"SENHOR, FAZEI-ME INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ".

Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo,imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida de S. Francisco - 1Cel 84)

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você está fazendo o impossível.São Francisco de Assis"

domingo, 17 de novembro de 2019

SANTA ISABEL DA HUNGRIA - UMA PRINCESA QUE AMOU OS POBRES(Dia 17/11)- padroeira dos irmãos e das irmãs da Ordem Franciscana Secular


Comemoramos hoje a festa de Santa Isabel da Hungria, padroeira dos irmãos e das irmãs da Ordem Franciscana Secular. A ela, o Papa Bento XVI consagrou uma de suas catequeses semanais. Do texto do Papa extraímos algumas informações e transcrevemos uma e outra de suas reflexões.

Isabel constituiu-se numa figura da Idade Média que sempre suscitou muito interesse, conhecida como Isabel da Hungria, mas também Isabel da Turíngia. Nasceu em 1207 na Hungria. Seu pai era André II, rico e poderoso rei da Hungria. Para reforçar os laços familiares, o soberano havia se casado com uma condessa alemã Gertrudes de Andechs-Merania, irmã de Santa Edwiges, que era esposa do duque da Silésia. Estamos no ambiente dos nobres e dos grandes da terra, de reis e rainhas, duques e duquesas, príncipes e princesas. Isabel viveu na corte da Hungria apenas nos primeiros anos de vida com uma irmã e três irmãos.

Sua infância foi interrompida quando cavaleiros vieram buscar a menina para levá-la para a Alemanha central. Seu pai havia determinado que ela viesse a se tornar princesa da Turingia. “Segundo os costumes daquele tempo, de fato, seu pai havia estabelecido que Isabel se convertesse em princesa da Turíngia. O landgrave ou conde daquela região era um dos soberanos mais ricos e influentes da Europa no começo do século XIII e seu castelo era centro de magnificência e cultura. Mas, por detrás das festas e da glória, escondiam-se as ambições dos príncipes feudais, geralmente em guerra entre eles e em conflito com as autoridades reais e imperiais. Neste contexto, o conde Hermann (Hermano) acolheu com boa vontade o noivado entre seu filho Ludovico e a princesa húngara”. Vivendo nesse quadro, a menina que vinha da Hungria, mais tarde iria revelar-se uma mulher voltada para a pobreza e miséria.

Isabel partiu de sua pátria com grande séquito e importante dote. Com ela foram suas amas pessoais que, no decorrer do tempo, puderam fornecer informações preciosas a respeito da vida de Isabel. As duas talvez fizessem parte, mais tarde, do núcleo do que viria a ser a Terceira Ordem Regular.

Voltamos ao texto de Bento XVI: “Após uma longa viagem, chegaram a Eisenach, para depois subir à fortaleza de Wartburg, o maciço castelo sobre a cidade. Lá se celebrou o compromisso entre Ludovico e Isabel. Nos anos seguintes, enquanto Ludovico aprendia o ofício de cavaleiro, Isabel e suas companheiras estudavam alemão, francês, latim, música, literatura e bordado. Apesar do fato do compromisso ter sido assumido por razões políticas, entre os dois jovens nasceu um amor sincero, motivado pela fé e pelo desejo de fazer a vontade de Deus”. Muitos biógrafos insistem em mostrar detalhes do ardoroso amor de Isabel por seu marido.

Após a morte de seu pai, com a idade de 18 anos, Ludovico começou a reinar. Isabel teria se tornado objeto de críticas silenciosas no ambiente da corte. Seu comportamento sóbrio não correspondia aos costumes vigentes. O próprio casamento foi sóbrio. Isabel não gostava das obrigações sociais decorrentes do fato de ser uma princesa. Conta-se que certa vez tirou a coroa da cabeça e prostrou-se por terra. Uma religiosa teria visto esse gesto e Isabel deu a seguinte explicação: “Como posso eu, criatura miserável, continuar usando uma coroa de dignidade terrena quando vejo o meu Rei Jesus Cristo, coroado de espinhos?”. Uma observação curiosa e bonita na biografia de Isabel. Ela não consumia alimentos sem antes ter a certeza de que eles provinham de propriedades e bens legítimos do marido. Não queria se alimentar daquilo que, de alguma forma, proviesse de injustiças, do aproveitamento do trabalho não recompensado.

“Isabel praticava assiduamente as obras de misericórdia, dava de beber e de comer a quem batia à sua porta, distribuía roupas, pagava as dívidas, cuidava dos doentes e sepultava os mortos. Descendo de seu castelo, dirigia-se frequentemente com suas amas às casas dos pobres, levando pão, carne, farinha e outros alimentos. Entregava pessoalmente os alimentos e cuidava com atenção do leito e das roupas dos pobres. Este fato chegou aos ouvidos do marido, ao que ele respondeu: “Enquanto ela não vender o castelo estou feliz”. Podemos aqui evocar o milagre do pão transformado em rosas: enquanto Isabel ia pela rua com seu avental cheio de pães para os pobres, encontrou-se com o marido, que lhe perguntou o que estava carregando. Abrindo o avental, no lugar dos pães, apareceram rosas. Este símbolo da caridade está presente muitas vezes nas representações em pintura e em imagens de Isabel.

Isabel amava o marido e o marido era reconhecido pelo amor da esposa e o retribuía. “O jovem casal encontrou apoio espiritual nos Frades Menores, que, desde 1222, difundiram-se na Turíngia. Entre eles, Isabel escolheu Frei Rüdiger como diretor espiritual. Quando ele lhe narrou as circunstâncias da conversão do jovem e rico comerciante Francisco de Assis, Isabel se entusiasmou ainda mais em seu caminho de vida cristã. Desde aquele momento dedicou-se mais a seguir Cristo pobre e crucificado, presente nos pobres. Inclusive depois que nasceu seu primeiro filho, seguido de outros dois, nossa santa não descuidou jamais de suas obras de caridade”. Ajudou os frades a construírem um convento em Halberstadt. Depois passou a ser dirigida espiritualmente por Conrado de Marburgo.

