frei Leandro e uma ação de Natal cheia de humanidade do SEFRAS, em São Paulo. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Despertar para a Vocação Franciscana: Um Caminho de Discernimento



Você sente um chamado especial em seu coração? Uma inquietação que te convida a buscar um sentido mais profundo para sua vida? O caminho vocacional franciscano é uma experiência de encontro com Deus, inspirado no testemunho de São Francisco de Assis, que nos ensina a viver o Evangelho em fraternidade, simplicidade e itinerância.
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Na Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, acreditamos que a vocação é um dom a ser cultivado e discernido com liberdade e maturidade. O Serviço de Animação Vocacional (SAV) está aqui para te acompanhar nessa jornada, ajudando a esclarecer o chamado de Deus em sua vida.O primeiro passo nesse caminho de discernimento é entrar em contato com os frades. Passando pelas etapas de acompanhamento, até a inserção na fraternidade, cada momento é uma oportunidade de aprofundamento na espiritualidade, na vida comunitária e na missão franciscana.
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Nosso itinerário formativo tem início na Animação Vocacional, um tempo de discernimento para os jovens que desejam conhecer melhor a vocação e o jeito de viver a vida consagrada como franciscano. Durante esse período, proporcionamos encontros formativos, momentos de oração e retiro, acompanhamento pessoal. Valorizamos principalmente a experiência de inserção numa Fraternidade Franciscanas para que por meio da convivência fraterna cada vocacionado possa compreender se essa é a sua vocação e com maturidade decidir qual o caminho a seguir.
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Acreditamos que a vocação é um constante recomeçar. São Francisco nos ensina que estamos sempre iniciando nosso caminho com Deus, com humildade e disponibilidade para servi-Lo.
O Serviço de Animação Vocacional (SAV) tem a missão de coordenar e animar o trabalho vocacional nas diferentes frentes da Fraternidade Provincial. A Animação Vocacional, partindo do testemunho de vida dos frades, consiste em sensibilizar o povo de Deus a buscar sua própria vocação no mundo e na Igreja e em suscitar, acolher e apoiar novas vocações para a Ordem dos Frades Menores. Este serviço encontra seu vigor na atualidade e pertinência do ideal evangélico de Francisco de Assis.
Um Convite ao Discernimento

Se você sente em seu coração o desejo de conhecer mais sobre a vida franciscana, queremos caminhar com você! O processo vocacional é um tempo de escuta e descobertas, e estamos aqui para te ajudar nessa jornada.
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Acesse o formulário abaixo e faça sua inscrição para iniciar esse belo caminho de discernimento. Permita-se viver essa experiência de encontro, de partilha e de resposta ao chamado de Deus.
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“Vamos, irmãos, começar a servir ao Senhor nosso Deus, pois até agora pouco ou nada fizemos!” (São Francisco de Assis)
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Venha conhecer mais sobre a vida franciscana e descobrir se esse é o caminho que Deus preparou para você!
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Mais informações sobre vocação franciscana clique: AQUI



quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Cantiga da Perfeita Alegria - Coral Cantos da Ilha

 


Cantiga da Perfeita Alegria L & M: Frei Luiz Carlos Susin Arr.: Miguel Philippi Coral Cantos da Ilha Regente: Miguel Philippi Associação Coral Santíssima Trindade Cantores de São Francisco de Assis Coral Nossa Senhora da Lapa - Vozes do Mar Coral Vozes de Jurere


segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Dia da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria

 

TvFranciscanos













No dia da Imaculada Conceição, celebramos aquela que, desde o princípio, foi acolhida por Deus como jardim puro e aberto à graça. Maria, a Bem-Aventurada Virgem, é para nós, franciscanos sinal de beleza, humildade e entrega total ao Senhor. 

Em sua vida plena de graça, contemplamos o projeto de Deus realizado no amor; nela, encontramos a Mãe que caminha conosco, inspira nosso serviço e conduz nossos passos à Paz e à Fraternidade. Como Padroeira da nossa Província, ela nos acompanha de modo ainda mais especial neste Ano Jubilar em que celebramos 350 anos de História, Missão e Presença Fraterna. 

Que sua luz nos ajude a viver com simplicidade e confiança, como filhos e filhas que desejam seguir Cristo com o coração livre. Mãe de misericórdia nos fortaleça, ilumine nossos caminhos e rogue por nós, sustentando-nos na graça e na esperança.



Imaculada Conceição - Padroeira e Rainha da Ordem Franciscana

 



Estamos diante de um mistério. Ou seja: diante de um fato que nossa inteligência, por ser conhecidamente limitada, não consegue abranger nem explicar por inteiro. O mistério não contradiz a razão humana, mas a excede.

O privilégio da Imaculada Conceição não se refere ao fato de Maria de Nazaré ter sido virgem antes, durante e depois do parto de Jesus. Não se refere ao fato de ter ela concebido o filho sem o concurso de homem, mas por obra e graça do Espírito Santo. Não se refere ao fato de Maria não ter cometido nenhum dos pecados que nós costumamos fazer, confessar e nos esforçamos por evitar. Refere-se ao fato de Deus havê-la preservado da mancha com que todas as criaturas humanas nascem, mancha herdada do pecado cometido por Adão e Eva. A teologia chama esta mancha de “pecado original”. Original, não porque nascemos como fruto de um ato sexual. Mas original, porque se refere à origem de toda a humanidade, ou seja, aos nossos primeiros pais, que a Bíblia chama de Adão e Eva.

