"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Caminhos do Evangelho | 22° Domingo do Tempo Comum - Frei Marx Rodrigues

 



"Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me." (Mateus 16, 21 - 27) Reflexão de Frei Marx Rodrigues

Evangelho (Mt 16,21-27): A partir de então, Jesus começou a mostrar aos discípulos que era necessário ele ir a Jerusalém, sofrer muito da parte dos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar. Então Pedro o chamou de lado e começou a censurá-lo: «Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!» Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: «Vai para trás de mim, satanás! Tu estás sendo para mim uma pedra de tropeço, pois não tens em mente as coisas de Deus, e sim, as dos homens!».*
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Então Jesus disse aos discípulos: «Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá; e quem perder sua vida por causa de mim a encontrará. De fato, que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida? Ou que poderá alguém dar em troca da própria vida? Pois o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta».

Fonte do texto: https://evangeli.net/

Santo Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja

 



Origens

O seu nome era Aurélio Agostinho. Nasceu em Tagaste, uma cidade do Norte da África dominada pelos romanos (na região onde hoje fica a Argélia) no dia 13 de Novembro do ano 354. Filho primogénito, o seu pai, Patrício, era pagão e pequeno proprietário de terras. A sua mãe, pelo contrário, era cristã fervorosa, tanto que se tornou santa. Santa Mónica sempre tentou educar o filho na fé cristã. Agostinho, porém, por causa do exemplo do pai, não se importava com a fé.

Infância

Santa Mónica queria que seu filho se tornasse cristão, mas percebia que a hora de Deus ainda não tinha chegado. Tanto que adiou o seu baptismo, com receio de que ele profanasse o Sacramento. Aos 11 anos, Agostinho foi enviado para estudar em Madauro, perto de Tagaste. Lá, estudou literatura latina e algo que o distanciaria da fé cristã: as práticas e crenças do paganismo local e romano.
Juventude conturbada

Com 17 anos foi para Cartago estudar retórica. Embora tenha recebido formação cristã passou a seguir a doutrina maniqueísta, negada veementemente pelos cristãos. Além disso, tornou-se hedonista, ou seja, seguidor da filosofia que tem o prazer como fim absoluto da vida. Dois anos depois, passou a viver com uma mulher cartaginense, com a qual teve um filho chamado Adeodato. O relacionamento dos dois durou 13 anos. Durante todo esse tempo, Santa Mónica rezava pela conversão do filho.

Passagem por várias doutrinas

Agostinho tornou-se um professor de retórica reconhecido. Chegou a abrir uma escola em Roma e conseguiu o posto de professor na corte imperial situada em Milão. Decepcionado com as incoerências do maniqueísmo, aproximou-se do cepticismo. A sua mãe mudou-se para Milão e exerceu certa influência sobre o seu comportamento. Nesse tempo, também decepcionado com o cepticismo, Agostinho aproximou-se do Bispo de Milão (Santo Ambrósio). A princípio, queria apenas ouvir a retórica excelente do Bispo. Antes de se converter, Agostinho separou-se da sua companheira e ainda se envolveu com outras mulheres. Depois, foi-se convencendo da verdade sobre Jesus Cristo pelas pregações de Santo Ambrósio. A sua mãe, ao mesmo tempo, não cessava de orar por ele.

Conversão
Depois das buscas incessantes pela verdade e de vários casos amorosos, Agostinho finalmente rendeu-se à coerência da mensagem de Jesus Cristo. Encontrou em Jesus o que não encontrara em nenhuma outra filosofia, em nenhum outro mestre. Assim, ele e seu filho Adeodato, então com 15 anos, foram baptizados em Milão por Santo Ambrósio, durante uma vigília Pascal. A partir de então, passou a escrever contra o maniqueísmo, que ele conhecia muito bem. Escreveu obras tão importantes que fizeram com que fosse declarado Doutor da Igreja.