Seu marido, em 1227, se associou à cruzada de Frederico II, dizendo à esposa que era uma tradição dos soberanos da Turíngia. Ludovico morreu antes de embarcar, dizimado pela peste, em Otranto, com a idade de 26 anos. Isabel sofreu muito quando soube da notícia. Dizem alguns de seus biógrafos que, quando chegaram seus ossos, ela se jogou com imensa tristeza sobre caixa que continha os resto de seu amado Ludovico. Passou então a dedicar-se mais às coisas do reino. Seu cunhado usurpou o governo da Turingia, tornando-se sucessor de Ludovico, acusando Isabel de incompetência para gerir os assuntos do governo. “A jovem viúva com seus três filhos foi expulsa do castelo de Wartburg e começou a procurar um lugar para refugiar-se. Somente duas de suas amas permaneceram junto dela, acompanharam-na e confiaram os três filhos aos cuidados de amigos de Ludovico.

Peregrinando pelos povoados, Isabel trabalhava onde era acolhida e assistia os doentes, fiava e costurava. Durante este calvário, suportado com grande fé, paciência e dedicação a Deus, alguns parentes, que haviam permanecido fiéis a ela e consideravam ilegítimo o governo de seu cunhado, reabilitaram seu nome”. Isabel recebeu algumas rendas e pode retirar-se para o castelo da família em Marburgo, onde vivia também seu diretor espiritual, Conrado. Em 1228 com as mãos sobre o altar da capela dos franciscanos em Eisenach, Isabel renunciou à própria vontade e as vaidades do mundo. Construiu depois um hospital para leprosos. Viveu os três últimos anos de vida no hospital cuidando dos doentes e acompanhando o término da vida dos moribundos. Fazia trabalhos humildes e repugnantes. “Ela se converteu no que poderíamos chamar de mulher consagrada no meio do mundo (soror in saeculo) e formou com outras amigas suas, vestidas com um hábito cinza, uma comunidade religiosa. Não é por acaso que ela é padroeira da Terceira Ordem Regular de São Francisco e da Ordem Franciscana Secular”.

Em novembro de 1231 foi vítima de fortes febres. Na noite de 17 de novembro descansou no Senhor.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

terça-feira, 29 de outubro de 2019

PAPA FRANCISCO: AS RAZÕES CRISTÃS PARA O CUIDADO DA CRIAÇÃO


Vatican News | Out 24, 2019
A tomada de consciência passa principalmente através de um “autêntico espírito de comunhão”

Foi lançado nesta quinta-feira (24) o livro “Nostra Madre Terra. Una lettura cristiana della sfida dell’ambiente”, com textos de documentos do Papa Francisco sobre o meio ambiente, entre os quais um inédito (já publicado pelo Vatican News em 16 de outubro) e com o prefácio do Patriarca Ecumênico Bartolomeu I.
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O Patriarca recorda as etapas da colaboração com o Santo Padre, principalmente nas mensagens por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, instituído em 2015, que une a Igreja Católica e a Ortodoxa na comum “preocupação pelo futuro da criação”.
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Família humana
No primeiro capítulo, “Visão íntegra”, foram selecionados alguns textos, principalmente trechos da Laudato si’, que mostram a necessidade de proteger a nossa casa comum através da união de “toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral”. Esta premissa é desenvolvida no capítulo “De um desafio atual a uma oportunidade global” por meio da análise de alguns trechos da Encíclica do Papa Francisco sobre a crise ambiental dos nossos dias, onde poluição, aquecimento global, mudanças climáticas, perda de biodiversidades são o efeito de uma exploração incontrolada destinada a crescer rapidamente se não forem tomadas medidas imediatas para uma mudança de direção. É necessária a conversão ambiental – observa o Papa – possível através da promoção de uma verdadeira educação ecológica que crie, principalmente nos jovens, uma conscientização e portanto uma consciência renovada.
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Leitura espiritual da ecologia
No escrito inédito que conclui o livro “Nostra Madre Terra”, Papa Francisco oferece a todos nós uma visão mais ampla de um assunto que não é simples preocupação para a salvaguarda do meio ambiente. Mesmo compartilhando muitos aspectos, não é comparável a uma visão leiga da ecologia. De fato, desenvolve a chamada teologia da ecologia em um discurso profundamente espiritual.
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A criação é fruto do amor de Deus. O amor de Deus para com cada uma das suas criaturas e principalmente pelo homem ao qual deu o dom da criação, lugar em que “somos convidados a descobrir uma presença. Mas isso significa que é a capacidade de comunhão do homem a condicionar o estado da criação (…) Portanto é o destino do homem que determina o destino do universo”, escreve Papa Francisco. A conexão entre homem e criação vive no amor e se este se acaba corrompe-se e não reconhece o dom que lhe foi dado. A exploração dos recursos feita de modo irresponsável para tomar posse de riquezas e poder, concentrando nas mãos de poucos, cria um desequilíbrio destinado a destruir o mundo e o próprio homem.
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Recomeçar do perdão e do Espírito Santo
Não é suficiente uma revolução tecnológica e compromisso individual. A tomada de consciência passa principalmente através de um “autêntico espírito de comunhão”. Deve-se recomeçar do perdão. Pedir perdão aos pobres, aos excluídos, antes de tudo, para poder pedir perdão também “à terra, ao mar, à ar, aos animais…”. Para o Papa Francisco pedir perdão significa rever totalmente o próprio modo de ser e de pensar, significa renovar-se profundamente. E o perdão só é possível no Espírito Santo. É uma graça a ser implorada com humildade ao Senhor. O perdão é se tornar ativos, empreender um caminho juntos e nunca na solidão.

