"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Compadre Francisco #47 | Conheça o Recanto Franciscano

 


Neste episódio, Frei Augusto Luiz Gabriel conversa com as Irmãs Terciárias Franciscanas da Beata Angelina sobre os 25 anos do Recanto Franciscano Paz e Bem, em Pato Branco (PR). 
Uma história de fé, evangelização e espiritualidade inspirada no Cântico das Criaturas de São Francisco, celebrada em sintonia com o Jubileu dos 800 anos de sua Páscoa.



15 de julho: São Boaventura de Bagnoregio: o segundo fundador dos franciscanos

 

Os Santos de Deus

São Boaventura de Bagnoregio: o segundo fundador dos franciscanos 🕯️ Uma vida inteira como resposta a um único favor recebido na infância. Você sabia que São Boaventura escreveu que, quando menino, foi «arrancado das garras da morte» pela intercessão de São Francisco de Assis? Nascido por volta de 1217 em Bagnoregio, na Túscia romana, filho do médico Giovanni di Fidanza e de Maria di Ritella, aquele menino doente sarou depois do voto de sua mãe ao santo recém-falecido de Assis. Desde então viveu, segundo sua própria confissão, por empréstimo — e dedicou toda a vida a saldar essa dívida: mestre em Paris, Ministro Geral dos franciscanos por dezessete anos, Cardeal-Bispo de Albano e, para sempre, Doutor Seráfico. Neste vídeo você vai descobrir:

📜 Como o estudante mais brilhante de Paris vestiu, em 1243, o hábito cinza dos frades menores e trocou seu nome, Giovanni, pelo de Boaventura.

  • 🏔️ Por que no monte da Verna, em 1259, escreveu o «Itinerário da mente para Deus» e coroou sua teologia numa frase: «Pergunta à graça, não à doutrina».
  • 🎩 A cena da tradição franciscana em que deixou o chapéu de cardeal pendurado no galho de uma árvore enquanto terminava de lavar os pratos dos seus irmãos.
  • ⛪ Como, em 6 de julho de 1274, no II Concílio de Lyon, o Credo foi cantado em latim e em grego — e como morreu nove dias depois, em 15 de julho, assistido pelo papa Gregório X.

A sua não foi uma vida de espada, mas de entrega dada em prestações: sustentou a casa que outro levantou sem jamais torná-la sua, vestiu a púrpura sem tirar o burel e ensinou que o conhecimento mais alto não é entender, mas amar. De tudo o que foi ficou, precisamente, a mão direita com que escreveu — venerada ainda hoje em Bagnoregio. Se esta história tocou o seu coração, compartilhe com quem possa precisar dela e inscreva-se para continuar conhecendo a vida dos santos.

Veja mais sobre São Boaventura clicando no link no rodapé dessa postagem.


Nossa Senhora do Carmo-16 de Julho














A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem verdadeiro fundador, mas tem grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmelo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e triunfos, na sua vida interior espiritual”. 
Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. 
Refere o Livro das instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vida desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saída da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18, 20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela no monte Carmelo, perto da fonte de Elias, em honra desta primeira Virgem voltada a Deus”.

Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, então bispo de Vercelas, uma regra aprovada em 1226 pelo papa Honório III, se voltaram ao Ocidente e aí fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldade, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio, particularmente, sensibilizou os devotos: “Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. 
A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava a Mãe de Deus apareceu acompanhada de multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: ‘Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: aquele que for revestido deste hábito será salvo’.”

Os críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabático de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas falaram disso em sentido positivo. 
Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII considerava a “pôr em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste mariana, esse é de fato ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental haure o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor dos que o usam.

✝A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Maria Madalena Postel, Vitalino e Hilarino.

Fonte: SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um Santo para cada dia, 15ª Edição: 2011, Ed. Paulus, p. 209-210





quarta-feira, 15 de julho de 2026

SÃO BOAVENTURA : Foi sucessor de São Francisco na coordenação da ordem franciscana.


Hoje é o dia de São Boaventura, franciscano que foi o sucessor de São Francisco de Assis, na coordenação da Ordem Franciscana.
São Boaventura, rogai por nós!