Sofrimentos

Agostinho dedicava grande atenção a Adeodato formando-o na fé e nas ciências humanas. De repente, porém, o seu filho veio a falecer. Foi um grande choque. Por causa disso, decidiu voltar para Tagaste. No caminho de volta a sua mãe também faleceu. Agostinho menciona nas suas “Confissões” a maravilha e o alimento espiritual que eram os diálogos que ele tinha com sua a mãe sobre a pessoa de Jesus Cristo e a beleza da fé cristã. Esses diálogos foram decisivos para a sua formação.

De volta à terra natal
Depois de sepultar a sua mãe continuou decidido a voltar para a terra natal. Ele chegou a Tagaste no ano 288. Lá, optou pela vida religiosa. Junto com alguns amigos na fé, deu início a uma comunidade monástica cujas regras foram escritas por ele mesmo. Deste embrião nasceram várias ordens e congregações religiosas masculinas e femininas, todas seguindo as regras e a inspiração “Agostiniana”.


Não se coloca uma lâmpada debaixo da mesa

O Bispo de Hipona, ao perceber a forte inspiração que Deus colocara na alma de Agostinho, convidou-o para ir juntamente com ele nas missões e pregações. O Bispo, já idoso e enfraquecido, vendo confirmada a sabedoria de Agostinho, ordenou-o como sacerdote, o que foi aceite com grande alegria pelos fiéis. E, depois, em 397, logo após a morte do bispo, o povo, em uma só voz, aclamou Santo Agostinho como Bispo de Hipona. Ele ocupou o cargo durante 34 anos, derramando toda a sua sabedoria nas pregações, nos livros, na caridade para com os pobres, na espiritualidade profunda. Combateu heresias, tornou-se um dos mais importantes teólogos e filósofos da Igreja, influenciando pensadores até o presente. Foi aclamado Doutor da Igreja e um dos “Padres da Igreja” por causa do seu ministério iluminador. Entre os livros de maior destaque nas suas obras, estão “Confissões” e “Cidade de Deus”.

Morte
Santo Agostinho faleceu feliz pela força da Igreja de Hipona, mas, ao mesmo tempo, triste, por causa da invasão bárbara em Hipona, motivo de grandes perseguições contra os fiéis. A sua morte ocorreu a 28 de Agosto do ano 430. Mais tarde, no ano 725, os seus restos mortais foram exumados e trasladados para a cidade de Pavia, em Itália, onde são venerados na igreja de São Pedro do Céu de Ouro. A igreja fica perto do local onde ocorreu a sua conversão.

Oração a Santo Agostinho

Gloriosíssimo Pai Santo Agostinho, que por divina providência fostes chamado das trevas da gentilidade e dos caminhos do erro e da culpa a admirável luz do Evangelho e aos rectíssimos caminhos da graça e da justificação para ser ante os homens vaso de predilecção divina e brilhar em dias calamitosos para a Igreja, como estrela da manhã entre as trevas da noite: alcançai-nos do Deus de toda consolação e misericórdia o sermos chamados e predestinados, como Vós o fostes, a vida da graça e a graça da eterna vida, onde juntamente convosco cantemos as misericórdias do Senhor e gozemos a sorte dos eleitos pelos séculos dos séculos. Amém.


in cruzterrasanta.com.br



quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Santa Mônica



Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com frequência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.
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Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém, Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.
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E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: “Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas”.
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Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.
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Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado frequentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.
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Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha 56 anos.
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O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.

Santa Mônica, rogai por nós!