(Vatican News)

Comentário do nosso site: 
O Papa Francisco ao relacionar a criação da natureza e meio ambiente com o amor de Deus, nos remete a lembrança do poema CÂNTICO DAS CRIATURAS de São Francisco de Assis que no meu entendimento foi o primeiro ecologista da humanidade, ele já sua época compreendeu a importância da natureza com a vida e a sobrevivência humana, pois foi dessa forma que Deus criou um mundo maravilhoso pensando no homem e em todas suas criaturas.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

A maneira inesperada que São Francisco utilizou para mudar o mundo


Ele não tinha poder político e não levou exércitos à batalha. Mas tinha uma virtude que fez (e faz) toda a diferença

Muitos dos homens e mulheres mais influentes da História possuíam grande poder político e eram líderes com intensa determinação. Eles mudavam o mundo, quer as pessoas gostassem ou não.
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Com base nessa realidade histórica, São Francisco de Assis não deveria ter tido nenhum impacto no mundo.
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Embora ele tenha nascido em uma rica família de comerciantes, após sua conversão Francisco renunciou à família e tornou-se um homem pobre. Ele não tinha nada e estava destinado a apodrecer como um mendigo na beira da estrada. No entanto, havia algo diferente em Francisco. Ele era pobre, mas era alegre. Ele não possuía bens, no entanto vivia como se tivesse tudo.
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Rapidamente, seu modo de vida radical atraiu outros seguidores, que davam seus pertences para se tornarem mendigos.
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O que é ainda mais notável em São Francisco é que ele nem era um sacerdote ordenado. Ele acabou se tornando um diácono, e atraía outros religiosos por ser um leigo comprometido.
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De muitas maneiras, a vida de São Francisco reflete a de Jesus Cristo. Ambos eram homens bastante “insignificantes” que vagavam pelas pequenas aldeias pregando a quem quisesse ouvir. Eles não tinham poder político e não levaram exércitos à batalha. Nos últimos anos de sua vida, São Francisco não viajou e ficou isolado. A maneira inesperada como São Francisco mudou o mundo foi através de seu exemplo.
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Sua maneira revolucionária de pensar é tão radicalmente simples que qualquer um pode fazê-lo! Tudo o que você precisa fazer é seguir o Evangelho, viver com simplicidade e mostrar sua alegria ao mundo.
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Quando as pessoas vêem a beleza de uma vida unida a Deus, são imediatamente atraídas por ela. São Francisco nunca esperou que seu pequeno grupo de irmãos tivesse algum significado, e ainda hoje eles são uma das maiores ordens religiosas do mundo!
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Uma vida vivida autenticamente enraizada no Evangelho tem mais poder do que qualquer rei ou governante terrestre – e perdurará por toda a eternidade.
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Você quer mudar o mundo? Não tente se tornar poderoso de acordo com os padrões terrestres. Comece simplesmente por si mesmo e, lentamente, influenciando as pessoas da sua família e da comunidade local.
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O Evangelho é difundido de maneira mais eficaz não por organizações poderosas que alcançam todos os cantos do globo, mas por indivíduos que o transmitem a outras pessoas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Prece de São Francisco de Assis » Música Legionária(vídeo)



Prece de São Francisco de Assis » Música Legionária Tradução: Alziro Zarur — (1914-1979) Letra: São Francisco de Assis Música: Nilton Duarte Interpretação: Lauane Mariano e Coral Ecumênico Infantil Boa Vontade (Brasília/DF e Campinas/SP)

Música Legionária

domingo, 8 de setembro de 2019

08/09 -Natividade de Nossa Senhora


A Natividade de Nossa Senhora é a festa de seu nascimento. É celebrada desde o início do cristianismo, no Oriente. E no Ocidente, desde o século VII. O profundo significado desta festa é o próprio Filho de Deus, nascido de Maria para ser o nosso Salvador.
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Em seu Sermão do Nascimento da Mãe de Deus, Pe. Antônio Vieira diz:
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Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; 
perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; 
perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; 
perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; 
perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres;
perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; 
os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; 
os discordes: para Senhora da Paz; 
os desencaminhados: para Senhora da Guia; 
os cativos: para Senhora do Livramento; 
os cercados: para Senhora da Vitória.
Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; 
os navegantes: para Senhora da Boa Viagem;
os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; 
os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; 
os pecadores todos: para Senhora da Graça;
e todos os seus devotos: para Senhora da Glória.


E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus. (Apud José Leite, S. J., op. cit., Vol. III, p. 33.).

ORAÇÃO



Prece à Maria, Mãe de todos.


"Dona e Senhora da Terra, do céu Rainha sem par, Virgem Mãe que um Deus encerra, suave Estrela do mar! Tua beleza fulgura, cingida embora de véus, pois nos trouxestes, tão pura, o próprio Filho de Deus.
Hoje é o teu dia: nasceste; vieste sem mancha à luz; com teu natal nos deste o do teu Filho Jesus. Em ti celeste e terrena o nosso olhar se compraz, Rainha santa e serena, que à todos trazes a paz. Louvado o Deus trino seja, suba ao céu nosso louvor, pois quis tornar Mãe da Igreja a própria Mãe do Senhor". (Hino - Liturgia das Horas)


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Nosso corpo é templo do Espírito Santo

"Que bom saber que ainda hoje existem jovens idealistas, que lutam para conservar a virtude da pureza, dizendo não às tentações", afirma Frei Felipinho no Palavra da Hora desta sexta-feira.




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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Palavra da Hora | O grande São João Batista

"São João Batista gostaria que você o imitasse em seu amor a Cristo, que você pregasse Cristo por toda parte, como ele fez e estivesse pronto para morrer por aquele que morreu por você", afirma Frei Felipinho no Palavra da Hora desta quinta-feira.



