"SENHOR, FAZEI-ME INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ".

Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo,imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida de S. Francisco - 1Cel 84)

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você está fazendo o impossível.São Francisco de Assis"

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Encerramento do processo diocesano da causa de Frei Bruno

Tv Franciscanos - Nos passos de São Francisco - Especial Frei Bruno Linden



Especial Frei Bruno Linden - Servo de Deus. Protetor do povo Catarinense. Pró-Vocações e Missões Franciscanas. http://www.pvf.com.br/

Oração pela Beatificação de Frei Bruno



Por isso vos pedimos cheios de confiança: “Dai-nos a alegria de celebrar a beatificação de Frei Bruno, nosso amigo e intercessor”tvfranciscanos

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

DOCE É SENTIR



Este vídeo foi feito com muito amor,carinho e dedicação para você e toda sua família! Que Deus os abençoe sempre e São Francisco de Assis interceda por todos nós. Amém... Paz e Bem meus queridos irmão em Cristo.

"Paz e Bem"

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Missões Franciscanas da Juventude #3ºDia



No 3º dia (19/01) das Missões Franciscanas da Juventude, os jovens divididos em grupos puderam espalhar a Paz e Bem pelas cidades de Agudos e Bauru. Aproximadamente 600 jovens se fazem presentes. Confira o vídeo e acompanhe um resumo das atividades realizadas neste dia.

Veja mais: http://www.franciscanos.org.br/?p=149848


domingo, 7 de janeiro de 2018

EPIFANIA DO SENHOR: Mateus 2: 1-2





Mateus 2, 1-12
"1.Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém.
2.Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.
3.A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele. 4.Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.
5.Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: 6.E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2).
7.Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido.
8.E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo. 9.Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.
10.A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. 11.Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.
12.Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho." 


«Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram»
Rev. D. Joaquim VILLANUEVA i Poll
(Barcelona, Espanha)
Hoje, o profeta Isaías anima-nos: 
«De pé! Deixa-te iluminar! Chegou a tua luz! A glória do SENHOR te ilumina» (Is 60,1). 
.Essa luz que viu o profeta é a estrela que vêem os Magos em Oriente, junto com outros homens. Os Magos descobrem seu significado.
Os demais a contemplam como algo que admiram mas, que não lhes afeta. E, assim, não reagem. Os Magos dão-se conta de que, com ela, Deus envia-lhes uma mensagem importante e que vale a pena deixar a comodidade do seguro e se arriscar a uma viagem incerta: a esperança de encontrar o Rei leva-os a seguir essa estrela, que haviam anunciado os profetas e esperado o povo de Israel durante séculos.
.
Chegam a Jerusalém, a capital dos judeus. Acham que ai saberão lhe dizer o lugar exato onde nasceu seu Rei. 
Efetivamente, lhe responderam: «Em Belém da Judéia, porque assim está escrito por meio do profeta» (Mt 2,5). A notícia da chegada dos Magos e sua pergunta propaga-se por toda Jerusalém em pouco tempo: Jerusalém era na época uma pequena cidade e, a presença dos Magos com seu séquito foi vista por todos os habitantes, pois «Ao saber disso, o rei Herodes sobressaltou-se e, com ele toda a cidade de Jerusalém» (Mt 2,3), diz o Evangelho.
.
Jesus Cristo cruza-se na vida de muitas pessoas, a quem não interessa. Um pequeno esforço teria mudado suas vidas, teriam encontrado o Rei do Gozo e da Paz. Isso requer a boa vontade de procurar, de nos movimentar, de perguntar sem nos desanimar, como os Magos, de sair de nossa poltronaria, de nossa rotina, de apreciar o imenso valor de encontrar a Cristo. Se não o encontramos, não encontramos nada na vida, pois só Ele é o Salvador: encontrar Jesus é encontrar o Caminho que nos leva a conhecer a Verdade que nos dá a Vida. E, sem Ele, nada de nada vale a pena.

Fonte:  http://evangeli.net


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

NATAL DO SENHOR

Parabéns Meu Senhor pelo Seu Aniversário, o humanidade agradece de Joelhos por estar estar entre nós.