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Compadre Francisco #53 | Entrevista com os noviços, Frei Atílio Battistuz e Frei Pedro Oliveira

 




Desta vez, um papo descontraído e cheio de boas histórias com os noviços da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, em uma conversa realizada durante o Capítulo das Esteiras 2026. O episódio também conta com a participação especial de Frei Pedro Oliveira e Frei Atílio Battistus, missionário que dedica sua vida à missão franciscana na Amazônia.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Compadre Francisco #52 | Relíquia de São Francisco em Guaratinguetá e Capela de Frei Galvão

 



Neste episódio do #CompadreFrancisco, vamos viver uma experiência especial de fé e devoção! Nossa equipe acompanhou a visita da relíquia de São Francisco de Assis pertencente ao Convento São Francisco de São Paulo (SP), ao Santuário Frei Galvão, em Guaratinguetá. Um encontro marcado pela espiritualidade franciscana.
E ainda vamos conhecer a construção da primeira capela dedicada a Frei Galvão no Caminho da Fé, um espaço que promete se tornar mais um lugar de oração e peregrinação. História, fé e o jeito franciscano de viver o Evangelho.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Santa Beatriz da Silva - Mensagem do Ministro provincial Frei Paulo Roberto Pereira

 



Santa Beatriz da Silva - Mensagem do Ministro provincial Frei Paulo Roberto Pereira na festa da fundadora da Ordem da Imaculada Conceição, as Irmãs Concepcionistas
Neste dia 17 de agosto, a Igreja e a Família Franciscana celebram a festa desta grande mulher que iluminou a Igreja a partir da vivência do Evangelho! 
Neste ano, celebramos os 100 anos de sua beatificação e os 50 anos de sua canonização! Que Deus abençoe sempre nossas Irmãs Concepcionistas! 
Santa Beatriz, rogai por nós!

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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Caminhos do Evangelho | Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria - Frei Marx Rodrigues

 




"E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre". (São Lucas Lucas 1, 39 - 56) - Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria, Solenidade, Ano A - Frei Marx Rodrigues
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Evangelho (Lc 1,39-56): Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!».

Maria então disse: «A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre». Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa.


São Maximiliano M. Kolbe, presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais e mártir

 



Os primeiros anos de vida


Maximiliano Kolbe nasceu em 7 de janeiro de 1894, em Zduńska-Wola, na região polonesa controlada pela Rússia. Seu pai, tecelão, e sua mãe, parteira, eram cristãos fervorosos: no Batismo, escolheram para ele o nome de Raimundo.
Frequentou a escola dos franciscanos em Leópolis. Em 1910, entrou para a Ordem dos Frades Menores Conventuais, onde recebeu o nome de Maximiliano; sendo enviado primeiro a Cracóvia e, depois, para Roma, onde permaneceu seis anos, estudou Filosofia, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e Teologia no Colégio Seráfico. Foi ordenado sacerdote em 28 de abril de 1918.


A Milícia da Imaculada


Em Roma, enquanto jogava bola em um campo ao aberto, Maximiliano começou a cuspir sangue: era tuberculose, uma doença que o acompanhou pelo resto da sua vida.
Com a autorização dos Superiores, fundou a "Milícia da Imaculada", uma Associação religiosa, cujo objetivo era a conversão de todos os homens, por meio de Maria.
Ao regressar a Cracóvia, na Polônia, não obstante tenha se formado com notas altas, não pôde lecionar o pregar, por causa do seu estado de saúde, pois não podia falar muito. Ainda com a permissão dos Superiores, dedicou-se à promoção da "Milícia da Imaculada", contando com numerosas adesões entre professores e estudantes da Universidade, profissionais e camponeses, e até com religiosos da sua própria Ordem.

Sucesso da revista "O Cavaleiro da Imaculada"

Durante o Natal de 1921, Padre Maximiliano Kolbe fundou, em Cracóvia, uma revista de poucas páginas intitulada "O Cavaleiro da Imaculada", para difundir o espírito da "Milícia".
Tendo-se transferido para Grodno, a 600 quilômetros de Cracóvia, criou uma pequena tipografia para imprimir a revista, com máquinas antigas. Com esta iniciativa conseguiu atrair muitos jovens, desejosos de compartilhar do estilo de vida franciscano inspirado em Maria. A revista propagou-se cada vez mais.
Em Varsóvia, graças à doação de um terreno pelo Conde Lubecki, Maximiliano fundou "Niepokalanów", "Cidade de Maria". O centro desenvolveu-se rapidamente: das primeiras cabanas, passou-se a construções verdadeiras; a antiga impressora foi substituída por novas técnicas de redação e imprensa.
Em pouco tempo, "O Cavaleiro da Imaculada" atingiu rapidamente uma tiragem de milhões de cópias, enquanto eram criados outros sete periódicos.