Bispo, cardeal e Doutor Seráfico da Primeira Ordem (1221-1274). Canonizado por Sixto IV no dia 14 de abril de 1482.

João de Fidanza, filho de João de Fidanza e Maria Ristelli, nasceu em Bagnoregio, do distrito de Viterbo, dos Estados Pontifícios, em 1221. Curou-se na infância de grave doença, depois de uma invocação a São Francisco de Assis feita por sua mãe, a que faz referência o próprio São Boaventura (Sermo de B. Francisco, serm.3).

Pelo ano 1234 seguiu para a Faculdade das Artes, de Paris, onde se graduava pelo ano 1240. Ingressou aos 17 anos na Ordem dos Franciscanos, onde assumiu o nome de Boaventura. Talvez estivesse motivado pela devoção a São Francisco que lhe vinha da infância, e ainda pela admiração a Alexandre de Hales, por quem se deixara orientar doutrinariamente, enfim pelo apreço em que levava o espírito da Ordem, como se infere de suas mesmas palavras.

A teologia a estudou provavelmente sob Alexandre de Hales (+ 1245), porque o chama de pai e mestre. Boaventura principia o magistério em 1248 como bacharel bíblico, com o Comentário ao Evangelho de S. Lucas; conforme os estatutos da Universidade, dois anos depois, como bacharel sentenciário, explicaria a Sentenças, o que teria feito, então, em 1250 e 1251; na mesma sequência deveria chegar ao doutorado em teologia em 1253. Frente às dificuldades criadas então aos religiosos, parece que Boaventura só conseguiu o reconhecimento do título em 1257.

Mas, abandonou exatamente, então, o magistério, passando então ao posto de Geral da Ordem franciscana; tinha 36 anos. Dedicou-se à causa da Ordem, à sua espiritualidade e à pregação em geral. Em 1273 foi feito cardeal e bispo de Albano.

Exerceu especiais incumbências no Concílio de Lyon, quando foi conseguida a união com a Igreja Grega (6-7-1274), a qual todavia foi precária. Oito dias após o Concílio faleceu o cardeal (14-7-1274). Foi canonizado em 1482 e declarado doutor da Igreja em 1587.

Boaventura chegara mais cedo a Paris que São Tomás; enquanto o primeiro se graduava em artes em Paris em 1240, Tomás chegará a Paris em 1245, para seguir em 1248 para Colônia. Boaventura completa o tirocínio para a conquista do grau de mestre em 1253, Tomás, que retornara a Paris, lecionou ali de 1252 a 1259, depois seguindo para a Itália (1259-1268).

Cessou, porém o magistério de Boaventura em 1257. Entretanto Boaventura não paralisou as suas preocupações intelectuais. Foi a um tempo, um homem de estudo, de ação e além de místico. Não participou das controvérsias tomistas de 1270, mas apoiou tacitamente a oposição, que era agostiniana.

A obra literária de S. Boaventura é relativamente grande, principalmente tendo em consideração que lecionou apenas 10 anos (1248-1257), de quando datam os livros do tipo escolar. São de interesse filosófico:

Comentários sobres as Sentenças (c. 1248-1255);
Quaestiones disputates, sendo 7 De scientia christi, 8 de Mysterio Trinitatis, 4 de perfectione evangelica;
Itinerarium mentis ad Deum (1259);
Breviloquium (antes de 1257);
De reductione artium ad theologiam;
e os tratados sobre os Tópicos, Meteoros, e De generatione de Aristóteles.

Deixou também numerosos sermões e escritos de natureza mística. São Boaventura morreu no dia 15 de julho do ano de 1274.

ORAÇÃO – Concedei-nos, Pai todo-poderoso, que, celebrando a festa de São Boaventura, aproveitemos seus preclaros ensinamentos e imitemos sua ardente caridade. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém!