TAU NA VOCAÇÃO FRANCISCANA



O TAU tem a forma da letra grega TAU (T) que é uma cruz. As duas maiores influências diretas em Francisco, em relação ao TAU, foram os antonianos e o Quarto Concílio Laterano.
No princípio de sua conversão, Francisco encontrou os antonianos e seu símbolo do TAU. Mas a influência mais forte que fez do TAU um símbolo tão querido para Francisco e pela qual ele se tornou sua assinatura, foi a CONCILIO DE LATRÃO
.
Os historiadores geralmente admitem que Francisco estava presente nesse Concílio, no qual o Papa Inocêncio III fez o discurso de abertura, incorporando em sua homilia a passagem de Ezequiel (9,4) que diz que os eleitos, os escolhidos serão marcados com o sinal do TAU: "Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem e acrescenta:
" O TAU é a última letra do alfabeto hebraico e a sua forma representa a cruz, exatamente tal e qual foi a cruz antes de ser nela fixada a placa com inscrição de Pilatos.
.
O TAU é o sinal que o homem porta na fronte quando - como diz o apóstolo - crucifica o corpo com os seus pecados quando diz: "Não quero gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo" (...)
.
Sejam portanto mestres desta cruz! Sejam os campeões do TAU! . Concílio de Latrão. . São Francisco de Assis tomou o TAU e seu significado dos antonianos. Eles eram uma comunidade religiosa masculina, fundada em 1095, cuja única função era cuidar dos leprosos. Em seus hábitos era pintada uma grande cruz. Francisco tinha relações muito familiares com eles, porque trabalhavam no leprosário de Assis, no Hospital de São Brás, em Roma, onde Francisco esteve hospedado. .
.
Quando Inocêncio III terminou sua homilia com "SEJAM OS CAMPEÕES DO TAU!" Francisco tomou estas palavras como dirigidas a ele e fez do TAU seu próprio símbolo, o símbolo de sua Ordem, de sua assinatura; mandou pintá-lo em toda parte e teve grande devoção a ele até o fim de sua vida. Simples e basicamente, o TAU representa a CRUZ.
.
Os Concílios da Igreja foram convocados para reformar a Igreja, cabeça e membros. Assim o grande tema da Reforma: pessoal, interior, conversão constante e mudança de vida. Aqueles que deviam comprometer-se com a conversão contínua, uma vida de constante penitência, deviam ser marcados com o TAU. .
.
O TAU para Francisco é um sinal da certeza de salvação; é o sinal de universalidade da salvação e é o símbolo da conversão contínua. .
.
Se você permite ser marcado com o TAU ou usa o TAU, você está dizendo que se comprometeu com a conversão contínua, isto é, com o tema da Espiritualidade Franciscana. Não que você esteja convertido de uma só vez, mas dia-a-dia, mês após mês, ano após ano, você conserva seu olhar fixo no Senhor como sua única meta, e caminha em direção a ele com a mente indivisa (Carta S. Mary Margaret, out. 1989). .
.
Retirado do livro "Orando com a Bíblia e São Francisco de Assis", a. Jussara Lima Dias, da Comunidade Católica Shalom. Ed. Shalom. .


Glorioso Deus ilumina a trevas do meu coração.



OH ALTO Y GLIRIOSO DIOS;!! 
ILUMINA LAS TINIEBLAS DE MI CORAZON, DAME FE RECTA, ESPERANZA SIERTA Y CARIDAD PERFECTA, SENTIDO Y CONOSIMIENTO PLENO, SEÑOR, PARA CUMPLIR SANTO Y VERAZ MANDANIENTO. (Paz y bien)


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

SÃO FRANCISCO E O PRESÉPIO-" NATAL DE SÃO FRANCISCO"


As biografias de S. Francisco de Assis narram-nos como foi preparado o presépio em Gréccio na noite de Natal!

"PRESÉPIO"
Rivaldo R.Ribeiro
Foi na cidade italiana de Gréccio, na noite de Natal de Jesus no ano 1223 que São Francisco criou o primeiro presépio, com uma representação cênica do nascimento de Jesus numa manjedoura de palhas, acompanhado pelos animais. Era um lugar simples mais enriquecido com muita ternura e amor. Depois São Francisco chamou os moradores próximos para que estivessem no local, para que assim relembrassem a noite do nascimento em Belém do Menino-Deus.
.
O nascimento de Jesus num estábulo junto com os animais, Deus nos quis dar um recado claro e sem duvidas sobre a humildade e a beleza da pobreza quando é uma alternativa de vida. Abandonando o materialismo que nos subverte da condição humana em seres predadores da natureza e da vida.  
.
O presépio nos mostra a luz e a beleza na representação do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo. Com isso São Francisco iluminou e reacendeu a fé que estava adormecida entre o povo naquela época, um costume que perpetuou na Igreja até os nossos dias.
.
O Natal do Nosso Senhor aconteceu numa conjunção entre a vida, representada pelos animais: boi, burro e o universo representado pela estrela guia. Foi um momento extraordinário da revelação do Verbo que se fez carne, Cristo tornou-se condição de homem para estar entre os homens. E como filho de Deus nos ensinou a verdade sobre a essência humana nos diferenciando dos animais em muitos aspectos: centralizado na consciência o nosso comportamento como seres racionais. 
.
Na ternura do presépio notamos a força divina daquele momento do nascimento do Senhor, São Francisco levou isso ao povo para estimular o renascimento no coração de muitos que o já havia esquecido. Uma encenação que se perpetuou até os dias de hoje e corre pelo mundo ainda com o mesmo objetivo: relembrar o singelo momento do nascimento do Salvador...