A “Cidade de Maria” na Polônia e no Japão


Com o ardente desejo de expandir seu Movimento mariano para além das fronteiras da Polônia, Maximiliano Kolbe partiu para o Japão, onde fundou a "Cidade de Maria" em Nagasaki. Ali, após a explosão da primeira bomba atômica, os órfãos de Nagasaki encontraram abrigo.
Padre Maximiliano colaborou com judeus, protestantes e budistas, certo de que Deus lança a semente da verdade em todas as religiões.
Enfim, abriu ainda uma Casa em Ernakulam, no litoral oeste da Índia.
Para se tratar da tuberculose, voltou para a sua “Niepokalanów”, na Polônia.


Niepokalanów, abrigo para refugiados e judeus


Após a invasão da Polônia, em 1° de setembro de 1939, os nazistas mandaram destruir a Niepokalanów. Os religiosos foram obrigados a deixar o centro. A eles o Padre Kolbe recomendou apenas uma coisa: "Não se esqueçam do amor".
Ali permaneceram cerca de quarenta Frades, que transformaram a “Cidade de Maria” em lugar de acolhida para feridos, doentes e refugiados.
Em 19 de setembro de 1939, os alemães prenderam o Padre Maximiliano Kolbe e os outros frades e os levaram para o Campo de Extermínio, de onde foram, inesperadamente, libertados no dia 8 de dezembro. Assim, retornaram para a Niepokalanów e retomaram sua atividade de assistência de cerca de 3500 refugiados, dos quais 1500 judeus.
No entanto, depois de alguns meses, os refugiados foram expulsos ou presos. Por sua vez, o Padre Kolbe, ao recusar a naturalização alemã, para se salvar, foi preso em 17 de fevereiro de 1941, junto com quatro frades. Ao ser maltratado pelos guardas da prisão, foi obrigado a usar um hábito civil, porque o saio franciscano "perturbava" os nazistas.
Em 28 de maio, Padre Kolbe foi deportado para o Campo de extermínio de Auschwitz. Com o número 16670, foi colocado junto com os judeus, por ser sacerdote, onde foi obrigado a trabalhos forçados, como o transporte de cadáveres para os fornos crematórios.

Vida e testemunho em Auschwitz

Sua dignidade de sacerdote encorajava os outros prisioneiros. Uma testemunha recorda: "Kolbe era um príncipe para nós".
No final de julho, o Padre foi transferido para o Bloco 14, onde os prisioneiros trabalhavam na lavoura. Mas, um deles conseguiu fugir escapar. Por isso, os nazistas pegaram dez prisioneiros para morrer no “lager”. Padre Kolbe ofereceu-se para morrer no lugar de um dos "escolhidos", pai de família e companheiro de prisão. O desespero dos condenados transformou-se em oração comum, guiada pelo sacerdote.
Após 14 dias, apenas quatro ficaram vivos, inclusive o Padre Maximiliano. Então, os guardas decidiram abreviar sua agonia com uma injeção letal de ácido fênico. Padre Maximiliano Kolbe estendeu seu braço, recitando a "Ave Maria"! Estas foram suas últimas palavras. Era o dia 14 de agosto de 1941.




quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Santa Dulce dos Pobres




Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes nasceu no dia 26 de maio de 1914, na Bahia, Brasil. Era a segunda filha do casal Augusto Lopes Pontes e Dulce Souza Brito, que já tinha quatro outros filhos. Sua mãe morreu aos 26 anos, quando ela tinha apenas 6 anos de idade, porém, teve uma infância feliz, com os irmãos e os parentes, que procuravam compensar a grande perda. Certo dia, a menina foi com uma tia materna visitar os pobres de um convento. Foi diante de tanta privação e sofrimento que a pequena decidiu: “Quero ser freira e dedicar minha vida aos pobres”. E isso ela nunca esqueceu.