351 anos da Província - Mensagem do Ministro Provincial - Frei Paulo Roberto Pereira

 


351 anos da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil! Neste dia 15 de julho, celebramos o aniversário da criação da nossa Província! Coroamos esse ano jubilar rendendo graças ao Bom Deus por tantas alegrias e bênçãos nesse tempo de celebrações! A cada Frade, cada irmão e irmã, a eterna gratidão de juntos escrevermos essa bela e rica história! E sigamos unidos no Amor do Senhor! Essa história continua sendo escrita através de nós! Paz e Bem!




terça-feira, 14 de julho de 2026

14 de Julho:São Camilo de Léllis

 

Primazia da Caridade

São Camilo de Lellis propõe uma mensagem bastante oportuna, porque nos estimula a viver a primazia da caridade.
Na Encíclica "Deus caritas est", Bento XVI o insere entre os "célebres modelos da caridade social", apresentando-o como exemplo para todos os homens de boa vontade. No decreto de Canonização, Bento XIV o define como “fundador de uma nova escola de caridade”.

A cruz vermelha

Camilo nasceu em Bucchianico, província italiana de Chieti, em 25 de maio de 1550, e faleceu em Roma, em 14 de julho de 1614.
Sua figura é, emblematicamente, ligada a uma cruz vermelha, que o Papa Sisto V o deixou bordar em seu hábito religioso, em 20 de junho de 1586.
Padre Sânzio Cicatelli, primeiro biógrafo do santo, narra, em 1620: “Nosso pai quis que usássemos a Cruz em nosso hábito religioso, como nossa insígnia e missão, por três motivos: primeiro, para se distinguir do hábito da Companhia de Jesus; segundo, para que o mundo saiba que todos nós, marcados por este sinal da Cruz, somos escravos ‘vendidos e dedicados’ ao serviço dos pobres enfermos; terceiro, para mostrar que esta é a religião da cruz, ou seja, da morte, do sofrimento e da lida. Assim, todos os que quiserem seguir o nosso modo de vida devem, de consequência, abraçar a cruz, negar a si mesmos e seguir Jesus Cristo até à morte”.

Ministros dos enfermos

Camilo foi tocado pela graça de Deus em 1575. Durante uma viagem ao convento de San Giovanni Rotondo, encontrou um frade que o deteve e lhe disse: “Deus é tudo! O resto é resto! Devemos salvar a alma, que não morre...”.
Ao chegar ao convento, pediu para se tornar Capuchinho. Mas, por duas vezes, foi demitido por causa de uma chaga, que se abriu em sua perna no período das suas incursões militares. Por isso, foi internado no hospital romano de São Tiago, onde teve uma intuição: unir a disciplina pregressa de soldado com a caridade cristã, fundando os “Ministros dos Enfermos”. Para fazer parte desta Congregação era preciso fazer quatro votos: obediência, pobreza, castidade, serviço aos doentes.

Grande reformador


São Camilo de Lellis é considerado o primeiro grande reformador da profissão de enfermagem e da organização assistencial nos hospitais.
Quem assistia a um paciente, além de cuidar do corpo, - segundo São Camilo, - também deveria cuidar do espírito. Uma coisa completamente diferente do que acontecia nos hospitais da época, onde os doentes eram abandonados a próprio destino.
Como homem, eminentemente prático e simples, certamente não sem cultura e interesses, em seu apostolado educacional Camilo não buscava perfeições teóricas. Eram suficientes poucas diretrizes. Enfim, era excepcionalmente dotado de um profundo discernimento dos corações, de grande bom senso além de uma paterna doçura.


segunda-feira, 13 de julho de 2026

14 de Julho: São Camilo de Léllis-Padroeiro dos Enfermos, dos Doentes e dos Hospitais

 





Camila Compelli e João de Lellis eram já idosos quando o filho foi anunciado. Ele, um militar de carreira, ficou feliz, embora passasse pouco tempo em casa. Ela também, mas um pouco constrangida, por causa dos quase sessenta anos de idade. Do parto difícil, nasceu Camilo, uma criança grande e saudável, apenas de tamanho acima da média. Ele nasceu no dia 25 de maio de 1550, na pequena Bucchianico, em Chieti, no Sul da Itália.
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Cresceu e viveu ao lado da mãe, uma boa cristã, que o educou dentro da religião e dos bons costumes. Ela morreu quando ele tinha treze anos de idade. Camilo não gostava de estudar e era rebelde. Foi então residir com o pai, que vivia de quartel em quartel, porque, viciado em jogo, ganhava e perdia tudo o que possuía. Apesar do péssimo exemplo, era um bom cristão e amava o filho. Percebendo que Camilo, aos quatorze anos, não sabia nem ler direito, colocou-o para trabalhar como soldado. O jovem, devido à sua grande estatura e físico atlético, era requisitado para os trabalhos braçais e nunca passou de soldado, por falta de instrução.