Confira o texto histórico que narra como São Francisco preparou o Natal


"Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo, imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os "passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". 
Estava sempre meditando em suas palavras e recordava seus atos com muita inteligência. Gostava tanto de lembrar a humildade de sua encarnação e o amor de sua paixão, que nem queria pensar em outras coisas.
 Precisamos recordar com todo respeito e admiração o que fez no dia de Natal, no povoado de Greccio, três anos antes de sua gloriosa morte. Havia nesse lugar um homem chamado João, de boa fama e vida ainda melhor, a quem São Francisco tinha especial amizade porque, sendo muito nobre e honrado em sua terra, desprezava a nobreza humana para seguir a nobreza de espírito. Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandou chamá-lo, como costumava, e disse: "Se você quiser que nós celebremos o Natal de Greccio, é bom começar a preparar diligentemente e desde já o que vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro".Ouvindo isso, o homem bom e fiel correu imediatamente e preparou o que o santo tinha dito, no lugar indicado.

 Aproximou-se o dia da alegria e chegou o tempo da exultação. De muitos lugares foram chamados os irmãos: homens e mulheres do lugar, de acordo com suas posses, prepararam cheios de alegria tochas e archotes para iluminar a noite que tinha iluminado todos os dias e anos com sua brilhante estrela. Por fim, chegou o santo e, vendo tudo preparado, ficou satisfeito. Fizeram um presépio, trouxeram palha, um boi e um burro. Greccio tornou-se uma nova Belém, honrando a simplicidade, louvando a pobreza e recomendando a humildade.

A noite ficou iluminada como o dia e estava deliciosa para os homens e para os animais. O povo foi chegando e se alegrou com o mistério renovado em sua alegria toda nova. 

O bosque ressoava com as vozes que ecoavam nos morros.

Os frades cantavam, dando os devidos louvores ao Senhor e a noite inteira se rejubilava. O santo parou diante do presépio e suspirou, cheio de piedade e de alegria. A missa foi celebrada ali mesmo no presépio, e o sacerdote que a celebrou sentiu uma piedade que jamais experimentara até então. O santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho. De fato, era "uma voz forte, doce, clara e sonora", convidando a todos às alegrias eternas. Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas maravilhosas sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém. Muitas vezes,-quando queria chamar o Cristo* de Jesus, chamava-o também com muito amor de "menino de Belém", e pronunciava a palavra "Belém" como o balido de uma ovelha, enchendo a boca com a voz e mais ainda com a doce afeição. Também estalava a língua quando falava "menino de Belém" ou "Jesus", saboreando a doçura dessas palavras.

 Multiplicaram-se nesse lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê dormindo, que acordou quando o santo chegou perto. E essa visão veio muito a propósito, porque o menino Jesus estava de fato dormindo no esquecimento de muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança. Quando terminou a vigília solene, todos voltaram contentes para casa.

 Guardaram a palha usada no presépio para que o Senhor curasse os animais, da mesma maneira que tinha multiplicado sua santa misericórdia. De fato, muitos animais que padeciam das mais diversas doenças naquela região comeram daquela palha e tiveram um resultado feliz. Da mesma sorte, homens e mulheres conseguiram a cura das mais variadas doenças.

 O lugar do presépio foi consagrado a um templo do Senhor e no próprio lugar da manjedoura construíram um altar em honra de nosso pai Francisco e dedicaram uma igreja, para que, onde os animais já tinham comido o feno, passassem os homens a se alimentar, para salvação do corpo e da alma, com a carne do cordeiro imaculado e não contaminado, Jesus Cristo Nosso Senhor, que se ofereceu por nós com todo o seu inefável amor e vive com o Pai e o Espírito Santo eternamente glorioso por todos os séculos dos séculos. Amém. Aleluia, Aleluia.
 Tomás de Celano - Primeiro Livro (Fontes Franciscanas).

sábado, 25 de novembro de 2017

A NOSSA POPULAR ROLINHA- UMA AVE QUE CHAMAVA A ATENÇÃO DE SÃO FRANCISCO.

