"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

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segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Devo florir onde o Senhor me plantar - Santa Clara de Assis















Esta frase de Santa Clara de Assis nos convida a aceitar com serenidade o lugar e a missão que Deus nos confia. 

Florir onde somos plantados é reconhecer que, independentemente das circunstâncias ou do ambiente, somos chamados a crescer e a espalhar bondade e amor.

Frades Franciscanos OFM



quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Hino de Santa Clara de Assis




Hino de Santa Clara de Assis Santa Clara de Assis  nascida como Chiara d'Offreducci em Assis (Itália), no dia 16 de Julho de 1193, e falecida em Assis, no dia 11 de Agosto de 1253, foi a fundadora do ramo feminino da ordem franciscana, a chamada Ordem de Santa Clara (ou Ordem das Clarissas).
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Pertencia a uma nobre família e era dotada de grande beleza. Destacou-se desde cedo pela sua caridade e respeito para com os pequenos, tanto que, ao deparar-se com a pobreza evangélica vivida por São Francisco de Assis, foi tomada pela irresistível tendência religiosa de segui-lo.
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Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, aos dezoito anos Clara abandonou o seu lar para seguir Jesus mais radicalmente. Para isto foi ao encontro de São Francisco de Assis na Porciúncula e fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana, também conhecido por "Damas Pobres" ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza.
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O seu primeiro milagre foi em vida, demonstrando a sua grande fé. Conta-se que uma das irmãs da sua congregação havia saído para pedir esmolas para os pobres que iam ao mosteiro. Como não conseguiu quase nada, voltou desanimada e foi consolada por Santa Clara que lhe disse: "Confia em Deus!". Quando a santa se afastou, a outra freira foi pegar no embrulho que trouxera e não conseguiu levantá-lo, pois tudo havia se multiplicado.
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Em outra ocasião, aquando da invasão de Assis pelos sarracenos, Santa Clara apanhou o ostensório com a hóstia consagrada e enfrentou o chefe deles, dizendo que Jesus Cristo era mais forte que eles. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Por este milagre Santa Clara é representada segurando o Ostensório na mão.

O corpo incorrupto de Santa Clara, em Assis.

Um ano antes de sua morte em 1253, Santa Clara assistiu a Celebração da Eucaristia sem precisar sair do seu leito. Neste sentido é que é aclamada como protetora da televisão.

Diversos episódios da vida de Santa Clara e São Francisco compõem os Fioretti de São Francisco1 . Escritos muitos anos após a morte de ambos, é dificil atestar a correção destes relatos, mas, com certeza, retratam bem o espírito de ambos e os primeiros acontecimentos quando da criação das Ordens Franciscanas.

11 DE AGOSTO DE 2016-data publicação inicial.

Clara por Claras: Protegida pela Eucaristia



Rezemos para que Santa Clara nos ensine o real valor da Eucaristia, que nos alimenta e dá forças para enfrentarmos os desafios de todos os dias!
VÍDEO : TvFranciscanos


FUGA DOS SARRACENOS-A força da oração.


Clara não podia compreender uma vida consagrada com a segurança dos grandes mosteiros e das grandes propriedades. A Santa se empenhava valentemente para que ela e suas irmãs pudessem viver em alegre e austera pobreza. 

Houve uma época em que os sarracenos estavam nos vales das cercanias de Assis. Eles eram soldados muçulmanos contratados por Frederico II, que já tinha sido ex-comungado pela segunda vez, para tomar Assis, uma comuna filo-papal. Todos os conventos dessa época já tinha sido saqueados e faltava apenas São Damião.

A iminência de um ataque deixava os damianitas em pavor. Segundo Celano, tremendo para falar, levaram seus prantos à madre. Corajosa, ela mandou que a levassem, doente, para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente uma caixinha de prata revestida de marfim, onde guardavam com suma devoção o Santíssimo.

Prostrada no chão, assim rezou:
"Meu Senhor, quereis entregar estas vossas servas frágeis, que criei em vosso amor, nas mãos dos pagãos? Guardai, eu vos suplico, Senhor, estas vossas servas que no momento não posso defender com minhas forças". Ouviu-se, então, uma voz dizendo: "Eu vos defenderei sempre!". 

"Meu Senhor, acrescentou ela, protegei também, se assim for de vosso agrado, esta cidade que nos sustenta por amor de Vós". "Assis sofrerá sérios transtornos, mas será defendida por minha fortaleza".

Levantando o rosto banhado em lágrimas, confortou as irmãs que choravam: "Minhas filhas, asseguro que ninguém sofrerá nata; basta confiar em Cristo".

No mesmo instante, os invasores se puseram em fuga, descendo pelos muros que haviam escalado, tal a força daquela que orava e a graça concedida pelo Senhor.

FONTE:  https://www.franciscanos.org.br/index.php


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Testamento de Santa Clara de Assis