Tinha dezenove anos de idade quando o pai morreu e deixou-lhe como herança apenas o punhal e a espada. Na ocasião, Camilo já ganhara sua própria fama, de jogador fanático, briguento e violento, era um rapaz bizarro. Em 1570, após uma conversa com um frade franciscano, sentiu-se atraído a ingressar na Ordem, mas foi recusado, porque apresentava uma úlcera no pé. Ele então foi enviado para o hospital de São Tiago, em Roma, que diagnosticou o tumor incurável.

Sem dinheiro para o tratamento, conseguiu ser internado em troca do trabalho como servente. Mesmo assim, afundou-se no jogo e foi posto na rua. Sabendo que o mosteiro dos capuchinhos estava sendo construído, ofereceu-se como ajudante de pedreiro e foi aceito.

O contato com os franciscanos foi fundamental para sua conversão.

Um dia, a caminho do trabalho, teve uma visão celestial, nunca revelada a ninguém. Estava com vinte e cinco anos de idade, largou o jogo e pediu para ingressar na Ordem dos Franciscanos. Não conseguiu, por causa de sua ferida no pé.

Mas os franciscanos o ajudaram a ser novamente internado no hospital de São Tiago, que, passados quatro anos, estava sob a sua direção. Camilo, já tocado pela graça, dessa vez, além de tratar a eterna ferida passou a cuidar dos outros enfermos, como voluntário. Mas preferia assistir aos doentes mais repugnantes e terminais, pois percebeu que os funcionários, apesar de bem remunerados, abandonavam-nos à própria sorte, deixando-os passar privações e vexames.

Neles, Camilo viu o próprio Cristo e por eles passou a viver. Em 1584, sob orientação do amigo e contemporâneo, também fundador e santo, padre Filipe Néri, constituiu uma irmandade de voluntários para cuidar dos doentes pobres e miseráveis, depois intitulada Congregação dos Ministros Camilianos. Ainda com a ajuda de Filipe Néri, estudou e vestiu o hábito negro com a cruz vermelha de sua própria Ordem, pois sua congregação, em 1591, recebeu a aprovação do Vaticano, sendo elevada à categoria de ordem religiosa.

Eleito para superior, dirigiu por vinte anos sua Ordem dos padres enfermeiros, dizem que com “mão de ferro” e a determinação militar recebida na infância e juventude. Depois, os últimos sete anos de vida preferiu ficar ensinado como os doentes deviam ser tratados e conviver entre eles. Mesmo sofrendo terríveis dores nos pés, Camilo ia visitar os doentes em casa e, quando necessário, chegava a carregá-los nas costas para o hospital. Nessa hora, agradecia a Deus a estatura física que lhe dera.

Recebeu o dom da cura pelas palavras e orações, logo a sua fama de padre milagreiro correu entre os fiéis, que, ricos e pobres, procuravam sua ajuda. Era um homem muito querido em toda a Itália, quando morreu em 14 de julho de 1614. Foi canonizado em 1746. São Camilo de Lellis, em1886, foi declarado Padroeiro dos Enfermos, dos Doentes e dos Hospitais.



A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Francisco Solano e Gaspar de Bene


sábado, 11 de julho de 2026

Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento.

 

 Oração da medalha de São Bento.



A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te, satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!