Clique nas imagens para ampliar

Fotos: Rivaldo R. Ribeiro

























































Seus pais os treinam com sabedoria, os alimentando a cada dia mais longe do ninho, dessa forma eles aprendem a voar e ser donos da própria vida.
Na foto abaixo os dois filhotes já prontos para ir para a natureza:

 





São Francisco de Assis tinha verdadeira adoração pela natureza, em especial aos animais, entre eles ele amava incondicionalmente os pássaros.



"Numa árvore da minha calçada um casal de rolinhas resolveu fazer o seu ninho, vi quando elas trouxeram os primeiros gravetos para sua delicada e desajeitada construção.
Naquele montinho de gravetos entrelaçados amparado apenas em um galho também frágil, fiquei olhando aquela avezinha dócil e imaginei como ela sobrevive num mundo como o nosso? Como sua espécie sobrevive com seus ovos sendo mantidos daquela forma, e os filhotes?
.
Numa tarde dessas o Criador mostrou que elas não estavam só e sem proteção, pois levantou um temporal que prometia fortes ventos, logo me preocupei com aquele frágil ninho que foi escolhido pelos seus pais para ser construído na minha árvore.  Seria possível sobreviver a aquela tempestade?...
Logo de manhã fui ver se eles estavam lá...Para minha surpresa a rolinha estava calma e tranquila e nada havia acontecido com sua frágil construção.
.
"Nos Evangelhos Nosso Senhor nos diz sobre as aves do céu: não semeiam e nem colhem, nem recolhem em celeiros, no entanto Nosso Pai as alimenta.Mateus 6:26"

O que Jesus quis nos dizer é para que não  tenhamos preocupação exagerada com a vida, mas Fé no Pai criador de todas as coisas.
.
Dessa forma,ali estava mais uma evidência o porquê que São Francisco se aproximava dos animais, porque ele sabia que Deus sendo o Criador estava junto deles, especialmente os mais frágeis os elegendo como seus filhos prediletos, e como todo Pai zeloso os amava e protegia." (Rivaldo Roberto Ribeiro)


Clique aqui e pesquise







segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Frei Galvão "Homem de Deus e Homem do Povo"




Frei Galvão "Homem de Deus e Homem do Povo"
Neste vídeo tivemos o objetivo de passar por lugares que marcaram e transformaram a vida do primeiro santo brasileiro Santo Antônio de Sant'Ana Galvão - Nossa Senhora Aparecida, Casa Frei Galvão, Seminário Frei Galvão, Convento e Santuário São Francisco de Assis e Mosteiro da Luz.
Música, tema: Missa de Frei Galvão - Frei José Luiz Prim
Gravadora: Sono-Viso Editora Vozes

http://www.pvf.com.br/



Assis de São Francisco, 2ª Parte: Basílica de Santa Clara, a casa paterna de São Francisco, a Igreja de São Damião e São Pedro e a Porciúncula.



Programa NOSSA IGREJA com Ir.Anderson Pitz, LC.

Tema: Assis de São Francisco, 2ª Parte: Basílica de Santa Clara, a casa paterna de São Francisco, a Igreja de São Damião e São Pedro e a Porciúncula.

Rede Católica SagradaFamília

BASÍLICA DE SÃO FRANCISCO 1a PARTE



Uma viagem à cidade de São Francisco, no coração da Umbria, para nutrir-nos da sua profunda espiritualidade.
Nesta 1ª parte, o Ir. Anderson Pitz apresenta a Basílica Maior de São Francisco.

Anderson Pitz LC



ESCULTURA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS E O PÁSSARO AZUL.


Que foto SENSACIONAL! O pássaro azul, ao lado do pássaro escultura, olhando para São Francisco tão atentamente como se de fato o ouvisse. 
Um raro e feliz flagrante de Jim Frazier.
.
ET : Esta escultura foi feita dor FRANK C. GAYLORD e se encontra na cidade de CHICAGO- ILINÓIS/EUA.


domingo, 22 de outubro de 2017

MINHA VOCAÇÃO - TV FRANCISCANOS



NOVICIADO FRANCISCANO SÃO JOSÉ / RODEIO - SC PRÓ-VOCAÇÕES E MISSÕES FRANCISCANAS PROVÍNCIA FRANCISCANA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DO BRASIL
http://www.pvf.com.br/


VIDA RELIGIOSA: Irmã Maria da Luz (Raízes Franciscana)



VIDA RELIGIOSA: Irmã Maria da Luz (Raízes Franciscana)

A vocação religiosa é assumida por homens e mulheres que foram chamados a ser testemunhas de Jesus Cristo, a ter uma vida radical.