TvFranciscanos


sábado, 17 de agosto de 2019

17 DE AGOSTO -Especial: Santa Beatriz da Silva

No dia 17 de agosto, a Família Franciscana celebra Santa Beatriz da Silva, fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, ou Ordem das Irmãs Concepcionistas.
Irmã Maria Fabiana da Imaculada Conceição, OIC, do Mosteiro da Luz, fala sobre a história de Santa Beatriz da Silva.
Música de abertura: Feliz, ó Beatriz (Pe. Irala, sj)



Breve biografia

Dona Beatriz da Silva nasceu na vila de Campo Maior, em Portugal, por volta de 1437. Ela foi da linhagem dos reis de Portugal, filha de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior, e de sua mulher dona Isabel de Meneses, filha natural de dom Pedro de Meneses, 1.º conde de Vila Real e 2.º conde de Viana do Alentejo. Teve pelo menos doze irmãos. Ainda pequena, dona Beatriz da Silva partiu para a corte régia de Castela, em 1447, como donzela da rainha Isabel, segunda mulher do rei João II de Castela.
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A presença de dona Beatriz na corte não passou despercebida. Sua formosura cativante encantou a todos. A rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, fechou dona Beatriz em um cofre, mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou. Após este triste episódio, ela deixa Tordesilhas, onde a corte régia então estava instalada, e vai para Toledo, onde se recolheu no Mosteiro de São Domingos, o Real, de monjas dominicanas. Por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto. Permanece neste mosteiro por cerca de 30 anos.
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Em 1484, a rainha dona Isabel, a católica, doa-lhe os Palácios de Galiana onde existia uma Igreja antiga que tinha o nome de Santa Fé. Dona Beatriz, passada a esta casa, começou a adaptá-la para a forma de mosteiro. Levou consigo dona Filipa da Silva, sua sobrinha e outras onze mulheres, todas de hábito religioso, embora não pertencessem a uma Ordem. E, uma vez instalada na nova casa, querendo dar fim à sua determinação, estabeleceu a maneira de viver que queria e enviou-a a Roma, numa súplica conjunta com a rainha. Foi tudo aprovado e outorgado pelo Papa Inocêncio VIII pela bula “Inter Universa” em 1489. O Mosteiro já estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito a ela e às monjas que ela havia instruído, quando Nosso Senhor quis chamá-la.
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Morreu no ano de 1492. Na hora de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que, quando lhe levantaram o véu para administrar-lhe a unção foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual à luz quando mais brilha. Faleceu com fama de santidade.
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Em 1511, o Papa Júlio II atribui à Ordem nascente Regra Própria. Dona Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI em 26 de julho de 1926 e solenemente canonizada em 3 de outubro de 1976 pelo Papa Paulo VI. Sua Festa é celebrada no dia 17 de agosto.
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Nota: A expressão “Dona Beatriz da Silva” é um título usado na época, por ser ela descendente de reis e de condes. Era o costume da época. “Dona” não era qualquer mulher, como hoje nós chamamos a qualquer senhora. “Dona” eram apenas algumas de entre as mulheres nobres. As que possuíam esse título possuíam desde o batismo e jamais deixavam de o usar fazia parte do seu nome.
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domingo, 28 de julho de 2019

PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU...(Lc 11,1-13)(28.07.19)


Homilia do 17°Dom do tempo comum(Lc 11,1-13)(28.07.19)
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Caríssimos, a liturgia deste domingo trata do dom da oração e de suas virtudes; com efeito, esse dom é o meio mais eficaz de se fazer a vontade de Deus e de vê-la realizada em todos os sentidos de nossa vida; costumo dizer que a oração é a graça de todo momento, porque tem seu fundamento na fé que age para muito além do que podemos por nós mesmos, visto que a oração é o dom por excelência do encontro com Deus e de nossa permanência Nele.
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Na primeira leitura de hoje vemos a oração intercessória de Abraão que sente compaixão dos habitantes de Sodoma e Gomorra e perseverante intercede por eles a partir das virtudes dos justos que nelas ainda existiam na esperança de que tais virtudes seriam suficientes para aplacar a justiça divina dando tempo para que tais habitantes se convertessem. Mas, o grau de pecaminosidade deles era tamanho que só foi possível salvar os poucos justos existentes.
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Na segunda leitura de hoje São Paulo nos dá a conhecer que a presença de Cristo em nossa vida é a garantia de nossa salvação eterna, pois, o Senhor por Sua Divina Misericórdia perdoa os nossos pecados nos livrando das terríveis consequências que eles trazem, como vimos acontecer com os habitantes de Sodoma e Gomorra que não foram poupados do fogo que os destruiu por causa dos incontáveis pecados que cometiam.
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No Evangelho de hoje os discípulos pedem que Jesus lhes ensine a orar como São João Batista e os mestres da Lei ensinaram aos seus discípulos; ao que o Senhor lhes satisfez ensinando a oração do Pai nosso. Ora, essa oração contém os fundamentos da unidade cristã e seus efeitos práticos na vida daqueles que oram sem cessar, porque a oração perseverante é o meio pelo qual Deus, nosso Pai, nos concede todas as graças necessárias para a nossa salvação.
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Portanto, para além dos pedidos que nela fazemos, a oração do Pai nosso, nos leva viver a perfeita comunhão com o Senhor e entre nós, pois, acompanhada da fé, da humildade e da justiça nos faz realizar em todos os sentidos somente a vontade de Deus que nos livra de todo o mal.
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Paz e Bem!
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Frei Fernando Maria OFMConv.



A ORAÇÃO  LUCAS 11, 01-13
"1.Um dia, num certo lugar, estava Jesus a rezar. Terminando a oração, disse-lhe um de seus discípulos: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.” 
2.Disse-lhes ele, então: “Quando orardes, dizei: 
Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso Reino;* 3.dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento; 4.perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação”. 
5.Em seguida, ele continuou: “Se alguém de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6.pois um amigo meu acaba de chegar à minha casa, de uma viagem, e não tenho nada para lhe oferecer; 7.e se ele responder lá de dentro: Não me incomodes; a porta já está fechada, meus filhos e eu estamos deitados; não posso levantar-me para te dar os pães; 8.eu vos digo: no caso de não se levantar para lhe dar os pães por ser seu amigo, certamente por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães necessitar. 
9.E eu vos digo: pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e vos será aberta. 
10.Pois todo aquele que pede, recebe; aquele que procura, acha; e ao que bater, se lhe abrirá. 
11.Se um filho pedir um pão, qual o pai entre vós que lhe dará uma pedra? Se ele pedir um peixe, acaso lhe dará uma serpente? 
12.Ou se lhe pedir um ovo, lhe dará porventura um escorpião? 
13.Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem”. (= Mt 12,22-45 = Mc 3,22-27) 


quinta-feira, 11 de julho de 2019

Padre ou Frei? Qual a diferença?