Em latim:
C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux
N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux
V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana 
S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas 

Entenda o que está escrito na Medalha de São Bento:





A Medalha de São Bento protege contra as artes do demônio e concede graças, como a vitória sobre os inimigos e, é claro, sobre a tentação.
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Na frente da medalha aparece uma cruz e as letras C S P B gravadas. Estas letras são abreviações da frase em latim: Cruz Sancti Patris Benedicti ou Cruz do Santo Pai Bento.
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Na haste vertical da cruz estão gravadas as letras: C S S M L que significam Crux Sacra Sit Mihi Lux ou A cruz sagrada seja minha luz

Na haste horizontal, as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux ou Não seja o dragão (demônio) meu guia.
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No alto da cruz está gravada a palavra PAX ou Paz, que é o lema da Ordem de São Bento.
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Procure, a partir da direita da palavra PAX, as iniciais: V R S N S M V que significam Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana ou Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs.
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E as letras S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas ou É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos.
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A imagem de São Bento aparece no verso da medalha. Ele segura na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges chamados beneditinos.
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Na outra mão, ele segura a cruz. Ao redor da medalha, lê-se Eius in Obitu nro Praesentia Muniamur , que quer dizer: Que São Bento nos conforte na hora da nossa morte.
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Fonte: Site Padre Marcelo Rossi


Oração para obter qualquer graça.

.Oh! glorioso patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxilio em todas as nossas aflições.
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Que nas famílias reine a paz e a tranqüilidade; se afastem todas as desgraças, tanto corporais como espirituais, especialmente o pecado.
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Alcançai do Senhor a graça que vos suplicamos; obtendo-nos finalmente que, ao terminar nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.
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Rogai por nós, glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


OBS. Clique AQUI e você verá todas as publicações nesse blog sobre SÃO BENTO. 


sexta-feira, 3 de julho de 2026

SÃO TOMÉ O apóstolo que proclamou conhecida profissão de fé: "Meu Senhor e meu Deus"














Hoje é a festa de São Tomé, apóstolo que proclamou conhecida profissão de fé "Meu Senhor e meu Deus"

Neste dia 3 de julho, é celebrado São Tomé, recordado por ter duvidado da Ressurreição de Cristo até que o Senhor apareceu a ele, mostrando-lhe as chagas e o Apóstolo fez uma profissão de fé, repetida muitas vezes até os dias de hoje. Mais tarde, veio a morrer como um grande mártir.
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No Evangelho de São João (20,19-29), Jesus ressuscitado apareceu aos seus discípulos quando as portas estavam trancadas, pôs-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco”.

Nesta ocasião, Tomé não estava presente e, quando seus companheiros lhe contaram que tinham visto o Senhor, ele duvidou. “Se não vir nas suas mãos o sinal dos pregos, e não puser o meu dedo no lugar dos pregos, e não introduzir a minha mão no seu lado, não acreditarei”, disse.
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Oito dias depois, quando todos estavam novamente no mesmo lugar, inclusive Tomé, Jesus voltou a aparecer-lhes e repetiu a saudação: “A paz esteja convosco”.
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Depois disse a Tomé: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus disse: “Creste, porque me viste. Felizes aqueles que creem sem ter visto”.
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São Tomé era judeu, natural da Galileia e pescador. Jesus o escolheu como um dos doze Apóstolos e foi a ele quem o Senhor fez uma revelação especial na Última Ceia.
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“Disse-lhe Tomé: ‘Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?’ Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim’” (Jo 14,5-6).

São Tomé pregou na Pérsia e região ao redor, Índia e Etiópia. A tradição diz que foi vendido como escravo para o rei indiano Gundafar, que buscava um arquiteto para construir seu palácio e sabia que o santo era conhecedor desta técnica.
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O Apóstolo pregou para a filha do rei sobre as vantagens da castidade e, por isso, foi aprisionado, mas milagrosamente escapou da prisão. No entanto, morreu como mártir na costa de Coromandel (Madrás – Índia). Ali foi descoberto seu corpo com marcas de lanças.
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Séculos depois, seus ossos foram levados para Edessa e atualmente encontram-se na Catedral de Ortona (Itália).

É representado com uma lança ou um cinturão, porque se diz que, depois da Assunção de Maria, foi ao sepulcro dela e pegou o cinturão da Virgem que estava lá e que hoje é venerado na Catedral de Prato (Itália).