Diocese de Umuarama



quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A Perfeita Alegria - São Francisco De Assis



A Perfeita Alegria - São Francisco De Assis

 Canal Youtube :  ytalo guerra

Um lindo Hino de amor de São Francisco a Fé Cristã.
"Meu Senhor agradecemos por nos mostrar um carisma tão grande de amor e fé como o carisma franciscano"

sábado, 7 de outubro de 2017

Saída do Ambulatório do Hospital AME de São José do Rio Preto-SP

Local de reflexão e agradecimento na saída do Ambulatório Médico de Especialidades-AME de São José do Rio Preto-SP, pelo atendimento humanizado, e feliz com a certeza da Saúde em ordem ou garantia de tratamento.

Um momento de Fé e agradecimento a Deus. 

O AME foi inaugurado em 17 de novembro de 2009, e funciona por meio de parceria entre a Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus (Organização Social de Saúde – OSS) e o Governo do Estado de São Paulo

Clique na foto para ampliar



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

VIDA DE SANTA CLARA DE ASSIS-(Seu dia 11/08)


Escuta filha, vê e presta atenção,
Esquece o teu povo e a casa de teu pai.
De tua Beleza se encantará o rei;
Ele é teu Senhor, inclina-te diante dele!”
(Salmo 44)

Chiara Favarone di Offreduccio nasceu a 16 de julho de 1194, em Assis. Seu nome, dado pela mãe, é a sua carteira de identidade: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ). Esta é a nossa Clara de Assis, Santa Clara, Mãe e Irmã, sopro do Espírito, luz para os que buscam as trilhas do sagrado e a plenitude do humano! Santa Clara morreu aos 11 de Agosto de 1253, no Convento de São Damião, aos sessenta anos, apertando nas mãos e no coração a Regra de Vida aprovada por Inocêncio IV, seu sonho, vocação e realização.
Aos dezoito anos, no dia 19 de Março de 1212, junta-se a Francisco de Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula e, a partir dali, Assis e o mundo ganham um modo fascinante e próprio de encarnar o Evangelho. A gentil dama assisiense diz adeus aos projetos da família biológica, às ofertas do mundo, à sua beleza e aos dotes matrimoniais, à riqueza, ao palácio, castelo e nobreza, à presença na sociedade de Assis, e vai, com sensibilidade e coragem indomável, seguir os caminhos do Senhor numa nova família espiritual. Esta escolha juvenil teve as marcas da fidelidade por quarenta anos.
Na sua adolescência e juventude, antes de seguir radicalmente o Evangelho e o jeito de Francisco, Clara já acolhia, atendia, cuidava e nutria enfermos, pobres e leprosos. Distribuía sorrisos, presença, sopa, ataduras e aquele modo feminino de aliviar as misérias de então. Uma mulher como ela, destinada às cortes e aos príncipes, que encontra tempo para os que estão fora do status e da riqueza, só pode inaugurar um virtuoso caminho que leva à santidade.
Esta mulher bela, inteligente, amável, segura, piedosa e admirada, constrói no jeito natural de sua juventude, a grande fundadora da Segunda Ordem, as Damas Pobres, as Reclusas de São Damião, as Damianitas, enfim as Clarissas. Quem tem uma vida concreta arrasta atrás de si seguidoras: Inês e Beatriz, suas irmãs de sangue, sua mãe Ortolana, cinqüenta Irmãs naquele primeiro Mosteiro de Assis e tantíssimas Irmãs Clarissas espalhadas pelo mundo. Quem são as Clarissas? Vamos buscar a resposta nas Fontes primitivas:
O biógrafo medieval, Tomás de Celano, assim diz: “Este é aquele feliz e santo lugar em que, decorrido já o espaço de quase seis anos da conversão do bem-aventurado Francisco, teve feliz início, por intermédio do mesmo homem bem-aventurado, a gloriosa Religião e excelentíssima Ordem das Damas Pobres e virgens santas; neste lugar, viveu a Senhora Clara, oriunda da cidade de Assis, pedra preciosa e fortíssima, fundamento de outras pedras sobrepostas. (...) Ela foi posta como proveito para muitas e, como exemplo, para inúmeras. Nobre pela estirpe, mais nobre pela graça; virgem no corpo, castíssima no espírito; jovem na idade, mas madura no espírito; firme no propósito e ardentíssima no desejo do amor divino; dotada de sabedoria e de especial humildade.(...) Sobre ela ergueu-se a nobre estrutura de preciosíssimas pérolas, cujo louvor provém não dos homens, mas de Deus (Rm2,29), visto que nem a limitada faculdade de pensar é capaz de meditá-la, nem a concisa linguagem é capaz de explicá-la. Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas que, morando juntas quarenta ou cinquenta no mesmo lugar, o mesmo querer e o mesmo não querer fizeram nelas de diversos um único espírito. Em segundo lugar, em cada uma brilha a gema da humildade que de tal modo conserva os dons concedidos e os bens recebidos dos céus que merecem as demais virtudes. Em terceiro lugar, o lírio da virgindade e da castidade de tal maneira asperge todas com admirável odor que, esquecidas dos pensamentos terrenos, elas desejam meditar unicamente os celestes, e de fragrância dele nasce tão grande amor para com o Esposo eterno nos corações delas que a integridade deste sagrado afeto exclui delas todo costume da vida anterior. Em quarto lugar, todas foram marcadas pelo título da altíssima pobreza a ponto de mal ou nunca consentirem em satisfazer a extrema necessidade do alimento e da veste” (1Cel 8, 18-19).
Juntemos a esta precisa descrição de Celano a verdade de que Clara e suas filhas tem a coragem de centrar toda a energia do amor no Único Esposo, um amor incondicional, um amor de intimidade; que encontram na oração e na contemplação os canais mais convergentes para o Divino; na quietude e na solicitude, na fraternidade e na atividade, na minoridade e na benignidade, a tarefa de amar e servir.
Clara e Irmãs Clarissas, tronco da mesma raiz, flores femininas da mesma planta; missionárias da prece, comunhão eclesial, guardiãs do melhor que o Carisma tem: revelação, inspiração, reconstrução. Elas cuidam do manancial de onde brota a nossa vida evangélica franciscana, água viva com sabor clariano, que não podemos deixar de beber. Na Festa de Santa Clara vamos pedir a bênção para a Mãe!