1 Em nome do Senhor! (cfr. Col 3,17) Amém!
2 Entre outros benefícios que temos recebido e ainda recebemos diariamente da generosidade do Pai de toda misericórdia (cfr. 2Cor 1,3) e pelos quais mais temos que agradecer ao glorioso Pai de Cristo,
3 está a nossa vocação que, quanto maior e mais perfeita, mais a Ele é devida.
4 Por isso diz o Apóstolo: “Reconhece a tua vocação” (cf. 1Cor 1,26).
5 O Filho de Deus fez-se para nós o Caminho (cf. Jo 14,6; 1Tm 4,12), que nosso bem-aventurado pai Francisco, que o amou e seguiu de verdade, nos mostrou e ensinou por palavra e exemplo.
6 Por isso, queridas Irmãs, devemos considerar os imensos benefícios que Deus nos concedeu,
7 mas, entre outros, aqueles que Ele se dignou realizar em nós por seu dileto servo, nosso pai São Francisco,
8 não só depois de nossa conversão mas também quando estávamos na miserável vaidade do mundo.
9 Pois, quando o santo, logo depois de sua conversão, sem ter ainda irmãos ou companheiros,
10 estava construindo a igreja de São Damião, em que foi visitado plenamente pela graça divina, e foi impelido a abandonar totalmente o mundo,
11 numa grande alegria e iluminação do Espírito Santo, profetizou a nosso respeito aquilo que o Senhor veio a cumprir mais tarde.
12 Pois, nessa ocasião, subindo ao muro da igreja, ele disse em voz alta e em francês para uns pobres que moravam ali perto:
13 Venham me ajudar na obra do mosteiro de São Damião,
14 porque nele ainda haverão de morar umas senhoras cuja vida famosa e santo comportamento vão glorificar nosso Pai celestial (cfr. Mt 5,16) em toda a sua santa Igreja.
15 Nisso nós podemos considerar, portanto, a copiosa bondade de Deus para conosco,
16 pois, em sua imensa misericórdia e amor, dignou-se contar essas coisas sobre nossa vocação e eleição (cfr. 2Pd 1,10), através do seu santo.
17 E o nosso bem-aventurado pai Francisco não profetizou isso só a nosso respeito, mas também sobre as outras que haveriam de vir, na santa vocação em que Deus nos chamou.
18 Com que solicitude, então, com que zelo da mente e do corpo devemos observar o que foi mandado por Deus e por nosso pai, para restituir o talento multiplicado, com a colaboração do Senhor!
19 Pois o próprio Senhor colocou-nos não só como modelo, exemplo e espelho para os outros, mas também para nossas irmãs, que ele vai chamar para a nossa vocação,
20 para que também elas sejam espelho e exemplo para os que vivem no mundo.
21 Portanto, se o Senhor nos chamou a coisas tão elevadas que em nós possam espelhar-se as que deverão ser exemplo e espelho para os outros,
22 estamos bem obrigadas a bendizer e louvar a Deus, dando força ainda maior umas às outras para fazer o bem no Senhor.
23 Por isso, se vivermos de acordo com essa forma, daremos aos outros um nobre exemplo (cfr. 2Mc 6,28.31) e vamos conquistar o prêmio da bem-aventurança eterna com um trabalho muito breve.
24 Depois que o Altíssimo Pai celestial, por sua misericórdia e graça, se dignou iluminar meu coração para fazer penitência segundo o exemplo e ensino de nosso bem-aventurado pai Francisco,
25 pouco depois de sua conversão, com algumas irmãs que Deus me dera logo após a minha conversão, eu lhe prometi obediência voluntariamente,
26 como o Senhor nos concedera pela luz da sua graça através da vida admirável e do ensinamento dele.
27 Vendo o bem-aventurado Francisco que nós, embora frágeis e fisicamente sem forças, não recusávamos nenhuma privação, pobreza, trabalho, tribulação, nem humilhação ou o desprezo do mundo,
28 e até julgávamos tudo isso as maiores delícias, como pôde comprovar freqüentemente em nós a exemplo dos santos e dos seus frades, alegrou-se muito no Senhor.
29 E movido de piedade para conosco, assumiu o compromisso, por si e por sua Ordem, de ter sempre por nós o mesmo cuidado diligente e a mesma atenção especial que tinha para com seus irmãos.
30 E assim, por vontade de Deus e do nosso bem-aventurado pai Francisco, fomos morar junto da igreja de São Damião,
31 onde em pouco tempo o Senhor nos multiplicou por sua misericórdia e graça, a fim de que se cumprisse o que tinha predito por seu santo.
32 Pois antes tínhamos morado em outro lugar, embora por pouco tempo.
33 Depois escreveu para nós uma forma de vida, principalmente para que perseverássemos sempre na santa pobreza.
34 E não se contentou em exortar-nos durante a sua vida com muitos sermões (cfr. Act 20,2) e exemplos ao amor e observância da santa pobreza, mas nos deu muitos escritos, para que depois de sua morte não nos desviássemos dela de modo algum,
35 como o Filho de Deus, enquanto viveu neste mundo, não quis jamais afastar-se da santa pobreza.
36 Também o nosso bem-aventurado pai Francisco, imitando os seus passos (cfr. 1Pd 2,21), pelo exemplo e pelo ensinamento, nunca se desviou, em toda a vida, de sua santa pobreza, que escolheu para si e seus irmãos.
37 Por isso eu, Clara, serva de Cristo e das Irmãs Pobres do mosteiro de São Damião, embora indigna, e verdadeira plantinha do santo pai, considerando com as minhas outras Irmãs a nossa tão alta profissão e o mandamento de tão grande pai,
38 como também a fragilidade de outras, que temíamos em nós mesmas depois do falecimento do nosso pai São Francisco, que era a nossa coluna e única consolação depois de Deus e o nosso apoio (cfr. 1Tm 3,15),
39 repetidas vezes fizemos nossa entrega voluntária a nossa santíssima Senhora Pobreza, para que, depois de minha morte, as Irmãs que estão e as que vierem não possam de maneira alguma afastar-se dela.
40 E como sempre fui cuidadosa e solícita em observar a santa pobreza que prometemos ao Senhor e ao nosso bem-aventurado pai Francisco, e em fazer que fosse observada pelas outras,
41 assim sejam obrigadas até o fim aquelas que vão me suceder no ofício a observar e fazer observar sua santa pobreza, com o auxílio de Deus.
42 Para maior segurança, tive a preocupação de conseguir do senhor papa Inocêncio, em cujo tempo começamos, e dos seus outros sucessores, que corroborassem com os seus privilégios a nossa profissão da santíssima pobreza, que prometemos ao Senhor e ao nosso bem-aventurado pai,
43 para que em tempo algum nos afastássemos dela de maneira alguma.
44 Por isso, de joelhos dobrados e prostrada de corpo e alma, recomendo todas as minhas Irmãs atuais e futuras à santa mãe Igreja Romana, ao Sumo Pontífice e principalmente ao senhor cardeal que for encarregado da Ordem dos Frades Menores e de nós,
45 para que, por amor daquele Deus que pobre foi posto no presépio (cfr. Luc 12,32), viveu pobre no mundo e ficou nú no patíbulo,
46 faça com que sempre o seu pequeno rebanho (cfr. Lc 12,32), que o Senhor Pai gerou em sua Igreja pela palavra e o exemplo do nosso bem-aventurado pai São Francisco para seguir a pobreza e a humildade do seu Filho dileto e da Virgem, sua gloriosa Mãe,
47 observe a santa pobreza que prometemos a Deus e a nosso bem-aventurado pai Francisco e nela digne-se encorajá-las e conserva-las.
48 E como o Senhor nos deu nosso bem-aventurado pai Francisco como fundador, plantador e auxílio no serviço de Cristo e naquilo que prometemos ao Senhor e ao nosso pai,
49 e como ele durante a sua vida mostrou tanto cuidado em palavras e obras para tratar e cuidar de nós, sua plantinha,
50 assim recomendo e confio minhas Irmãs, presentes e futuras, ao sucessor do nosso bem-aventurado pai Francisco e a toda a Ordem,
51 para que nos ajudem a crescer sempre mais no serviço de Deus e principalmente a observar melhor a santa pobreza.
52 Se em algum tempo acontecer que as Irmãs tenham que deixar este lugar para se estabelecer em outro, sejam obrigadas, em qualquer lugar em que estiverem depois da minha morte, a observar a referida forma de pobreza que prometemos a Deus e a nosso bem-aventurado pai Francisco.
53 A que estiver no ofício deve ser tão solícita e previdente como as outras Irmãs para não adquirir nem receber junto a esse lugar nenhuma terra a não ser a que for exigida pela extrema necessidade para a horta em que temos que cultivar verduras.
54 Mas se em algum lugar, para honestidade e para isolamento do mosteiro for conveniente ter mais terreno além da cerca da horta, não permitam que seja adquirido ou mesmo recebido mais do que for pedido pela necessidade extrema.
55 E essa terra não deve ser trabalhada nem semeada mas ficar sempre baldia e inculta.
56 No Senhor Jesus Cristo, aconselho e admoesto a todas as minhas Irmãs, presentes e futuras, que sempre se empenhem em seguir o caminho da santa simplicidade, da humildade, da pobreza e também uma vida honesta e santa,
57 como aprendemos de Cristo e de nosso bem-aventurado pai Francisco desde o início de nossa conversão.
58 Foi dessas coisas que, não por nossos méritos mas só por misericórdia e graça de quem o deu, o Pai das misericórdias, espalhou-se o perfume (cfr. 2Cor 1,3; 2,15) da boa reputação, tanto para os de longe como para os de perto.
59 E amando-vos umas às outras com a caridade de Cristo, demonstrai por fora, por meio das boas obras, o amor que tendes dentro,
60 para que, provocadas por esse exemplo, as Irmãs cresçam sempre no amor de Deus e na mútua caridade.
61 Rogo também à que estiver a serviço das Irmãs que trate de estar à frente das outras mais por virtudes e santos costumes do que pelo ofício,
62 de forma que suas Irmãs, provocadas por seu exemplo, não obedeçam tanto por dever como por amor.
63 Seja também previdente e discreta para com suas Irmãs, como uma boa mãe faz com suas filhas,
64 tratando especialmente de provê-las de acordo com as necessidades de cada uma, com as esmolas que forem dadas pelo Senhor.
65 Também seja tão bondosa e acessível que possam manifestar com segurança suas necessidades 66 e recorrer a ela confiadamente a qualquer hora, como lhes parecer conveniente, tanto por si mesmas, como por suas Irmãs.
67 Mas as Irmãs que são súditas lembrem-se de que renunciaram à própria vontade por amor de Deus.
68 Por isso quero que obedeçam à sua mãe, como prometeram ao Senhor, espontaneamente,
69 de modo que sua mãe, vendo o amor, a humildade e a unidade que as Irmãs têm entre si, possa levar mais facilmente o peso que tem que suportar por causa do ofício,
70 e o que é molesto e amargo mude-se em doçura para ela pelo bom comportamento das Irmãs.
71 E como é estreito o caminho e apertada a porta por onde se vai e se entra na vida, são poucos os que por aí passam e entram (cfr. Mt 7,13.14).
72 E se há alguns que nele andam por um tempo, são pouquíssimos os que nele perseveram.
73 Mas felizes são aqueles a quem foi dado andar por ele e perseverar até o fim (cfr. Sl 118,1; Mt 10,22).
74 Tomemos cuidado, portanto, para que, se entramos pelo caminho do Senhor, de maneira alguma nos afastemos dele em algum tempo por nossa culpa e ignorância,
75 para não ofendermos a tão grande Senhor, a sua Virgem Mãe, a nosso bem-aventurado pai Francisco, à Igreja triunfante e mesmo à militante.
76 Pois está escrito: Malditos os que se desviam de vossos mandamentos (Sl 118,21).
77 Por isso dobro os joelhos diante do Pai de nosso Senhor Jesus Cristo (cfr. Ef 3,14) para que, pela intercessão dos méritos de sua Mãe, a gloriosa Virgem Santa Maria, de nosso bem-aventurado pai Francisco e de todos os santos,
78 o Senhor que deu o bom começo dê o crescimento (cfr.1Cor 3,6.7) e também a perseverança até o fim. Amém.