Reflexão

( cf. São Gregório Magno) Mais proveitosa foi para a nossa fé a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos que não duvidaram. Deste modo, o discípulo que duvidou e tocou, tornou-se testemunha da realidade da ressurreição. Ele viu a humanidade de Jesus e fez profissão de fé na sua divindade exclamando: “Meu Senhor e meu Deus”. Portanto, tendo visto acreditou, porque tendo à sua vista um homem verdadeiro, exclamou que era Deus, a quem não podia ver.

Oração

Concedei-nos, Deus onipotente, a graça de celebrar com alegria a festa do apóstolo São Tomé, de modo que, ajudados pela sua intercessão, tenhamos a vida pela fé em Jesus Cristo, que ele reconheceu como Senhor. 
Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Fonte: ACI Digital / Padre Evaldo César de Souza, CSsR


O EVANGELHO: 
A incredulidade de Tomé.
Evangelho (João 20,19-31)

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22 E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
27 Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28 Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29 Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.



FRASES E PENSAMENTOS DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

  • Sobre Ação e Fé: "Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."
  • Sobre o Exemplo: "Pregue o Evangelho em todo tempo.Se necessário, use palavras."
  • Sobre a Humildade: "É dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.
  • "Sobre a Paz: "Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor.
  • "Sobre o Amor a Deus: "E quando penso que Ele fez tudo isso por amor, sinto que fico louco e que me nascem asas para voar pelo mundo gritando: o Amor não é amado!"
  • “São as mãos, o trabalho, o suor, o carinho – ferramentas da Senhora Pobreza – que constroem as obras do Senhor.”
  • “Jamais a mente humana admirará suficientemente o braço potente e amoroso do Senhor Deus”
  • “Coração puro é o que foi visitado por Deus”
  • “Vou percorrer esse caminho evangélico, mesmo que haja espinhos nos meios das flores, até chegar ao fim do mundo, e nesse caminho é que vai se apagar a minha vela”
  • “Com a ajuda do Senhor, a gente pode até entregar o corpo às chamas ou à espada, apresentar o pescoço à cimitarra, ser torturado no tronco, arrastado por cavalos ou devorado por feras, e até mesmo beijar a boca de um leproso….mas ficar calmo diante do ridículo… tudo isso é humanamente impossível, ou é um milagre claro da misericórdia de Deus”
  • “E quando penso que ele (Jesus) fez tudo isso por amor, sinto que fico louco e que me nascem asas para voar pelo mundo gritando: o Amor não é amado, o Amor não é amado!”
  • “Acredita-me, meu filho, é infinitamente mais fácil montar uma poderosa maquinaria apostólica do que se fazer pequenino e humilde”
  • “Na formação do Irmão é preciso ter um grande respeito, muita paciência e sobretudo uma esperança invencível”
  • “Essa é a chave: o amor. Formar é amar. O amor faz possível o impossível”
  • “Como é que os homens podem amar uns aos outros se não amam o Amor?”
  • “O herói tem medo do ridículo e o que mais assusta o santo é a humilhação”
  • “Nós temos coração de águia e pés de pardal. Somos frágeis como uma ânfora de barro, isso eu sei por experiência própria”
  • “Vamos subir ao telhado. Acabou o tempo das palavras, chegou a hora da ação”
  • “O caminho que tomei é o da simplicidade e humildade”
  • “Na verdade, onde está Deus, está o paraíso”
  • “Os que não passam pela Sexta-feira Santa, nunca vão chegar ao Domingo da Ressurreição”
  • “A pérola mais rara e preciosa da coroa de Deus é a paciência…Quando penso na paciência de Deus fico louco de felicidade”
  • “O Amor transforma os cemitérios em jardins”
  • “Amor, amor, amor! Queimem, nas brasas do Amor, as suas rivalidades e egoísmos”
  • “Levem amor onde houver ódio. Onde houver ofensa, levem o perdão. Onde houver discórdia, união. 
  • “O fogo, o mar, Deus: são tão parecidos. Entre todas as criaturas a que mais se parece com Deus é o fogo…Os dois iluminam e aquecem”
  • “A irmã dor nos purifica, nos solta das amarras terrestres e nos lança nos braços de Deus”
  • “Pobre do homem que não tiver segredos com seu Deus”
  • “Não te assustes com o que vou te dizer: Deus, por ser fonte da vida, está próximo da mulher, e ela mais perto de Deus. Sem o saber, elas são um pouco a verdadeira efígie de Deus”
  • “O Senhor sorri nas flores, murmura na brisa, pergunta no vento, responde na tempestade, canta nos rios…todas as criaturas falam de Deus, quando está cheio de Deus”