Maria Rita se desenvolveu pouco fisicamente, tornou-se uma mulher pequenina e de aparência muito frágil. Mas aos 19 anos, após diplomar-se professora, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em Sergipe e, aos 20 anos, fez sua profissão religiosa, assumindo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à mãe.

Determinada a atender os mais carentes, voltou à Bahia em 1934, iniciando um trabalho de assistência à comunidade pobre de Alagados e Itapagipe. Nesse mesmo ano funda a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário de Salvador. A imprensa começa a chamá-la de Irmã Dulce dos Pobres, o anjo dos Alagados. Em 1937, fundou o Círculo Operário da Bahia.

Decidida a acolher os doentes que a procuravam, Irmã Dulce os abrigava em casas abandonadas e, em seguida, saía em busca de alimentos, remédios, assistência médica e ajuda financeira dos comerciantes e pessoas amigas. Seu lema era: “Amar e servir o mais necessitado entre os necessitados, como se acolhesse o próprio Cristo”.

E, sob esse escudo, Irmã Dulce iniciou seu trabalho assistencial num albergue improvisado em 1946, no galinheiro do convento das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, para acolher 70 doentes que ela havia recolhido nas ruas de Salvador. Atualmente, a Associação Obras Sociais Irmã Dulce é a maior ONG de saúde no Norte e Nordeste e a 9ª do Brasil, atendendo, em seus onze núcleos, mais de um milhão de carentes por ano, um trabalho inteiramente gratuito. Nessas Obras Sociais estão portadores de deficiências, idosos, crianças, adolescentes, mendigos, alcoólicos, toxicômanos e todos os que vivem à margem da sociedade.

Para construir sua obra, Irmã Dulce contou com o apoio do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. No dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa São João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Quatro anos depois fundou a Associação Filhas de Maria Servas dos Pobres. E em 1988, foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz.

Em 20 de outubro de 1991, na segunda visita ao Brasil, o Papa São João Paulo II fez questão de visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada no seu leito de enferma, no Convento Santo Antônio. Aos 13 de março de 1992, Irmã Dulce faleceu, com 77 anos de idade. A fragilidade dos últimos trinta anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente, tinha setenta por cento da capacidade respiratória comprometida, não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e respeitadas instituições filantrópicas do país.

Por esse exemplo de vida, a Igreja Católica abriu o processo para a beatificação de Irmã Dulce, em 2000. No final da fase diocesana, após um ano e meio, o Papa São João Paulo II a distinguiu como Serva de Deus.

O Memorial Irmã Dulce guarda hoje cerca de dois mil relatos documentados de graças alcançadas por baianos, pessoas de outros Estados e até de outros países, concedidas por intercessão de Irmã Dulce, que atestam a sua fama de santidade ainda em vida e as virtudes heroicas do “Anjo Bom da Bahia”, como a freira, já no final da vida, era reconhecida.

O decreto de beatificação de Irmã Dulce foi assinado pelo Papa Bento XVI no dia 10 de dezembro de 2010, após reconhecimento de um milagre da freira. Durante o Consistório Ordinário Público realizado no dia 1º de julho de 2019, o Papa Francisco anunciou que Irmã Dulce e outros quatro beatos serão canonizados,no Vaticano, durante o Sínodo para a Amazônia.

No dia 13 de outubro de 2019, em uma cerimônia presidida pelo Papa Francisco, no Vaticano, Irmã Dulce foi proclamada “Santa Dulce dos Pobres”, tornando-se a primeira santa brasileira.