79Este escrito, para que seja mais bem observado, deixo a vocês, minhas caríssimas e queridas irmãs, presentes e futuras, como sinal da bênção do Senhor e de nosso beato pai Francisco, e da minha bênção, sua mãe e feito a mão.
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O testamento da bem-aventurada virgem Clara é explícito.


Em Latim:
79 Hoc scriptum, ut melius debeat observari, relinquo vobis, carissimis et dilectis sororibus meis, praesentibus et venturis, in signum benedictionis Domini et beatissimi patris nostri Francisci et benedictionis meae, matris et ancillae vestrae.

Explicit Testamentum beatae Clarae virginis.


quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Assis de São Francisco, 2ª Parte: Basílica de Santa Clara, a casa paterna de São Francisco, a Igreja de São Damião e São Pedro e a Porciúncula.



Programa NOSSA IGREJA com Ir.Anderson Pitz, LC.

Tema: Assis de São Francisco, 2ª Parte: Basílica de Santa Clara, a casa paterna de São Francisco, a Igreja de São Damião e São Pedro e a Porciúncula.

Rede Católica SagradaFamília

SANTA CLARA ÉS BELO LÍRIO



Lançamento do CD "Perfeita Alegria - Frei Florival & Amigos" na comunidade São Vicente de Paulo, Colatina-ES, no dia 26/10/2013.
SANTA CLARA ÉS BELO LÍRIO
Letra e Música: Fr. Ulysses Antonio Nunes Calvo, ofm e Fr. Ademir José Peixer, ofm
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1. De Assis filha ditosa de família e tradição
Prometida em casamento pra uma vida sem paixão.
No teu ser havia um sonho escondido até então
Revelou-se de repente em Francisco seu irmão.
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2. De poesia e romantismo não viveu teu coração
Despojando-se de tudo entregou-se a vocação.
Sol e Lua se encontraram em fraterna comunhão
Pelos pobres e leprosos fez da vida uma oração.
Ref.: Santa Clara és belo lírio, és plantinha do Senhor
Terna mãe, ardor e brilho, doce bênção do Senhor.
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3. Não demoras tão sozinha muitas logo vem a ti
Pra na radical pobreza nova ordem construir.
Da oração contemplativa do trabalho serviçal
São Damião agora brilha com fulgor celestial.
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4. Os milagres logo surgem de tua vida virginal
Cegos, coxos e leprosos todos querem um sinal.
Radical na obediência, na acolhida maternal
Corpo e alma são curados tu repeles todo o mal.
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5. A "Plantinha de Francisco" com seu Pai quer se encontrar
E com a ceia fabulosa toda Assis sua luz verá.
E já fraca e doente em sua fé tem proteção
Expulsando os sarracenos com o ostensório em sua mão.
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6. Clara em nome, clara em vida, claro foi teu ideal
Dama pobre e virtuosa de pureza sem igual.
Chega o dia em que o esposo vem buscar-te para Deus
No teu corpo incorrupto vê-se aquilo o que viveu.