A Sagrada Escritura ensina-nos que Deus criou o ser humano à sua imagem e semelhança. Não o fez por necessidade, mas num gratuito gesto de amor. Criado por amor, o ser humano estava destinado a uma plena e eterna comunhão com Deus. Comunhão tão íntima e divina, que o próprio Filho de Deus dela poderia participar sem nenhuma diminuição de sua divindade.

Ora, para o Filho de Deus encarnar-se, Deus havia escolhido desde sempre uma mulher e a havia imaginado santíssima, ou seja, adornada com todas as qualidades e belezas do próprio Deus. Para Deus, imaginação e criação é a mesma coisa.

Aconteceu, no entanto, o grande transtorno: nossos primeiros pais, apesar de feitos à imagem e semelhança de Deus, eram criaturas e como criaturas dependiam do Criador. Sua liberdade era a plenitude da liberdade como criaturas. Adão e Eva pecaram, querendo passar da liberdade e santidade de criaturas à liberdade e santidade do Criador, ou seja, quiseram igualar-se a Deus. Pecado de orgulho. Um pecado de desobediência à condição de criaturas, querendo a condição do Criador. Eles quiseram “ser como Deus” (Gn 3,5). Eles quiseram comportar-se como Deus e não como criaturas de Deus.

A Sagrada Escritura fala das consequências dramáticas dessa prepotência dos nossos primeiros pais: embora mantendo a dignidade de imagem e semelhança de Deus, perderam, como diz São Paulo “a graça da santidade original” (Rm 3,23), passaram a ter medo de Deus, perderam o equilíbrio de criaturas, ou seja, foram tomados pelas más inclinações e passaram a sentir em sua consciência a desarmonia e a tensão entre o bem e o mal e a experiência da terrível necessidade de optar entre um e outro, e “a morte entrou na história da humanidade” (Rm 5,12).

Ora, os planos de Deus, ainda que as criaturas os desviem ou quebrem ou não os queiram, acabam se realizando.

Aquela mulher imaginada (criada) por Deus antes do paraíso terrestre, para ser a Mãe do Filho em carne humana, estava isenta do pecado de Adão e Eva. Há, porém, uma verdade de fé professada pela Igreja, que ensina que todas as criaturas humanas são redimidas, sem exceção, exclusivamente pelos méritos de Jesus Cristo. Ora, Maria é uma criatura e não uma deusa. Por isso, também ela deveria ter sido redimida por Jesus.

Os teólogos discutiram durante séculos sobre como Maria poderia ter sido remida. Nunca, nenhum santo Padre duvidou da santidade de Maria, de sua vida puríssima, de seu coração inteiramente voltado para Deus, ou seja, de ser uma mulher “cheia de graça” (Lc 1,28). Mas, ainda que a pudessem imaginar imaculada, havia teólogos que não conseguiam argumentos teológicos suficientes para crê-la isenta do pecado original. Um deles, por exemplo, foi São Bernardo, autor de belíssimos textos sobre Nossa Senhora, insuperável na descrição da maternidade divina de Maria.

Entre os teólogos favoráveis à imaculada conceição de Maria devemos mencionar o Bem-aventurado Duns Scotus, que argumentava assim: Deus podia criá-la sem mancha, porque a Deus nada é impossível (Lc 1,37); convinha que Deus a criasse sem mancha, porque ela estava predestinada a ser a Mãe do Filho de Deus e, portanto, ter todas as qualidades que não obnubilassem o filho; se Deus podia, se convinha, Deus a criou isenta do pecado original, ou seja, imaculada antes, durante e depois de sua conceição no seio de sua mãe.

Em 1615 encontramos o povo de Sevilha, na Espanha, cantando pelas ruas alguns versos, derivados do argumento de Duns Scotus: “Quis e não pôde? Não é Deus / Pôde e não quis? Não é Filho. / Digam, pois, que pôde e quis”.

Também os artistas entraram na procissão dos que louvavam e difundiam a devoção à Imaculada. Nenhum foi tão feliz quanto o espanhol Murillo, falecido em 1682. A ele se atribuem 41 diferentes quadros da Imaculada, inconfundíveis, sempre a Virgem em atitude de assunta, cercada de anjos, a meia lua sob os pés, lembrando de perto a mulher descrita pelo Apocalipse: “revestida de sol, com a lua debaixo dos pés” (Ap 12,1). A lua, por variar tanto, é símbolo da instabilidade humana e das coisas passageiras. Maria foi sempre a mesma, sem nenhum pecado.