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/

Ver mais sobre a vida da Santa Clara:

Santa Clara de Assis  

Santa Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe, Clara tinha também o sangue da nobreza. Seu pai se chamava Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além da nobreza de origem, a família era rica, possuidora de não poucos bens. 

Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe também os ensinamentos da religião. Assim, desde criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra idade, já se privava de iguarias para, às escondidas, dá-las aos pobres.

Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara, sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza os pretendentes que os pais lhe apresentavam. Foi neste tempo que ouviu falar de Francisco, um jovem que deixou família e riquezas para, com um grupo de companheiros - todos considerados loucos pela sociedade - simplesmente viver segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta idéia a empolgou. Estava decidida: iria viver como aqueles jovens. Depois de algumas conversas com Francisco, foi feito por ambos um plano de fuga. Deste modo, na noite do domingo de Ramos de 1211 (ou 1212), Clara abandonava a casa e era conduzida à capela de Francisco e de seus companheiros para, aí, depor suas ricas vestes e vestir o hábito da penitência. Após esta breve cerimônia, Clara foi conduzida a um mosteiro de monjas beneditinas.

Quando a fuga foi descoberta, os parentes foram ao encalço dela. Tentaram de todos os modos possíveis convencê-la a voltar para casa. Mas ela, agarrando-se à toalha do altar, tirou o véu que lhe cobria a cabeça tonsurada, sinal de sua consagração a Deus. Os parentes viram que nada mais tinham que fazer.

Duas semanas depois, nova fuga da casa de Favarone. Era a segunda filha, Inês, que fugia e ia viver com Clara. Nova tentativa dos parentes de conduzir de volta a segunda filha. Tudo em vão. Assim, a nova comunidade fundada por Clara começava a crescer. Vieram em seguida suas antigas companheiras: Pacífica, Benvinda de Perusa, Cecília de Gualtieri, Filipa de Gislério, Cristiana de Bernardo e outras. Mais tarde veio também a outra irmã, Beatriz, e finalmente sua mãe Hortolana.

Depois de mais de quarenta anos de vida no mosteiro, uma vida escondida que, no entanto, irradiava por todas as regiões da Itália, Clara faleceu aos 11 de agosto de 1253, sendo canonizada apenas dois anos depois de seu falecimento.

"BENÇÃO DE SANTA CLARA"
"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". O Senhor as abençoe e guarde. Mostre-lhes o seu rosto e tenha misericórdia de vocês. Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz, a vocês minhas irmãs e filhas, e a todas as outras que vierem e permanecerem em sua comunidade, e a todas as outras, tanto presentes quanto futuras, que perseverarem até o fim nos outros mosteiros das senhoras pobres.

Eu, Clara, serva de Cristo, plantinha do nosso bem-aventurado pai São Francisco, irmã e mãe de vocês e das outras irmãs pobres, embora indigna, rogo a nosso Senhor Jesus Cristo, por sua misericórdia e por intercessão de sua Santíssima Mãe Santa Maria, de São Miguel Arcanjo e de todos os anjos de Deus, do nosso bem-aventurado Pai Francisco e de todos os santos e santas, que o próprio Pai celeste lhes dê e confirme esta santíssima bênção no céu e na terra: na terra, fazendo-as crescer na graça e em virtude entre seus servos e servas na sua Igreja militante; no céu, exaltando-as e glorificando-as na Igreja triunfante entre os seus santos e santas.