Apresentamos a diferença de um #Padre e de um #Frei. Todos os freis são padres? Todos os padres são freis? Acompanhe o vídeo e saiba tudo isso e muito mais.

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Por que os franciscanos vestem o hábito marrom?

Você sabe por que os franciscanos usam o hábito marrom?

Na reportagem da Tv Sudoeste, Frei Gabriel Alves explica o motivo. Acompanhe.



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terça-feira, 2 de julho de 2019

Irmão Sol, Irmã Lua ( Cena que arranca lágrimas dos olhos)



Saudosas Dublagens

FILMAÇO DIRIGIDO PELO GRANDE DIRETOR FRANCO ZEFFIRELLI SOBRE HISTÓRIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS COM SAUDOSA DUBLAGEM CLÁSSICA DA TELECINE...

SÃO FRANCISCO DE ASSIS: Por que Santo Seráfico?

São Francisco de Assis por sua humildade, santidade e desapego das coisas terrenas mereceu o título de Santo Seráfico, ou seja, sua vida atingiu tal grau de perfeição que ele recebeu o prêmio de estar no Céu diante de Deus e sentar-se no trono de um dos anjos apostatas da mais alta hierarquia, um Serafim. 

Significa que São Francisco alcançou o grau de um completo abrasamento no Amor de Deus...


Carta a todos os Fiéis


 

Escrito por São Francisco de Assis.

Primeira redação

Estas são as palavras da vida e da salvação: quem as ler e praticar, tem a vida e a salvação do Senhor

I. Os que fazem Penitência

Em nome do Senhor!

A todos os que amam o Senhor com todo o coração, com toda a alma, com todo o entendimento, com todas as suas forças (Mt 12, 30), e amam o seu próximo como a si mesmos (Mt 22, 39); e aborrecem seus próprios corpos com seus vícios e pecados; e recebem o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e fazem dignos frutos de penitência; Oh! quão felizes e benditos são os homens e mulheres que praticam estas coisas e perseveram nelas! porque repousará sobre eles o espírito do Senhor (Is 11, 2) e neles estabelecerá a sua morada e mansão (Jo 14, 23);  e são filhos do Pai celeste (Mt 5, 45), cujas obras fazem; e são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 12, 50).
Somos esposos, quando pelo Espírito Santo a alma se une a nosso Senhor Jesus Cristo. Somos seus irmãos, quando cumprimos a vontade de seu Pai que está nos céus (Mt 12, 50); somos suas mães, quando o levamos no coração e no corpo (1Cor 6, 20) pelo divino amor e pela pura e sincera consciência, e quando o damos à luz pelas santas obras, que devem brilhar aos olhos de todos para seu exemplo (Mt 5, 16).

Oh! como é glorioso ter no céu um Pai santo e grande! Oh! como é santo ter um tal esposo, consolador, belo e admirável! Oh! como é santo e amável ter um tal irmão e um tal filho, agradável, humilde, pacífico, doce, amável e mais que tudo desejável, Nosso Senhor Jesus Cristo, que deu a vida pelas suas ovelhas (Jo 10,15) e orou ao Pai, dizendo:
Pai santo, guarda em teu nome (Jo 17, 11) aqueles que me deste no mundo; eram teus e tu mos deste (Jo 17, 6). As palavras que me deste a eles as dei, e eles receberam-nas e reconheceram que, na verdade, eu vim de ti e reconheceram que tu me enviaste (Jo 17, 8). Rogo por eles, não rogo pelo mundo (Jo 17, 9). Abençoa-os e santifica-os (Jo 17, 17); também eu me santifico a mim mesmo por eles (Jo 17, 19). Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em mim (Jo 17, 20), para que sejam perfeitos na unidade (Jo 17, 23), assim como nós o somos (Jo 17, 11). E quero, Pai, que, onde eu estiver estejam eles também comigo, para que vejam a minha glória (Jo 17, 24) no teu reino (Mt 20, 21). Amen.

II. Os que não fazem Penitência

Porém todos aqueles que não vivem em penitência; e não recebem o Corpo e o Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo; e sustentam vícios e pecados; e correm atrás das más concupiscências e maus desejos da sua carne e não guardam o que prometeram ao Senhor; e com o seu corpo são escravos do mundo pelos desejos carnais, pelas solicitudes deste século e pelas preocupações desta vida; seduzidos pelo diabo, de quem são filhos e cujas obras praticam (Jo 8, 41), todos esses são cegos, porque não vêem a luz verdadeira, que é nosso Senhor Jesus Cristo.

Não possuem a sabedoria do espírito, porque não têm em si o Filho de Deus, que é a verdadeira sabedoria do Pai. Destes foi dito: A sua sabedoria desvaneceu-se (Sl 106, 27); e: Malditos aqueles que se afastam dos teus mandamentos (Sl 118, 21). Vêem e conhecem, sabem e fazem o mal, e deliberadamente perdem as suas almas.

Olhai, ó cegos, que andais enganados pelos vossos inimigos, a carne, o mundo e o diabo, porque ao corpo agrada cometer o pecado e repugna servir a Deus; pois que todos os vícios e pecados brotam e procedem do coração do homem, como diz o Senhor no Evangelho (Mc 7, 21).

E nada tendes neste século nem no vindouro.

Pensais possuir por muito tempo as vaidades deste mundo, mas estais enganados, porque virão o dia e a hora que não suspeitais, que desconheceis e ignorais. E então o corpo debilita-se, aproxima-se a morte, e assim se morre de morte amarga.

E onde, quando e como quer que o homem morra em pecado mortal sem penitência e sem satisfação, e, podendo satisfazer o não faz, o diabo arrebata-lhe a alma do corpo com tão grande angústia e tribulação, que ninguém pode conhecê-las, a não ser quem as experimenta.

E todos os talentos e poder, ciência e sabedoria, que julgavam ter, lhes serão tirados (Lc 8, 18; Mc 4, 25).