Paróquia Santa Clara de Assis - Colatina

SANTA CLARA E FRANCISCO-FILME (Comemora-se o dia da Santa Clara 11/08)



Oración a Santa Clara de Asis

Gloriosísima virgen y dignísima madre Santa Clara,
espejo clarísimo de santidad y pureza,
base firme de la más pura fe,
incendio de perfecta caridad
y erario riquísimo de todas las virtudes.
Por todos los favores
con que el Divino Esposo os colmó,
y la especial prerogativa de haber hecho vuestra alma
trono de su infinita grandeza,
alcánzanos de la inmensa piedad
que limpia nuestras almas
de las manchas y de las culpas,
y destituidas de todo efecto terreno
sean templo digno de su habitación.

También te suplicamos
por la paz y la unidad de la Iglesia Católica,
para que se conserve en su unidad de fe,
santidad y costumbres
que la hacen incontrastable
ante los esfuerzos de sus enemigos.

Y si fuese para mayor gloria de Dios
y bien espiritual mío cuanto
pido por esta oración,
vos como madre y protectora
presentad mis deseos en el despacho divino,
pues yo confío en vuestra bondad infinita
que por vuestros méritos alcanzaré
cuanto pido por esta oración,
para su mayor honra y gloria.

Amén Jesús.

TRADUÇÃO DIRETA:

Oração a Santa Clara de Assis

Gloriosa Virgem e digníssima Mãe Santa Clara,
espelho muito clara de santidade e pureza,
alicerce firme da fé mais pura,
fogo da caridade perfeita
e rico tesouro de todas as virtudes.
Para todos os favores
que têm esbanjado Esposo divino,
e a prerrogativa especial de ter feito a sua alma
trono de Sua infinita grandeza,
alcançai-nos a imensa pena
limpeza nossas almas
manchas e defeitos,
e destituídos de todo efeito de campo
são templo digno de seu quarto.

Nós também rogar
para a paz e a unidade da Igreja Católica,
a ser mantido na sua unidade de fé,
santidade e costumes
que fazem incompreensível
aos esforços de seus inimigos.

E se para a maior glória de Deus
e bem espiritual como o meu
Eu oro por esta oração,
você, como mãe e protetora
Apresentar os meus desejos no ofício divino,
pois confio na sua bondade infinita
que vai atingir seus méritos
Como eu oro por esta oração,
para sua maior honra e glória.

Amém Jesus.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

Lugar onde Santa Clara Viveu Milagre da Eucaristia




Benção de Santa Clara de Assis




Bênção de Santa Clara, ilustrada com fotografias tiradas pelas Irmãs Clarissas do Mosteiro Nazaré de Lages, Santa Catarina, Brasil.

Como, estando enferma, Santa Clara foi miraculosamente transportada, na noite de Natal, à igreja de São Francisco e aí assistiu ao ofício


Estando uma vez Santa Clara gravemente enferma, tanto que não podia ir dizer o oficio na igreja com as outras freiras, chegando a solenidade da Natividade de Cristo, todas as outras foram a Matinas; e ela ficou sozinha no leito, malcontente por não poder juntamente com as outras ir- e ter aquela consolação espiritual.
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Mas Jesus Cristo, seu esposo, não querendo deixá-la assim desconsolada, fê-la miraculosamente transportar à igreja de São Francisco e assistir a todo o ofício e à missa da meia-noite; e além disto, receber a santa comunhão e depois ser trazida ao leito.
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Voltando as freiras para junto de Santa Clara, acabado o oficio em São Damião, disseram-lhe: “Ó nossa mãe, Soror Clara, que grande consolação tivemos nesta noite de santa Natividade! Prouvesse a Deus que houvésseis estado conosco!" E Santa Clara responde: "Graças e louvores rendo ao meu Senhor Cristo bendito, irmãs minhas e filhas caríssimas; porque a todas as solenidades desta santíssima noite e maiores do que as que assististes, assisti eu com muita consolação de minha alma; porque, por procuração do meu Pai São Francisco e pela graça de meu Senhor Jesus Cristo, estive presente na igreja do meu Pai São Francisco; e com as minhas orelhas corporais e mentais ouvi o canto e o som dos órgãos que aí tocaram; e lá mesmo recebi a santa comunhão.
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E por tanta graça a mim concedida rejubilai-vos e agradecei a Nosso Senhor Jesus Cristo".
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Amém.
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Fioretti- cap. 035


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

VIDA DE SANTA CLARA DE ASSIS-(Seu dia 11/08)


Escuta filha, vê e presta atenção,
Esquece o teu povo e a casa de teu pai.
De tua Beleza se encantará o rei;
Ele é teu Senhor, inclina-te diante dele!”
(Salmo 44)