E as abençôo em minha vida e depois de minha morte, como posso com todas as bênçãos com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará seus filhos e filhas no céu e na terra, com os quais um pai e uma mãe espiritual abençoaram e abençoarão seus filhos e filhas espirituais. Amém.

Amem sempre as suas almas e as de todas as suas Irmãs, e sejam sempre solícitas na observância do que prometeram a Deus.

O Senhor esteja sempre com vocês, e oxalá estejam vocês também sempre com Ele". Amém.

Texto congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição.

Especial Santa Clara de Assis - A Consagração.

                      Clique na imagem para ampliar

Clara chegou à Porciúncula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por alguns instantes, deteve-se em oração. Depois, levantou-se com decisão; tirou o calçado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma túnica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda áspera.
.
Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabeça inclinada, à espera do último sacrifício.
.
Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerimônia estava acabada.
.
A reação dos parentes
Como era de se prever, a reação dos parentes de Clara não se fez esperar. Pela manhã, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em pé de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de São Paulo para reconduzi-la à casa. Ameaçaram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as ameaças, esperam assustá-la, mas iludem-se! Clara é irremovível. Visto que era vã toda a ameaça, recorrem às boas maneiras, às lisonjas e às promessas; fazem apelo aos sentimentos, à dor da mãe, das irmãs, de toda a família, mas Clara é inflexível; sabe que está mais em segurança entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo.
.
Agarra-se ao altar – Quando se dá conta de que estão a ponto de perder o controle e recorrer à violência, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilusões deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das mãos segura a toalha e com a outra retira o véu da cabeça, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados.
.
Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ninguém podia tocá-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa não restou senão abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos.
.
Transferida para o mosteiro de Santo Ângelo – Em São Paulo, Clara pôde permanecer só poucos dias. Foram talvez as próprias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confusão provocada por sua presença.
.
Francisco interessou-se pela transferência dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transferência de Clara para o mosteiro de Santo Ângelo de Panzo.
.
Finalmente um pouco de paz! – Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo Ângelo, Clara pôde revigorar o seu ideal de vida.
.
Apegava-se cuidadosamente às prescrições da Regra de São Bento, que possui como fundamento: “Ora et Labora”! Com isso, Clara não pretendia, certamente, abraçar a Regra de São Bento. Não teria tido sentido sua fuga para a Porciúncula, durante a noite, seu total abandono a Deus para além de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco.
.
No mosteiro de Santo Ângelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescritíveis.
.
A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma mãe protege sua filhinha.
.
A fuga de casa lhe havia fechado o mundo às costas para abrir-lhe um umbral do mistério de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-íris de oração e contemplação: em um agradecimento alegre e infantil.
.
Fugira de casa em uma noite de primavera, para abraçar o ideal de total pobreza, e encontrara a verdadeira liberdade, a perfeita alegria. Havia atingido o seu sonho.
.
Encontra-se com sua irmã Inês
Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experiência mística. Quase todos os dias, sua irmã Inês ia visitá-la: era uma jovem belíssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperança.
.
“Cara Inês — confiava-lhe a irmã — lembra-te: é preferível viver um só dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude é vento que passa. A beleza se desvanece como a fumaça. A vida termina e aqui não fica nada.
.
“Oh! minha irmã, se tu pudesses provar a doçura do amor do Senhor! E um amor sempre jovem, que ninguém nos pode arrebatar!”

Fonte: http://diadiafranciscano.blogspot.com.br


Mensagem da Província - Santa Clara de Assis



Acompanhe a mensagem do Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, para o dia de Santa Clara de Assis.