Santa Dulce dos Pobres tem sua data no calendário litúrgico no dia 13 de agosto. 🙏♥️ VEJA COMO FOI A CANONIZAÇÃO !

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FONTE:

https://franciscanos.org.br/vidacrista/santo-do-dia/


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Compadre Francisco #51 | Especial Capítulo das Esteiras 2026

 



No episódio #51 do Compadre Francisco, vamos conhecer mais sobre o Capítulo das Esteiras, celebrado como um grande momento jubilar da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil. Conversamos com Frei Diego Melo, que nos ajuda a compreender o significado do Capítulo das Esteiras, e com Frei Bruno Almeida, que fala sobre a Profissão Solene vivida durante essa celebração. Um encontro marcado pela alegria de celebrar os 350 anos da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e os 800 anos da Páscoa de São Francisco de Assis.



terça-feira, 11 de agosto de 2026

FESTA DE SANTA CLARA DE ASSIS- CLIQUE NO LINK JUNTO DA IMAGEM E VEJA TODAS AS PUBLICAÇÕES NESSE BLOG SOBRE A SANTA.




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Hino a Santa Clara de Assis | Ilumina a Mente, Ilumina o Olhar!


"Ó Santa Clara, clareia nossa vida, luz da esperança, chama abençoada! Ilumina a mente, ilumina o olhar, Santa Clara, vem nos abençoar!" 🕯️✨🙏 Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda ao nosso canal! Em comemoração à festa de Santa Clara de Assis, padroeira da televisão, da comunicação e protetora da visão, apresentamos este emocionante Hino a Santa Clara de Assis. Seguidora fiel de São Francisco de Assis na pobreza, na humildade e no amor a Deus, Santa Clara nos ensina o poder da oração e da coragem. Com o Santíssimo Ostensório em mãos, protegeu seu convento e a cidade sem nada temer, mostrando que a fé vence todo o medo e afasta qualquer escuridão. Destaques da Canção: O Exemplo Franciscano: A entrega serena, o amor à pobreza e a busca pela paz sincera no silêncio do lar. Protetora da Visão: Um pedido de iluminação para a visão física e espiritual, trazendo clareza para enxergar Deus em toda a criação. Versos Declamados: Reflexão sobre a força, o consolo e o milagre da oração que alcança os céus. Que a luz de Santa Clara clareie os seus caminhos, proteja a sua família e renove a sua fé! 🕯️ MINHA ORAÇÃO: Você precisa de clareza em alguma decisão ou pede a proteção de Santa Clara para a sua visão e de sua família? Deixe o seu nome nos comentários. Escreva também: "Santa Clara, clareia a minha vida e ilumina o meu olhar!" 🔔 INSCREVA-SE NO CANAL: Se este hino abençoou o seu dia, inscreva-se no canal
Catolico Hoje
Catolico Hoje , deixe o seu like e compartilhe esta linda oração com seus amigos e grupos de oração!


Clara por Claras 11 | Feliz dia de Santa Clara #11

 


No 11º e último episódio da 5ª edição da série "Clara por Claras", celebramos a festa de Santa Clara de Assis com um episódio especial dedicado à vocação contemplativa. . As Irmãs Clarissas partilham suas experiências, respondem a perguntas sobre o chamado vocacional e deixam um convite para quem deseja descobrir os caminhos que Deus prepara para sua vida. . No final, um momento especial de canto e a Bênção de Santa Clara. Feliz Dia de Santa Clara! Que seu testemunho continue despertando novos corações para o Evangelho.


Santa Clara de Assis - Mensagem do Ministro Provincial Frei Paulo Roberto Pereria

 

TvFranciscanos

Neste dia 11 de agosto, celebramos Santa Clara de Assis, uma das grandes referências da espiritualidade franciscana e companheira de caminhada de São Francisco de Assis. . Por ocasião desta data, o Ministro Provincial, Frei Paulo Roberto Pereira, deixa uma mensagem sobre a vida e o carisma de Santa Clara, recordando a força de seu testemunho e sua contribuição para a espiritualidade franciscana. . Que Santa Clara interceda por nós e nos ajude a viver o Evangelho com simplicidade, fé e fidelidade. Santa Clara de Assis, rogai por nós!