Chiara Favarone di Offreduccio nasceu a 16 de julho de 1194, em Assis. Seu nome, dado pela mãe, é a sua carteira de identidade: “Clara de nome, mais clara por sua vida e claríssima nas virtudes” (1Cel 8 ). Esta é a nossa Clara de Assis, Santa Clara, Mãe e Irmã, sopro do Espírito, luz para os que buscam as trilhas do sagrado e a plenitude do humano! Santa Clara morreu aos 11 de Agosto de 1253, no Convento de São Damião, aos sessenta anos, apertando nas mãos e no coração a Regra de Vida aprovada por Inocêncio IV, seu sonho, vocação e realização.
Aos dezoito anos, no dia 19 de Março de 1212, junta-se a Francisco de Assis, na Igreja de Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula e, a partir dali, Assis e o mundo ganham um modo fascinante e próprio de encarnar o Evangelho. A gentil dama assisiense diz adeus aos projetos da família biológica, às ofertas do mundo, à sua beleza e aos dotes matrimoniais, à riqueza, ao palácio, castelo e nobreza, à presença na sociedade de Assis, e vai, com sensibilidade e coragem indomável, seguir os caminhos do Senhor numa nova família espiritual. Esta escolha juvenil teve as marcas da fidelidade por quarenta anos.
Na sua adolescência e juventude, antes de seguir radicalmente o Evangelho e o jeito de Francisco, Clara já acolhia, atendia, cuidava e nutria enfermos, pobres e leprosos. Distribuía sorrisos, presença, sopa, ataduras e aquele modo feminino de aliviar as misérias de então. Uma mulher como ela, destinada às cortes e aos príncipes, que encontra tempo para os que estão fora do status e da riqueza, só pode inaugurar um virtuoso caminho que leva à santidade.
Esta mulher bela, inteligente, amável, segura, piedosa e admirada, constrói no jeito natural de sua juventude, a grande fundadora da Segunda Ordem, as Damas Pobres, as Reclusas de São Damião, as Damianitas, enfim as Clarissas. Quem tem uma vida concreta arrasta atrás de si seguidoras: Inês e Beatriz, suas irmãs de sangue, sua mãe Ortolana, cinqüenta Irmãs naquele primeiro Mosteiro de Assis e tantíssimas Irmãs Clarissas espalhadas pelo mundo. Quem são as Clarissas? Vamos buscar a resposta nas Fontes primitivas:
O biógrafo medieval, Tomás de Celano, assim diz: “Este é aquele feliz e santo lugar em que, decorrido já o espaço de quase seis anos da conversão do bem-aventurado Francisco, teve feliz início, por intermédio do mesmo homem bem-aventurado, a gloriosa Religião e excelentíssima Ordem das Damas Pobres e virgens santas; neste lugar, viveu a Senhora Clara, oriunda da cidade de Assis, pedra preciosa e fortíssima, fundamento de outras pedras sobrepostas. (...) Ela foi posta como proveito para muitas e, como exemplo, para inúmeras. Nobre pela estirpe, mais nobre pela graça; virgem no corpo, castíssima no espírito; jovem na idade, mas madura no espírito; firme no propósito e ardentíssima no desejo do amor divino; dotada de sabedoria e de especial humildade.(...) Sobre ela ergueu-se a nobre estrutura de preciosíssimas pérolas, cujo louvor provém não dos homens, mas de Deus (Rm2,29), visto que nem a limitada faculdade de pensar é capaz de meditá-la, nem a concisa linguagem é capaz de explicá-la. Pois, antes de tudo, vigora entre elas a especial virtude da mútua e contínua caridade que de tal forma une as vontades delas que, morando juntas quarenta ou cinquenta no mesmo lugar, o mesmo querer e o mesmo não querer fizeram nelas de diversos um único espírito. Em segundo lugar, em cada uma brilha a gema da humildade que de tal modo conserva os dons concedidos e os bens recebidos dos céus que merecem as demais virtudes. Em terceiro lugar, o lírio da virgindade e da castidade de tal maneira asperge todas com admirável odor que, esquecidas dos pensamentos terrenos, elas desejam meditar unicamente os celestes, e de fragrância dele nasce tão grande amor para com o Esposo eterno nos corações delas que a integridade deste sagrado afeto exclui delas todo costume da vida anterior. Em quarto lugar, todas foram marcadas pelo título da altíssima pobreza a ponto de mal ou nunca consentirem em satisfazer a extrema necessidade do alimento e da veste” (1Cel 8, 18-19).
Juntemos a esta precisa descrição de Celano a verdade de que Clara e suas filhas tem a coragem de centrar toda a energia do amor no Único Esposo, um amor incondicional, um amor de intimidade; que encontram na oração e na contemplação os canais mais convergentes para o Divino; na quietude e na solicitude, na fraternidade e na atividade, na minoridade e na benignidade, a tarefa de amar e servir.
Clara e Irmãs Clarissas, tronco da mesma raiz, flores femininas da mesma planta; missionárias da prece, comunhão eclesial, guardiãs do melhor que o Carisma tem: revelação, inspiração, reconstrução. Elas cuidam do manancial de onde brota a nossa vida evangélica franciscana, água viva com sabor clariano, que não podemos deixar de beber. Na Festa de Santa Clara vamos pedir a bênção para a Mãe!

Fonte Frei Vitório Mazzuco Filho:  http://carismafranciscano.blogspot.com/

Ver mais sobre a vida da Santa Clara:

Santa Clara de Assis  

Santa Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe, Clara tinha também o sangue da nobreza. Seu pai se chamava Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além da nobreza de origem, a família era rica, possuidora de não poucos bens. 

Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe também os ensinamentos da religião. Assim, desde criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra idade, já se privava de iguarias para, às escondidas, dá-las aos pobres.

Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara, sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza os pretendentes que os pais lhe apresentavam. Foi neste tempo que ouviu falar de Francisco, um jovem que deixou família e riquezas para, com um grupo de companheiros - todos considerados loucos pela sociedade - simplesmente viver segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta idéia a empolgou. Estava decidida: iria viver como aqueles jovens. Depois de algumas conversas com Francisco, foi feito por ambos um plano de fuga. Deste modo, na noite do domingo de Ramos de 1211 (ou 1212), Clara abandonava a casa e era conduzida à capela de Francisco e de seus companheiros para, aí, depor suas ricas vestes e vestir o hábito da penitência. Após esta breve cerimônia, Clara foi conduzida a um mosteiro de monjas beneditinas.

Quando a fuga foi descoberta, os parentes foram ao encalço dela. Tentaram de todos os modos possíveis convencê-la a voltar para casa. Mas ela, agarrando-se à toalha do altar, tirou o véu que lhe cobria a cabeça tonsurada, sinal de sua consagração a Deus. Os parentes viram que nada mais tinham que fazer.

Duas semanas depois, nova fuga da casa de Favarone. Era a segunda filha, Inês, que fugia e ia viver com Clara. Nova tentativa dos parentes de conduzir de volta a segunda filha. Tudo em vão. Assim, a nova comunidade fundada por Clara começava a crescer. Vieram em seguida suas antigas companheiras: Pacífica, Benvinda de Perusa, Cecília de Gualtieri, Filipa de Gislério, Cristiana de Bernardo e outras. Mais tarde veio também a outra irmã, Beatriz, e finalmente sua mãe Hortolana.

Depois de mais de quarenta anos de vida no mosteiro, uma vida escondida que, no entanto, irradiava por todas as regiões da Itália, Clara faleceu aos 11 de agosto de 1253, sendo canonizada apenas dois anos depois de seu falecimento.