E deixam os bens aos parentes e amigos, que os levam e dividem e depois dizem: Maldita seja a sua alma, porque mais nos pudera ter deixado e ter ganhado mais do que ganhou.

O corpo torna-se pasto dos vermes e, assim, perdem corpo e alma nesta vida que é breve, e cairão no inferno, onde eternamente serão atormentados.


III. Última recomendação

A todos aqueles a quem chegar esta carta, rogamos, pela caridade que é Deus (1Jo 4, 16), que benignamente acolham as sobreditas odoríferas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. E aqueles que não sabem ler, peçam a outros que lhas leiam com frequência; e tenham-nas sempre presentes até ao fim mediante a prática de obras santas, porque são espírito e vida (Jo 6, 64).

E os que assim não fizerem terão de prestar contas, no dia do juízo (Mt 12, 36), perante o tribunal de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 14, 10).

Carta a todos os Fiéis
Escrito por São Francisco de Assis.
SEGUNDA REDAÇÃO


Em nome do Senhor, Pai e Filho e Espírito Santo. Amem.

A todos os cristãos, religiosos, clérigos e leigos, homens e mulheres, a todos os que habitam pelo mundo além, o irmão Francisco, seu servo e súbdito, envia reverentes saudações, paz verdadeira do céu e caridade sincera no Senhor.
Como servo de todos, a todos tenho obrigação de servir e ministrar as palavras do meu Senhor, cheias de suave perfume. E considerando comigo que, devido às enfermidades e fraqueza do meu corpo, me é impossível visitar pessoalmente a cada um de vós, resolvi comunicar-vos, por meio desta carta e de mensageiros, as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o Verbo do Pai, e as palavras do Espírito Santo, que são espírito e vida (Jo 6, 64).

1. A Palavra do Pai

O Pai altíssimo, pelo seu arcanjo S. Gabriel, anunciou à santa e gloriosa Virgem Maria (Lc 1, 31), que esse Verbo do mesmo Pai, tão digno, tão santo e glorioso, ia descer do céu, a tomar a carne verdadeira da nossa humana fragilidade em suas entranhas. E sendo Ele mais rico do que tudo (2 Cor 8, 9), quis, no entanto, com sua Mãe bem-aventurada, escolher vida de pobreza.
E ao aproximar-se a sua Paixão, celebrou a Páscoa com seus discípulos, e tomando o pão, deu graças e o abençoou e partiu, dizendo: Tomai e comei, isto é o meu corpo (Mt 26, 26). E tomando o cálice, disse: Este é o meu sangue da nova Aliança, que por vós e por muitos vai ser derramado, para remissão dos pecados (Mt 26, 26-28). E depois orou ao Pai, dizendo: Pai, se é possível, passe de mim este cálice (Mt 26, 39). E sobreveio-lhe um suor como de gotas de sangue, que escorria até ao chão (Lc 22, 44). Pôs, todavia, a sua vontade na vontade do Pai, dizendo: Pai, faça-se a tua vontade, não como eu quero, mas como tu queres (Mt 26, 39).

Ora, a vontade do Pai foi esta: Que seu Filho, bendito e glorioso, que ele nos havia dado e que por nós nascera, se oferecesse, por seu próprio sangue, como sacrifício e hóstia, no altar da cruz; não por si mesmo, por quem todas as coisas foram feitas (Jo 1, 3), mas pelos nossos pecados, deixando-nos seu exemplo, para seguirmos seus passos (1Ped, 2-21). E quer que todos sejamos salvos por ele, e que o recebamos com um coração puro e num corpo casto. Todavia, poucos são os que o querem receber e ser salvos por ele, não obstante o seu jugo ser suave e o seu peso leve (Mt 11, 30).

2. Malditos os que recusam os mandamentos; benditos os que os cumprem.

Os que se recusam provar como o Senhor é suave (Sl 33, 9) e mais amam as trevas do que a luz (Jo 3, 19), negando-se a cumprir os mandamentos de Deus, têm a sua maldição. Deles foi dito pelo Profeta: Malditos os que se apartam dos teus mandamentos (Sl 118, 21). Pelo contrário, que felizes e benditos são os que amam o Senhor, e praticam o que o mesmo Senhor diz no Evangelho: Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, e ao teu próximo como a ti mesmo (Mt 22, 37 e 39).

3. Amemos e adoremos a Deus

Sim, amemos a Deus e adoremo-lo com um coração puro e alma simples, porque é isso o que ele mais que tudo deseja quando afirma: Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade (Jo 4, 23). Porque todos os que o adoram, devem adorá-lo em espírito e verdade (Jo 4, 24). Dia e noite lhe dirijamos louvores e preces, dizendo: Pai nosso, que estais nos céus, porque importa orar sempre e sem cessar (Lc 18,1).

4. Da confissão e comunhão

Devemos, além disso, confessar ao sacerdote todos os nossos pecados, e receber de suas mãos o Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem não come a sua carne e não bebe o seu sangue, não pode entrar no reino de Deus (Jo 3, 5). Mas coma e beba dignamente, porque quem indignamente o recebe, come e bebe a sua própria condenação, não discernindo o Corpo do Senhor (1Cor 11, 29), isto é, não o distinguindo dos outros alimentos. E façamos dignos frutos de penitência (Lc 3, 8). E amemos ao nosso próximo como a nós mesmos (Mt Z2, 39). E quem não quiser ou puder amá-lo como a si mesmo, ao menos não lhe faça mal, mas, sim, lhe faça bem.

5. Da misericórdia dos poderosos e do valor da esmola

Os que receberam o poder de julgar os outros, julguem-nos com misericórdia, como querem que o Senhor os julgue a eles. Porque sem misericórdia será julgado aquele que não usou de misericórdia (Tg 2, 13). Sejamos, pois, caridosos e humildes, e demos esmola, porque a esmola lava as almas das imundícies do pecado (Tb 31 31 4, 11). Os homens, de verdade, perdem tudo o que neste mundo deixam, mas levam consigo o preço da sua caridade e as esmolas que houverem feito, e delas receberão do Senhor recompensa e digna remuneração.