 









quinta-feira, 25 de junho de 2026

Iconografia da Capela do Convento Santo Antônio - Freis capuchinhos de Butiatuba

 

Capuchinhos PR-SC


Conheça a Capela do Convento Santo Antônio dos freis Capuchinhos de Almirante Tamandaré-Pr. 
Inaugurada em 2023, o entorno e a capela são inspiradas nas igrejas franciscanas e capuchinhas. 
Com a sua arte, iconografia e espiritualidade a capela é um convite à oração e revela a presença do Sagrado. Conheça e encante-se com a explicação realizada por Frei Sidney Damasio Machado, um dos responsáveis pela arte sacra desta capela.

Documentário sobre os 100 anos da presença capuchinha-

 

Capuchinhos PR-SC


Eu quero compartilhar uma coisa contigo, é realmente algo especial. Quero contar minha história que envolve sonhos, alegrias, dificuldades, e que agora, olhando para trás desperta muita gratidão; e não deixa de encher os olhos de esperança quando olho pra frente. 
Você me concede um pouco do seu tempo para que a minha vida possa fazer parte da sua? 
"Deus é fiel não nos há de faltar" Eu sou prova viva disso!

Vídeo 09/Setembro/2020

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Natividade de São João Batista- 24 de junho.





João, chamado de o “batizador”, é filho de Zacarias e de Isabel, ambos de estirpe sacerdotal. A Bíblia nos diz que Isabel era prima e muito amiga de Maria, e elas tinham o costume de visitarem-se. Uma dessas ocasiões foi quando já estava grávida: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc 1,41). Ainda no ventre da mãe, João faz uma reverência e reconhece a presença do Cristo Jesus. Na despedida, as primas combinam que o nascimento de João seria sinalizado com uma fogueira, para que Maria pudesse ir ajudar a prima depois do parto.
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Assim os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias, cujo dia do nascimento é também chamado de “Aurora da Salvação”. É o único santo, além de Nossa Senhora, em que se festeja o nascimento, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo.
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Isabel era estéril e Zacarias era mudo, ambos já com idade bem avançada. Isabel haveria de dar à luz um menino, o qual deveria receber o nome de João, que significa “Deus é propício”. Assim foi avisado Zacarias pelo anjo Gabriel.

Conforme a indicação de Lucas, Isabel estava no sexto mês de gestação de João, que foi fixado pela Igreja três meses após a Anunciação de Maria e seis meses antes do Natal de Jesus. O sobrinho da Virgem Maria foi o último profeta e o primeiro apóstolo. “É mais que profeta, disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti”. Ou seja, o primo João inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão terrestre.
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Lucas também fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.
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Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Anunciava a vinda do messias prometido e esperado, enquanto de si mesmo deu este testemunho: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitarei o caminho do Senhor…” Aos que o confundiam com Jesus, afirmava com humildade: “Eu não sou o Cristo”. e “Não sou digno de desatar a correia de sua sandália”. Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Por isso o seu apelido de Batista.
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João Batista teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias com estas palavras: “Eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo… Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo”.
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Jesus, falando de João Batista, tece-lhe o maior elogio registrado na Bíblia: “Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior do que João Batista. Contudo o menor no Reino de Deus é maior do que ele”.
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Ele morreu degolado no governo do rei Herodes Antipas, por defender a moralidade e os bons costumes. O seu martírio é celebrado em 29 de agosto, com outra veneração litúrgica.
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São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão. A sua festa é muito alegre e até folclórica. Com muita música e danças, o ponto central é a fogueira, lembrando aquela primeira feita por seus pais para comunicar o seu nascimento: anel de ligação entre a antiga e a nova aliança.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Compadre Francisco #43 | Especial: Festividades de Santo Antônio