"BENÇÃO DE SANTA CLARA"
"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". O Senhor as abençoe e guarde. Mostre-lhes o seu rosto e tenha misericórdia de vocês. Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz, a vocês minhas irmãs e filhas, e a todas as outras que vierem e permanecerem em sua comunidade, e a todas as outras, tanto presentes quanto futuras, que perseverarem até o fim nos outros mosteiros das senhoras pobres.

Eu, Clara, serva de Cristo, plantinha do nosso bem-aventurado pai São Francisco, irmã e mãe de vocês e das outras irmãs pobres, embora indigna, rogo a nosso Senhor Jesus Cristo, por sua misericórdia e por intercessão de sua Santíssima Mãe Santa Maria, de São Miguel Arcanjo e de todos os anjos de Deus, do nosso bem-aventurado Pai Francisco e de todos os santos e santas, que o próprio Pai celeste lhes dê e confirme esta santíssima bênção no céu e na terra: na terra, fazendo-as crescer na graça e em virtude entre seus servos e servas na sua Igreja militante; no céu, exaltando-as e glorificando-as na Igreja triunfante entre os seus santos e santas.

E as abençôo em minha vida e depois de minha morte, como posso com todas as bênçãos com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará seus filhos e filhas no céu e na terra, com os quais um pai e uma mãe espiritual abençoaram e abençoarão seus filhos e filhas espirituais. Amém.

Amem sempre as suas almas e as de todas as suas Irmãs, e sejam sempre solícitas na observância do que prometeram a Deus.

O Senhor esteja sempre com vocês, e oxalá estejam vocês também sempre com Ele". Amém.

Texto congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição.

Especial Santa Clara de Assis - A Consagração.

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Clara chegou à Porciúncula. Francisco a acolheu e lhe deu as boas-vindas. Comovida, ela entrou na igreja, ajoelhou-se diante do altar e, por alguns instantes, deteve-se em oração. Depois, levantou-se com decisão; tirou o calçado, despiu-se do vestido de brocado e o trocou por uma túnica grosseira, retirou seu rico cinto e o substituiu por uma corda áspera.
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Em seguida, ajoelhou-se ainda; soltou de uma vez os cabelos que deslizaram sobre os ombros; depois, permaneceu com a cabeça inclinada, à espera do último sacrifício.
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Francisco recolheu com delicadeza a loura cabeleira e, bem devagarzinho, a cortou. A cerimônia estava acabada.
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A reação dos parentes
Como era de se prever, a reação dos parentes de Clara não se fez esperar. Pela manhã, apenas descobriram sua fuga, puseram-se em pé de guerra e rapidamente chegaram ao mosteiro de São Paulo para reconduzi-la à casa. Ameaçaram arrombar a porta. Querem Clara, viva ou morta. Com o aparato exterior e as ameaças, esperam assustá-la, mas iludem-se! Clara é irremovível. Visto que era vã toda a ameaça, recorrem às boas maneiras, às lisonjas e às promessas; fazem apelo aos sentimentos, à dor da mãe, das irmãs, de toda a família, mas Clara é inflexível; sabe que está mais em segurança entre aquelas paredes do que se estivesse num castelo.
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Agarra-se ao altar – Quando se dá conta de que estão a ponto de perder o controle e recorrer à violência, Clara, com um gesto, fez desmoronar todas as ilusões deles: foge para a igreja e corre para junto ao altar; com uma das mãos segura a toalha e com a outra retira o véu da cabeça, fazendo-a aparecer sem os cabelos que haviam sido cortados.
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Demonstrava, assim, ser agora consagrada a Deus e que ninguém podia tocá-la. Diante de tanta firmeza, aos familiares outra coisa não restou senão abandonarem a igreja e o mosteiro e partirem confusos.
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Transferida para o mosteiro de Santo Ângelo – Em São Paulo, Clara pôde permanecer só poucos dias. Foram talvez as próprias monjas a solicitar o afastamento dela depois da confusão provocada por sua presença.
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Francisco interessou-se pela transferência dela. Mais uma vez, dirigiu-se aos Padres Beneditinos e obteve a transferência de Clara para o mosteiro de Santo Ângelo de Panzo.
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Finalmente um pouco de paz! – Na quietude e no silencio do mosteiro de Santo Ângelo, Clara pôde revigorar o seu ideal de vida.
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Apegava-se cuidadosamente às prescrições da Regra de São Bento, que possui como fundamento: “Ora et Labora”! Com isso, Clara não pretendia, certamente, abraçar a Regra de São Bento. Não teria tido sentido sua fuga para a Porciúncula, durante a noite, seu total abandono a Deus para além de qualquer estrutura, a exemplo de Francisco.
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No mosteiro de Santo Ângelo, Clara viveu por algumas semanas. Foram para ela dias de serenidade e de alegria indescritíveis.
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A alegria de Clara estava toda no sentir-se amada e protegida pelo Senhor, como mesmo amor com que uma mãe protege sua filhinha.
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A fuga de casa lhe havia fechado o mundo às costas para abrir-lhe um umbral do mistério de Deus. Sua vida, agora, havia se transformado em um arco-íris de oração e contemplação: em um agradecimento alegre e infantil.
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Fugira de casa em uma noite de primavera, para abraçar o ideal de total pobreza, e encontrara a verdadeira liberdade, a perfeita alegria. Havia atingido o seu sonho.
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Encontra-se com sua irmã Inês
Clara sentia a necessidade de externar sua ardente experiência mística. Quase todos os dias, sua irmã Inês ia visitá-la: era uma jovem belíssima, de somente quinze anos, de grande sensibilidade para com o sobrenatural. Depois da fuga de Clara, os familiares haviam depositado nela sua esperança.
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“Cara Inês — confiava-lhe a irmã — lembra-te: é preferível viver um só dia na casa do Senhor, que mil dias fora dela. A juventude é vento que passa. A beleza se desvanece como a fumaça. A vida termina e aqui não fica nada.
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“Oh! minha irmã, se tu pudesses provar a doçura do amor do Senhor! E um amor sempre jovem, que ninguém nos pode arrebatar!”

Fonte: http://diadiafranciscano.blogspot.com.br


Mensagem da Província - Santa Clara de Assis



Acompanhe a mensagem do Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, para o dia de Santa Clara de Assis.

www.franciscanos.org.br

Música: Laudato si' mi Signore - Marco Frisina


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

ORAÇÃO DE SANTA CLARA



Clara, santa cheia de claridade,
Irmã de São Francisco de Assis,
Intercede pelos teus devotos
Que querem ser puros e transparentes.
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Teu nome e teu ser
Exalam o perfume das coisas inteiras
E o frescor do que é novo e renovado.