6. Do jejum corporal e da penitência (4)

Devemos também jejuar e abster-nos de vícios e pecados (Ecl 3, 32) e de excessos na comida e na bebida. Devemos ser católicos; frequentar as igrejas e reverenciar os sacerdotes, não tanto por si, se são pecadores, mas pelo ofício que têm de administrar o santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que eles sacrificam no altar, e recebem e distribuem aos demais.
E firmemente nos compenetremos disto: Que ninguém se pode salvar, senão pelo Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo e pelas santas palavras do Senhor, que os sacerdotes proclamam, pregam e administram, e só a eles pertence administrar e não aos outros.
E de um modo especial os religiosos que renunciaram ao mundo, lembrem-se que estão obrigados a fazer mais e melhores coisas, sem no entanto omitir as demais (Lc 11, 42).

7. Da negação de si mesmo, do amor aos inimigos e da obediência

Devemos aborrecer o nosso corpo com seus vícios e pecados, pois o Senhor diz no Evangelho que todos os vícios e pecados procedem do coração (Mt 15, 38 18-19; Mc 7, 23).
Devemos amar aos nossos inimigos, e fazer bem àqueles que nos odeiam (Mt 5, 44; Lc 6, 27).

Devemos observar os preceitos e conselhos de nosso Senhor Jesus Cristo.

Devemos, além disso, renunciar a nós mesmos e submeter o nosso corpo ao jugo da servidão e da santa obediência, conforme prometemos ao Senhor. Mas ninguém está obrigado por obediência a obedecer àquele que lhe manda o que é pecado ou delito.

8. Da autoridade como serviço
Porém, aquele que tem ofício para ser obedecido, e que é tido por maior em dignidade, seja como menor (Lc 22, 26) e servo dos demais irmãos e use com eles de misericórdia, como quereria que com ele usassem, se estivesse no lugar deles. Nem, pelo pecado de um irmão, contra ele se irrite, mas, com toda a paciência e humildade, bondosamente o admoeste e encoraje.

9. De como cada um se deve julgar
Não devemos ser sábios e prudentes segundo a carne (1Cor 1, 26), mas procuremos, sim, ser simples, humildes e puros. E façamos de nossos corpos objecto de opróbrio e desprezo, porque todos, por nossos pecados, somos desgraçados e pútridos, fétidos e vermes, como diz o Senhor pelo Profeta: Eu sou um verme e não um homem, o opróbrio dos homens e o rebotalho da plebe (Sl 21, 7). Nunca devemos desejar estar acima dos outros, mas antes devemos ser servos e sujeitos a toda a humana criatura por amor de Deus (Pe 2, 13).

10. Da felicidade dos filhos de Deus
E todos os que assim procederem, e perseverarem até ao fim, sobre eles repoisará o espírito do Senhor (Is 11, 2) e neles fará morada e mansão (Jo 14, 23). E serão filhos do Pai celeste (Mt 5, 45), cujas obras fazem. E são esposos, irmãos e mães de nosso Senhor Jesus Cristo.
Somos esposos, quando pelo Espírito Santo a alma se une a Jesus Cristo.
Somos seus irmãos, quando fazemos a vontade do seu Pai que está nos céus (Mt 12, 50).
Somos suas mães, quando o levamos no nosso coração e no nosso corpo, pelo amor e pela pura e sincera consciência, e o damos à luz pelas santas obras que devem brilhar aos olhos dos outros para seu exemplo (Mt 5, 6).
Oh! como é glorioso ter no céu um Pai santo e grande!
Oh! como é santo ter um esposo consolador formoso e admirável!
Oh! como é santo e agradável ter um tal irmão e filho, aprazível, humilde, pacífico, doce e mais que tudo desejável, que deu a vida pelas suas ovelhas (Jo 10, 15), e por nós pediu ao Pai, dizendo: Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste (Jo 17, 11). Pai todos os que me deste no mundo, eram teus, e tu mos deste (Jo 17, 6). E as palavras que tu me deste, a eles as dei; e eles as receberam e ficaram sabendo que, de verdade, eu vim de ti, e creram que tu me enviaste (Jo 17, 8). Rogo por eles, não pelo mundo (Jo 17, 9); abençoa-os e santifica-os (Jo 17, 17). Também eu por eles me santifico, para que sejam santificados (Jo 17, 19) na unidade, como nós o somos (Jo 17, 11). E, Pai, eu quero que onde eu estou, ali estejam eles comigo, para que vejam a minha glória (Jo 17, 24) no teu reino (Mt 20, 21).
E, pois, tanto sofreu por nós e tantos bens nos deu e de futuro nos dará, que toda a criatura no céu e na terra e no mar e nos abismos, renda a Deus louvor, glória e honra e bênção (Ap 5, 13); porque é ele a nossa virtude e fortaleza, ele que só é o bom (Lc 18, 19), ele só o altíssimo, ele só o omnipotente e admirável e glorioso, ele só o santo, louvável e bendito por séculos dos séculos sem fim. Amen.

11. Dos que não fazem Penitência
Mas todos aqueles que não vivem em penitência, e não recebem o Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, antes, sim, vivem em vícios e pecados; e que correm atrás das más concupiscências e maus desejos e não cumprem o que prometeram; e com seu corpo são escravos do mundo e dos desejos carnais e dos cuidados e solicitudes deste século e das preocupações desta vida, enganados pelo demónio, de quem são filhos e cujas obras fazem (Jo 8, 41), esses todos são cegos, porque não vêem a luz verdadeira que é nosso Senhor Jesus Cristo. Não têm sabedoria espiritual, porque não têm em si o Filho de Deus, que é a verdadeira sabedoria do Pai. Deles foi dito: A sua sabedoria foi devorada (Sl 106, 27). Vêem, conhecem, sabem, e todavia fazem o mal e deliberadamente perdem as suas almas.
Olhai, ó cegos enganados pelos vossos inimigos que são a carne, o mundo e o demónio, que, se é doce praticar o pecado e amargo servir a Deus, é porque do coração dos homem brotam e procedem (Mc 7, 21. 23) todos os vícios e pecados, conforme se diz no Evangelho. E nenhum bem possuís neste mundo nem no outro. Julgais que haveis de possuir por muito tempo as vaidades deste mundo, e estais enganados, porque virá o dia e a hora em que não pensais, e que desconheceis e ignorais.