“No entanto, escreve o Santo Padre Pio IX, era absolutamente justo que, como tinha um Pai no céu, que os Serafins exaltam como três vezes santo, o Unigênito tivesse também uma Mãe na terra, em quem jamais faltasse o esplendor da santidade. Com efeito, essa doutrina se apossou de tal forma dos corações e da inteligência dos nossos antepassados, que deles se fez ouvir uma singular e maravilhosa linguagem. Muitas vezes se dirigiram à Mãe de Deus como a toda santa, a inocentíssima, a mais pura, santa e alheia a toda mancha de pecado, … mais formosa que a beleza, mais amável que o encanto, mais santa que a santidade, … a sede única das graças do Santíssimo Espírito, sendo, à exceção de Deus, a mais excelente de todos os homens, por natureza, e até mesmo mais que os próprios querubins e serafins. E para a decantarem os céus e a terra não acham palavras que lhes bastem” (Ineffabilis Dei, 31).

No dia 8 de dezembro de 1854, o bem-aventurado Papa Pio IX declarou verdade de fé a conceição imaculada de Maria. O dogma soa assim: “Pela inspiração do Espírito Santo Paráclito, para honra da santa e indivisa Trindade, para glória e adorno da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica e para a propagação da religião católica, com a autoridade de Jesus Cristo, Senhor nosso, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e nossa, declaramos, promulgamos e definimos que a Bem-aventurada Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, foi preservada de toda mancha de pecado original, por singular graça e privilégio do Deus Onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador dos homens, e que esta doutrina está contida na Revelação Divina, devendo, portanto, ser crida firme e para sempre por todos os fiéis” (Ineffabilis Dei, 42).

Mas a devoção à Imaculada é muito antiga. Basta lembrar que a festa é conhecida já no século VIII. Desde 1263, a Ordem Franciscana celebrou com muita solenidade a Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro de cada ano e costumava cantar a Missa em sua honra aos sábados. Em 1476, o Papa Xisto IV colocou a festa no calendário litúrgico da Igreja. Em 1484, Santa Beatriz da Silva, filha de pais portugueses, fundou uma Ordem contemplativa de mulheres, conhecidas como Irmãs Concepcionistas, para venerar especialmente e difundir o privilégio mariano da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus.

Desde a proclamação do dogma, a festa da Imaculada Conceição passou a ser dia santo de preceito. Em Roma, na Praça Espanha, para perenizar publicamente a declaração do dogma, levantou-se uma belíssima e trabalhada coluna encimada pela estátua da Imaculada Conceição. Todos os anos, no dia 8 de dezembro à tarde, o Papa costuma ir à Praça e com o povo romano e os peregrinos reverenciar o privilégio da imaculada conceição da santíssima Virgem, privilégio que deriva de seu título maior: ser a Mãe do Filho de Deus Salvador.

Nem quatro anos depois de proclamado o dogma, em Lourdes, na França, à menina Bernardete, simples e analfabeta, que perguntava insistentemente à visão quem era ela, recebeu como resposta, cercada de terníssimo sorriso: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Não podemos esquecer que a estátua de Nossa Senhora Aparecida é uma Imaculada Conceição e por isso mesmo seu título oficial é Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Como é bonito, piedoso e comovente escutar o povo brasileiro cantando uníssono: Viva a Mãe de Deus e nossa / sem pecado concebida! / salve, Virgem Imaculada, / ó Senhora Aparecida!

Frei Clarêncio Neotti, OFM


domingo, 30 de novembro de 2025

Um ano Barco Hospital São João XXIII

 




Há histórias que já nascem com cheiro de futuro. O Barco Hospital São João XXIII é uma delas. Há um ano, ele desceu pelas águas do Amazonas como quem leva consigo uma promessa: alcançar quem vive longe de tudo, mas que jamais deveria estar distante do cuidado. . Neste episódio especial, revisitamos essa travessia que não é apenas geográfica, mas profundamente humana. Voltamos às comunidades ribeirinhas, às filas de atendimentos, aos sorrisos silenciosos de gratidão. Recordamos voluntários, profissionais, parceiros e todos que acreditam que a saúde deve navegar até onde o mapa insiste em ser desafiador. . É um ano marcado por milhares de atendimentos, vidas tocadas, histórias reescritas. Um ano em que o São João XXIII se tornou mais do que uma embarcação: virou símbolo de esperança em movimento. . Venha conosco nessa celebração — feita de fé, trabalho, ciência e compaixão. Porque quando a Providência encontra o coração humano, até o rio aprende a cantar.


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Compromisso cristão com a justiça, a compaixão e o cuidado com quem mais precisa!

 


Mensagem no dia 16/11/2025

Inspirado em duas frases de #SãoTiago, frei Melo nos convida a uma reflexão profunda sobre a essência do Evangelho: o exemplo de Jesus Cristo na Terra como caminho para a nossa ação concreta junto aos irmãos e irmãs empobrecidos.
Assista ao vídeo e confira essa mensagem que nos lembra do compromisso cristão com a justiça, a compaixão e o cuidado com quem mais precisa! 🙏🏻
#Sefras #DiaMundialDosPobres #Evangelho #Jesus #Fé #Reflexão #Solidariedade


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Vídeo e letra: O Cântico do irmão sol(Ou cântico das criaturas)





O Cântico do irmão sol
 São Francisco  de Assis

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.  
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
.
Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.