 

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No Compadre Francisco desta semana, acompanhe as celebrações em honra ao santo franciscano mais amado do povo: de Pato Branco ao Convento da Penha, passando por São Paulo, Colatina, Xaxim e até Angola. Fé, tradição, procissões, os famosos pães de Santo Antônio e muitos testemunhos de devoção. ▶️ Assista, compartilhe e viva conosco essa grande festa da fé!


sábado, 13 de junho de 2026

Santo Antônio de Pádua e Lisboa

 



Antônio de Pádua ou – como também é conhecido – de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal. Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não somente em Pádua, onde se erigiu uma esplêndida basílica que recolhe seus restos mortais, mas no mundo inteiro. São queridas dos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, lembrando uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.

Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico.

Ele nasceu em Lisboa de uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

Em Coimbra, aconteceu um fato que marcou uma mudança decisiva em sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Este acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então ele pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. Sua petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos, mas a Providência divina dispôs outra coisa.

Por causa de uma doença, ele se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, participou do famoso “Capítulo das Esteiras” em Assis, onde também encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo escondido totalmente em um convento perto de Forlì, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão. Convidado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião da uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Ele começou assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica tão intensa e eficaz, que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a voltar atrás. Esteve também entre os primeiros professores de teologia dos Frades menores, talvez inclusive o primeiro. Começou a lecionar em Bolonha, com a bênção de Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de Antônio, enviou-lhe uma breve carta com estas palavras: “Eu gostaria que você lecionasse teologia aos frades”. Antônio colocou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido seu zênite com São Boaventura de Bagnoregio e o beato Duns Scotus.

Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se perto de Pádua, onde já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da Cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX – que, depois de tê-lo escutado pregar, definiu-o como “Arca do Testamento” – canonizou-o em 1232, também a partir dos milagres ocorridos por sua intercessão.

No último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana. Neles, comentou os textos da Sagrada Escritura apresentados pela liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos: o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o tropológico ou moral e o anagógico, que orienta à vida eterna. Trata-se de textos teológicos-homiléticos, que recolhem a pregação viva, na qual Antônio propõe um verdadeiro e próprio itinerário de vida cristã. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos “Sermões”, que o venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou Antônio como Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de “Doutor Evangélico”, porque destes escritos surge a frescura e beleza do Evangelho; ainda hoje podemos lê-los com grande proveito espiritual.

Nos “Sermões”, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim de Antônio, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.

Neste ensinamento de Santo Antônio sobre a oração, conhecemos um dos traços específicos da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel designado ao amor divino, que entra na esfera dos afetos, da vontade, do coração, e que é também a fonte de onde brota um conhecimento espiritual que ultrapassa todo conhecimento. Antônio escreve: “A caridade é a alma da fé, é o que a torna viva; sem o amor, a fé morre” (Sermões Dominicais e Festivos II).

Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.

No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (…); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.).

Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina.

Também a visão do Crucificado lhe inspira pensamentos de reconhecimento a Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de forma que todos, crentes e não crentes, possam encontrar um significado que enriquece a vida. Antônio escreve: “Cristo, que é a tua vida, está pregado diante de ti, porque tu vês a cruz como em um espelho. Nela poderás conhecer quão mortais foram tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o sangue do Filho de Deus. Se olhas bem, poderás perceber quão grandes são tua dignidade e teu valor (…). Em nenhum outro lugar o homem pode perceber melhor o quanto vale, a não ser no espelho da cruz” (Sermões Dominicais e Festivos III).

Que Antônio de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceda pela Igreja inteira, sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação. Que estes, inspirando-se em seu exemplo, procurem unir a doutrina sã e sólida, a piedade sincera e fervorosa e a incisividade da comunicação.

Fonte: Catequese do Papa Bento XVI

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Peregrino e Aquilina