12. Dos doentes que não fazem penitência
E então o corpo vos cairá doente, a morte avança, vêm os parentes e amigos e dizem:
- Faz as tuas últimas disposições.

E a esposa e os filhos, e os parentes e amigos, fingem que choram. Ele olha e, vendo-os a chorar, levado de um mau impulso, pensando dentro de si, diz:
- Eis que deixo em vossas mãos a minha alma, o meu corpo e tudo quanto possuo.

É na verdade maldito esse homem que confia e põe em tais mãos a sua alma e o seu corpo e os seus bens, pois dele diz o Senhor pelo profeta: Maldito o homem que confia noutro homem (Jr 17, 5).
Mandam então vir o sacerdote e este pergunta-lhe:
- Queres receber a penitência de todos os teus pecados?
E ele responde:
- Quero, sim.
- Queres satisfazer pelas faltas cometidas, reparar as injustiças e fraudes com os teus bens, conforme possas?
E ele responde:
- Não!
E pergunta o sacerdote:
- Porque não?
- Porque tudo deixei nas mãos de meus parentes e amigos.
E começa de perder a fala, e assim se fina aquele infeliz.
Pois saibam todos que, de qualquer maneira e seja onde for que um homem morra em pecado mortal sem reparação condigna, e podendo satisfazer o não fez, vem o demônio arrancar-lhe a alma do corpo com tanta angústia e tribulação, como só a quem o experimentou é dado bem conhecer.
E todos os talentos e poder, ciência e sabedoria, que julgava ter, lhe serão tirados (Mc 4, 25). E os parentes e amigos tomam conta da herança, e entre si a dividem, e depois dizem: 
- Maldita seja a sua alma, pois mais nos pudera ter deixado, mais pudera ter adquirido para nós do que aquilo que adquiriu.
Entretanto os vermes lhe vão comendo o corpo. E assim perde a alma e o corpo nesta vida que é breve, e cai no inferno, onde sem fim será atormentado.

Súplica final e Bênção

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amem.

A todos quantos receberem esta carta, eu, o irmão Francisco, menor servo vosso, vos peço e suplico pela caridade que é Deus (Jo 4, 16), e com o desejo de vos beijar os pés, que vos sintais obrigados a acolher, observar e guardar com humildade e amor estas palavras e as demais de nosso Senhor Jesus Cristo. E todos aqueles e aquelas que as receberem com benevolência, lhes derem atenção e enviarem cópias a outros, se no seu cumprimento perseverarem até ao fim (Mt 24, 13), que sobre eles venha a bênção do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amem

(4) Francisco liga o jejum e a penitência ao amor à Igreja católica. São frases dirigidas contra os cátaros, que pregando uma ascese radical se queriam separar da igreja pecadora, dos seus sacramentos e sacerdotes.

(Tradução: Editorial Franciscana)


terça-feira, 21 de maio de 2019

IRMÃ DULCE O ANJO BOM DA BAHIA (BEATA)



Documentário: Irmã Dulce -
O Documentário País: Brasil 
Ano: 2011 

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (nasceu em Salvador, 26 de maio de 1914 —faleceu Salvador, 13 de março de 1992), mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres, Bem-Aventurada Dulce dos Pobres ou "Anjo Bom da Bahia", foi uma religiosa católica humanista. 
Começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos nas ruas de Salvador. Aos 18 anos, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. 
Dedicou toda sua vida à caridade e ficou conhecida como ‘Anjo bom da Bahia’. Foi beatificada em Salvador (BA) em 22 de maio de 2011, a partir do decreto assinado pelo papa Bento XVI, em dezembro de 2010. 
Em celebração a essa beatificação, a Rede Aparecida de Comunicação produziu e exibiu o documentário "Irmã Dulce", que aborda a vida, obra e legado da primeira baiana a se tornar beata. 
Histórias e relatos de sua compaixão com os mais necessitados são contados através de depoimentos de pessoas que conviveram e cuidaram da Irmã, entre eles: padre Antônio Maria, amigo Irmã Dulce; cardeal dom Geraldo Majella, escolhido pelo Vaticano para presidir sua beatificação; dom Murilo Krieger, arcebispo Primaz de Salvador; irmãs Josefa e Ana Angélica, que conviveram com irmã Dulce; e ainda, a enfermeira Walkiria, que cuidou de Dulce durante seus últimos dias.
FortificaeEmpodera


Santa Dulce dos Pobres. Rogai por nós.

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo recebido o epíteto de "o anjo bom da Bahia", foi uma religiosa católica brasileira, que fez muitas ações de caridade e assistência para quem mais precisava. Wikipédia

Nascimento: 26 de maio de 1914, Salvador, Bahia, Brasil
Falecimento:13 de março de 1992, Salvador, Bahia, Brasil



quarta-feira, 8 de maio de 2019

Palavra da Hora | O pão de Deus é aquele que desceu do céu



"Senhor Jesus, nossos amigos que não vão mais à Missa estão com fome e com sede, e não acreditam que o Senhor é o pão vivo que desceu do céu", reza Frei Felipinho no Palavra da Hora de hoje.

TvFranciscanos

sábado, 27 de abril de 2019

San Damian - Hermanas Clarisas



En San Damian bello jardin de primavera, calor de hogar donde tu amor todo renueva, cuando amanece Clara despierta a sus hermanas, para elevarte una oración el palpitar del corazón.
Cada mañana es descubrir, el cielo que brilla en el cielo azul, el canto de gorrión, el aroma de una flor, y estar contigo, viven en un solo corazón, unidas en un mismo ideal, pobreza y humildad, trabajo y oración, seguir tus huellas Señor, en libertad.
En San Damian viven el cielo ya en la tierra, y el manantial de tu amor, las alimentan, son como flores que aunque escondan su belleza, con su perfume de santidad toda la iglesia llenarán.



Cancionero Catolico