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Clara por Claras | Do crack ao claustro - Testemunho vocacional #10

 

TvFranciscanos

No décimo episódio da 5ª edição da série "Clara por Claras", Fansuele Marques da Cruz partilha uma história de superação e chamado: um caminho marcado por desafios que a conduziu ao encontro com Deus e à descoberta da vocação contemplativa. . Do passado ao presente, seu testemunho revela como a graça de Deus pode abrir novos caminhos e transformar uma vida por meio da fé, da esperança e do discernimento vocacional. Uma história de recomeço, entrega e vocação que convida a acreditar na força transformadora de Deus.

domingo, 9 de agosto de 2026

Clara por Claras | A esperança para o mundo de hoje #09

 


No nono episódio da 5ª edição da série "Clara por Claras", Ir. Maria Angela da Apresentação reflete sobre a esperança que brota da vida contemplativa e ilumina o mundo de hoje. . Em meio aos desafios, incertezas e inquietações do nosso tempo, o testemunho das Irmãs Clarissas recorda que a verdadeira esperança nasce da confiança em Deus, da perseverança na oração e do amor que transforma os corações.


sábado, 8 de agosto de 2026

Caminhos do Evangelho | 19º Domingo do Tempo Comum - Frei Marx Rodrigues

 


Confira a reflexão de Frei Marx Rodrigues dos Reis para o 19º Domingo do Tempo Comum, Ano A, no programa “Caminhos do Evangelho”. Uma oportunidade para aprofundar a Palavra de Deus e iluminar a caminhada de fé.
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Evangelho (Mt 14,22-33): Logo em seguida, Jesus mandou que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. Depois de despedi-las, subiu à montanha, a sós, para orar. Anoiteceu, e Jesus continuava lá, sozinho. O barco, entretanto, já longe da terra, era atormentado pelas ondas, pois o vento era contrário.
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Nas últimas horas da noite, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, ficaram apavorados e disseram: «É um fantasma». E gritaram de medo. Mas Jesus logo lhes falou: «Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!». Então Pedro lhe disse: «Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água». Ele respondeu: «Vem!». Pedro desceu do barco e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. Mas, sentindo o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: «Senhor, salva-me!». Jesus logo estendeu a mão, segurou-o e lhe disse: «Homem de pouca fé, por que duvidaste?».Assim que subiram no barco, o vento cessou. Os que estavam no barco ajoelharam-se diante dele, dizendo: «Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!».
Fonte textohttps://evangeli.net/

Clara por Claras 08 | A presença das Clarissas junto à Fazenda da Esperança #08

 


No oitavo episódio da 5ª edição da série "Clara por Claras", Ir. Maria Cristiane da Eucaristia fala sobre a missão das Irmãs Clarissas junto à Fazenda da Esperança. Mesmo na vida contemplativa, a oração ultrapassa os muros do Mosteiro e alcança aqueles que mais necessitam de esperança. Em comunhão com a Fazenda da Esperança, as Clarissas sustentam, com sua intercessão e testemunho, homens e mulheres que buscam uma vida nova. Descubra como a força da oração e da vida contemplativa se torna sinal de esperança e transformação para tantas pessoas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Clara por Claras | A alegria da pobreza evangélica 07

 


No sétimo episódio da 5ª edição da série "Clara por Claras", Ir. Maria Antonieta de Jesus reflete sobre a alegria da pobreza evangélica, um dos pilares da espiritualidade de Santa Clara. 

Mais do que renunciar aos bens materiais, a pobreza evangélica é um caminho de confiança em Deus, liberdade interior e partilha. É descobrir que a verdadeira riqueza está em Cristo e no amor vivido com simplicidade.