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Clareia os caminhos tortuosos
Daqueles que se embrenham
Na noite do próprio egoísmo
E nas trevas do isolamento.
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Clara, irmã de São Francisco,
Coloca em nossos corações
A paixão pela simplicidade,
A sede pela pobreza,
A ânsia pela contemplação.
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Te suplico, Irmã Lua,
Que junto ao Sol de Assis
No mesmo céu refulge,
Alcança-nos a graça que,
Confiantes vos pedimos.
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Santa Clara, ilumina os passos
Daqueles que buscam a claridade!

Amém!


domingo, 10 de agosto de 2014

A grande “plantinha” do carisma franciscano


Santa Clara de Assis-11 de agosto
Santa Clara nasceu em Assis, em 1194. Aos 18 de março de 1212, saiu de casa e se consagrou a Deus na igrejinha de Nossa Senhora dos Anjos, a Porciúncula. De 1212 até a sua morte, aos 11 de agosto de 1253, viveu no silêncio e no retraimento da clausura de São Damião.

Com a celebração dos 800 anos de fundação do carisma clariano, em 2012, muito se falou e destacou a personalidade forte de Santa Clara de Assis, com base em documentos recuperados no século XX, que mostram a figura ímpar desta seguidora de São Francisco de Assis na história da Igreja. Hoje, já não dá mais para sequer pensar que Santa Clara foi inteiramente dependente de São Francisco.

O frade capuchinho Frei José Carlos Pedroso, em entrevista a este site, explica o significado da “plantinha de São Francisco”, que gerou uma leitura equivocada desta grande mulher. “Trata-se de uma leitura desajeitada. Costumam entender que ela seria como um vaso querido de São Francisco, que ele punha na janela e regava todo dia. Seria uma criança. Mas quem conhece os textos das Fontes sabe que plantinha, em latim plântula, é o que nós chamamos de muda. Quando um mosteiro fundava outro, o fundador era chamado de plantador e o fundado era a muda, ou plantinha, porque nos primeiros tempos dependia dos cuidados do outro.

Nas suas biografias, São Francisco é chamado de plantador da Ordem dos Menores. A Ordem de Santa Clara também foi plantada por ele.

Uma das coisas que surpreendem em Santa Clara é que, depois de ser obrigada a seguir a regra de São Bento, a regra de Hugolino e a regra de Inocêncio IV, ela pôde finalmente fazer a dela.

É notável a sua maneira de ser livre”, explica Frei José Carlos. Segundo o Dicionário Franciscano, os elementos fundamentais do novo estilo de vida estão sintetizados na Bula de aprovação da Regra de Santa Clara que fala da união dos espíritos e da altíssima pobreza, como também da vontade de viverem juntas na clausura. Estamos diante de aspectos exteriores de uma realidade interior centralizada no amor do pobre Crucificado. “Sem sombra de dúvida a pedra angular de todo o edifício religioso, de toda a vida espiritual de Clara e de suas irmãs é estarem ligadas com afeto pessoal a Jesus Cristo, amor esse ardente e apaixonado. Por causa de Cristo, perto de Cristo, junto de Cristo se realizam todas as suas experiências e se constrói sua vida em sua totalidade”.

http://franciscanos.org.br



domingo, 13 de abril de 2014

Santa Clara e o Domingo de Ramos


A jovem filha da nobreza de Assis, Clara, inspirada pelo modelo de vida iniciado pelo jovem Francisco e seus companheiros, numa noite de domingo de Ramos foge de casa na busca de viver o evangelho e de encontrar o Senhor a quem ela tanto procurava. É recebida pelos frades na pequena igreja de Nossa Senhora dos Anjos e abraça definitivamente a causa de sua vida. Não demorou muito para que outras jovens seguissem o mesmo caminho.

As filhas de Clara, no mundo de hoje, são sinal visível de entrega, de doação e de busca de viver na simplicidade da vida monástica o rosto feminino do franciscanismo. Elas nos mostram que o ideal de vida que mexeu com a cidade de Assis e com a igreja institucional daquele tempo, ainda mexe e inspira homens e mulheres no mundo de hoje. Usando as palavras de Clara, não podemos perder nunca o nosso ponto de partida, pois é ele quem nos motiva a continuar caminhando.

É tão bom saber que ainda hoje, tantos jovens, rapazes e moças, acreditam neste modelo de vida, na inspiração destes dois grandes santos “Francisco e Clara” e tentam trilhar juntos o mesmo caminho. Sem dúvida, sua participação como benfeitor, seja dos freis, seja das irmãs clarissas, contribui, e muito, para que este sonho iniciado em Assis continue a se espalhar pelo mundo.

Por tão grandes dons e bens, este ano para nós é um ano de ação de graças, afinal de contas, como todos vocês já sabem, há 25 anos esta rede de mútua colaboração chamada Pró-Vocações teve seu início. Unindo nossos esforços, nossas vocações e cada um de vocês, pudemos construir esta bela história. E é por isso que neste ano intensificamos nossas atividades: retiros, encontros, dia com Maria e frei Galvão, campanhas, Caravana Franciscana, entre outros, tudo para estarmos mais perto de você e juntos partilharmos o carisma franciscano que nos une. Se você não teve ainda a oportunidade de participar de nenhum de nossos encontros, procure se informar sobre os eventos que acontecerão perto de sua paróquia e venha participar conosco, afinal de contas, todos estes eventos são preparados com carinho para você.
Que Santa Clara nos ajude sempre mais a caminharmos unidos em busca do Senhor ressuscitado, causa e razão de nossas vidas!

Frei Alvaci Mendes da Luz

Leia mais:
http://caminho-franciscano.blogspot.com.br/2013/11/segunda-ordem-clarissas.html


sábado, 15 de junho de 2013

SANTA CLARA DE ASSIS PADROEIRA DA TELEVISÃO.


Pouco tempo depois da morte de Clara, a pedido do papa Inocêncio IV, o bispo de Spoleto convida as monjas do mosteiro São Damião para darem testemunho de Clara.
Na ocasião foram narrados episódios significativos de sua vida, tais como: a fuga de sua casa paterna, o encontro com Francisco, os primeiros dias vividos no mosteiro São Damião, a invasão e o milagre da fuga dos Sarracenos, os últimos instantes de sua vida. 

Clara morreu no dia 11 de agosto de 1253. Dois anos depois de sua morte o papa Alexandre IV a proclamou santa. Em 14 de fevereiro de 1958 o papa Pio XII a declarou padroeira da televisão.