www.franciscanos.org.br

Música: Laudato si' mi Signore - Marco Frisina


terça-feira, 8 de agosto de 2017

O jeito franciscano de não ter cargo de mando


Nas Crônicas de Salimbene de Parma temos o relato: “Também Frei João de Parma, sendo Ministro Geral, quando se tocava o sino para limpar os legumes ou verduras, ia aos grupos de trabalho do convento e trabalhava como os outros irmãos, como muitas vezes vi com meus olhos. E porque me era familiar, eu lhe dizia: “Pai, vós fazeis o que ensinou o Senhor: Quem é o maior entre vós faça-se o menor, e o que precede como quem serve” (Lc 22,26). E ele respondia: “Assim devemos cumprir toda justiça, isto é, a perfeita humildade”. Também participava do ofício eclesiástico dia e noite, principalmente das Matinas, das Vésperas e da missa conventual. Tudo o que o cantor lhe pedia, fazia-o imediatamente, iniciando as antífonas, cantando as leituras e responsórios e rezando as missas conventuais” (Slb 44).
.
Num mundo onde existe competição, excesso de status hierárquico, sedução do poder, domínio e ostentação do cargo de mando, vale este jeito franciscano de servir. Ter um cargo não é ter poder, mas serviço. Serviço como a ação generosa de se dar, uma ação esplendorosa de disponibilidade humilde, generosa, cheia de cordialidade. Fazer na pura gratuidade, no modo de doar-se livremente, voluntariamente, na oferenda do fenômeno chamado amor.
.
Não é ter cargo de mando, mas estar na ação espontânea de ser útil, ser capaz de estar à altura de uma grande ou pequena ação feita na boa vontade. É aquele que tem no servir o espírito do serviço. Servir é eliminar a superioridade. Não é ser maior ou melhor, mas é dar-se sem conotação de domínio, de imposição, de exploração e de poder. É a original doação do simples, capaz de um trabalho humilde.

Frei Vitório Mazzuco

domingo, 6 de agosto de 2017

SÃO FRANCISCO E OS LEPROSOS(Vídeo)



Francisco de Assis, o amante de toda humildade transferiu-se para um leprosário. Vivia com os leprosos, servindo a todos por amor de Deus, com toda diligência. Lavava-lhes a podridão dos corpos e limpava até o pus de suas chagas, como escreveu em seu Testamento: "Como estivesse ainda em pecado, parecia-me deveras insurportável olhar para leprosos, mas o Senhor me conduziu para o meio deles e eu tive misericórdia com eles".
Esta visão lhe era de tal modo insurportável que segundo suas próprias palavras, no tempo de sua vida mundana, tapava o nariz só ao ver suas cabanas a duas milhas de distância. Mas, como por graça e força do Altíssimo, já tinha começado a pensar nas coisas santas e úteis, quando ainda vivia como secular, encontrou-se um dia com um leproso e superando a si mesmo, aproximou-se e o beijou.

(TOMÁS DE CELANO - VIDA I, Capítulo 7, 17)

Arquivos PSC


FRANCISCO E BEIJO NO LEPROSO

                 
O biógrafo Tomás de Celano em 2Cel 9, 11 relata: “Quando o leproso lhe estendeu a mão como que para receber alguma coisa, ele colocou dinheiro com um beijo (...). Repleto, a partir daí, de admiração e de alegria, depois de poucos dias, trata de fazer obra semelhante. Dirige-se às habitações dos leprosos e, depois de ter dado o dinheiro a cada leproso, beija a mão e o rosto deles. Assim toma as coisas amargas como doces”.

.
Esta é uma passagem impactante da vida de Francisco de Assis. Mexe com o nosso imaginário ou nosso asco. Mas afinal que beijo é este? Quem beijou quem? Deixar-se beijar é mais do que beijar. Em meio a banalização atual do beijo, como compreender que alguém possa dar um beijo na beleza do horrível? Com unir doçura em meio ao amargo da vida?
.
Beijo é passar a intimidade através do sopro sagrado do espírito que respira em nós. Beijo é hálito vital, é insuflar vida. Não existe beijo verdadeiro que não seja um caminho progressivo de aproximação. 
É um lento, longo e necessário processo de conquista do outro diferente de mim. Francisco foi beijado por uma inspiração. Sentia-se beijado pelas obras do Senhor: vento, água, ar, nuvens e pássaros. Sentia-se beijado pela Encarnação: o Amor divino vem morar no aconchego da carne do humano. Sentia-se beijado pelo sopro do Espírito. Beijo é comunhão de alma e não apenas comunhão física. Beijo é passar para o diferente de mim quem eu sou. É passar aquilo que está no centro de nosso ser. O beijo é como moldar novamente, do barro, a obra perfeita soprando nela a força da vida. É respirar do mesmo jeito. É o momento onde o corpo obedece o espírito.
.
Beijar o leproso foi um ponto de virada em Francisco. Mudou o seu destino espiritual. Aprendeu que não basta encher as mãos de alguém de bens materiais sem um gesto de afeto. É o beijo do lava-pés, é o beijo de Madalena nos pés de Jesus; puro encontro de divindades! 
.
A partir do beijo no leproso Francisco estava preparado para reconstruir o despedaçado mundo do humano em ruínas por falta de gestos de amor e cuidado. No beijo nos reconstruímos passando sopro, saliva, silêncios e reverência.
.
FREI VITÓRIO MAZZUCO, OFM