YouTube


segunda-feira, 13 de agosto de 2012

FUGA DOS SARRACENOS-A força da oração.

Clara não podia compreender uma vida consagrada com a segurança dos grandes mosteiros e das grandes propriedades. A Santa se empenhava valentemente para que ela e suas irmãs pudessem viver em alegre e austera pobreza.

Houve uma época em que os sarracenos estavam nos vales das cercanias de Assis. Eles eram soldados mulçulmanos contratados por Frederico II, que já tinha sido ex-comungado pela segund vez, para tomar Assis, uma comuna filo-papal. Todos os conventos dessa época já tinha sido saqueados e faltava apenas São Damião.

A iminência de um ataque deixava os damianitas em pavor. Segundo Celano, tremendo para falar, levaram seus prantos à madre. Corajosa, ela mandou que a levassem, doente, para a porta, diante dos inimigos, colocando à sua frente uma caixinha de prata revestida de marfim, onde guardavam com suma devoção o Santíssimo.

Prostrada no chão, assim rezou:
"Meu Senhor, quereis entregar estas vossas servas frágeis, que criei em vosso amor, nas mãos dos pagãos? Guardai, eu vos suplico, Senhor, estas vossas servas que no momento não posso defender com minhas forças". Ouviu-se, então, uma voz dizendo: "Eu vos defenderei sempre!".

"Meu Senhor, acrescentou ela, protegei também, se assim for de vosso agrado, esta cidade que nos sustenta por amor de Vós". "Assis sofrerá sérios transtornos, mas será defendida por minha fortaleza".

Levantando o rosto banhado em lágrimas, confortou as irmãs que choravam: "Minhas filhas, asseguro que ninguém sofrerá nata; basta confiar em Cristo".

No mesmo instante, os invasores se puseram em fuga, descendo pelos muros que haviam escalado, tal a força daquela que orava e a graça concedida pelo Senhor.

FONTE:  http://www.franciscanos.org.br/index.php





Santa Clara de Assis


Santa Clara nasceu em 1193 ou em 1194, na cidade de Assis, filha primogênita antes de outras duas irmãs. Sua família, por parte de pai, era uma família de cavaleiros; por parte de mãe, Clara tinha também o sangue da nobreza. Seu pai se chamava Favarone de Offreduccio, e sua mãe, Hortolana. Além da nobreza de origem, a família era rica, possuidora de não poucos bens.
Como convinha a uma jovem da nobreza, Clara foi educada para ser uma mulher da sociedade, mas sua mãe, mulher de profunda piedade cristã, não se descuidou de transmitir-lhe também os ensinamentos da religião. Assim, desde criança, Clara acompanhava os gestos caridosos de sua mãe para com os pobres de Assis. E ela mesma, desde tenra idade, já se privava de iguarias para, às escondidas, dá-las aos pobres.

Na idade de 17 para 18 anos, momento em que seus pais já estavam preocupados em arranjar-lhe um bom casamento, Clara, sob pretexto de pensar melhor sobre sua vida, postergava sempre a idéia de contrair matrimônio, recusando com delicadeza os pretendentes que os pais lhe apresentavam. Foi neste tempo que ouviu falar de Francisco, um jovem que deixou família e riquezas para, com um grupo de companheiros - todos considerados loucos pela sociedade - simplesmente viver segundo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta idéia a empolgou. Estava decidida: iria viver como aqueles jovens. Depois de algumas conversas com Francisco, foi feito por ambos um plano de fuga. Deste modo, na noite do domingo de Ramos de 1211 (ou 1212), Clara abandonava a casa e era conduzida à capela de Francisco e de seus companheiros para, aí, depor suas ricas vestes e vestir o hábito da penitência. Após esta breve cerimônia, Clara foi conduzida a um mosteiro de monjas beneditinas.

Quando a fuga foi descoberta, os parentes foram ao encalço dela. Tentaram de todos os modos possíveis convencê-la a voltar para casa. Mas ela, agarrando-se à toalha do altar, tirou o véu que lhe cobria a cabeça tonsurada, sinal de sua consagração a Deus. Os parentes viram que nada mais tinham que fazer.

Duas semanas depois, nova fuga da casa de Favarone. Era a segunda filha, Inês, que fugia e ia viver com Clara. Nova tentativa dos parentes de conduzir de volta a segunda filha. Tudo em vão. Assim, a nova comunidade fundada por Clara começava a crescer. Vieram em seguida suas antigas companheiras: Pacífica, Benvinda de Perusa, Cecília de Gualtieri, Filipa de Gislério, Cristiana de Bernardo e outras. Mais tarde veio também a outra irmã, Beatriz, e finalmente sua mãe Hortolana.

Depois de mais de quarenta anos de vida no mosteiro, uma vida escondida que, no entanto, irradiava por todas as regiões da Itália, Clara faleceu aos 11 de agosto de 1253, sendo canonizada apenas dois anos depois de seu falecimento.

"BENÇÃO DE SANTA CLARA"
"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". O Senhor as abençoe e guarde. Mostre-lhes o seu rosto e tenha misericórdia de vocês. Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz, a vocês minhas irmãs e filhas, e a todas as outras que vierem e permanecerem em sua comunidade, e a todas as outras, tanto presentes quanto futuras, que perseverarem até o fim nos outros mosteiros das senhoras pobres.

Eu, Clara, serva de Cristo, plantinha do nosso bem-aventurado pai São Francisco, irmã e mãe de vocês e das outras irmãs pobres, embora indigna, rogo a nosso Senhor Jesus Cristo, por sua misericórdia e por intercessão de sua Santíssima Mãe Santa Maria, de São Miguel Arcanjo e de todos os anjos de Deus, do nosso bem-aventurado Pai Francisco e de todos os santos e santas, que o próprio Pai celeste lhes dê e confirme esta santíssima bênção no céu e na terra: na terra, fazendo-as crescer na graça e em virtude entre seus servos e servas na sua Igreja militante; no céu, exaltando-as e glorificando-as na Igreja triunfante entre os seus santos e santas.

E as abençôo em minha vida e depois de minha morte, como posso com todas as bênçãos com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará seus filhos e filhas no céu e na terra, com os quais um pai e uma mãe espiritual abençoaram e abençoarão seus filhos e filhas espirituais. Amém.

Amem sempre as suas almas e as de todas as suas Irmãs, e sejam sempre solícitas na observância do que prometeram a Deus.

O Senhor esteja sempre com vocês, e oxalá estejam vocês também sempre com Ele". Amém.

Texto congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição.