"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Música Franciscana | A gente pode ser muito mais feliz



Frades Franciscanos das Províncias e Custódias do Brasil cantam a canção "Quando o fogo do amor" (Letra: Pe. Geraldo C. da Silva; Música: Pe. Geraldo C. da Silva e Pe. Joãozinho, SCJ).

Organização: Frei Rogério Constantino

Acompanhe na  TvFranciscanos

Vídeo publicado anteriormente em 04/10/2020    

terça-feira, 28 de abril de 2026

ORDEM FRANCISCANA SECULAR - Uma Ordem para nossa desordem!

  

Conheça a Ordem Franciscana Secular - OFS Vídeo produzido pela fraternidade Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula, do Regional Sul 3 (RS) da OFS do Brasil. 
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Produção executiva e edição: 
Vera Munhoz e Rogério Ferraz.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Admoestações de São Francisco

Nas Admoestações, São Francisco recorda que o amor fraterno não depende da presença ou da convivência imediata. Amar o irmão verdadeiramente significa respeitá-lo também quando ele está distante, quando não pode se defender ou quando não está presente para ouvir nossas palavras.

A fraternidade franciscana nasce de um coração que deseja o bem do outro em qualquer circunstância. Assim se constrói uma vida marcada pela caridade, pelo respeito e pela fidelidade ao Evangelho.
Paz e Bem!



Admoestações de São Francisco de Assis

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

SÃO FRANCISCO DE ASSIS: A Vida, os Milagres e os Lugares Sagrados que Marcaram sua Jornada

 


A incrível jornada de São Francisco de Assis! Neste episódio especial do Jornada Infinita, viajamos até Assis, La Verna, Greccio e San Damiano, locais que marcaram a vida de São Francisco de Assis, um dos santos mais inspiradores da história do cristianismo. O que você vai descobrir neste vídeo? ✅ A juventude de Francisco e sua renúncia à riqueza. ✅ A experiência mística em La Verna, onde recebeu os estigmas. ✅ O chamado de Cristo na igreja de San Damiano. ✅ Como sua pregação transformou o cristianismo e inspirou até os papas. ✅ A relação de São Francisco com a natureza e os animais. 📍 Uma viagem pelos lugares sagrados de São Francisco! Exploramos a Basílica de São Francisco, o Eremitério do Carceri, onde ele buscava solitude, e o santuário de La Verna, onde ele teve sua visão divina. 💬 O que mais te inspira na vida de São Francisco? Comente aqui e compartilhe esse vídeo. 🔔 Se inscreva no canal e ative o sininho para não perder os próximos vídeos!


São Francisco de Assis Benção com a Reliquia Frei Mário Tagliari OFM

 




Frei Mário Tagliari, OFM nos dá a Benção com a relíquia de São Fancisco de Assis. Para o povo e também aos nossos animais de estimação. Outros Vídeos católicos em:



domingo, 15 de março de 2026

Parolin: a um mundo em ânsia e em guerra, São Francisco oferece alegria e fraternidade













O cardeal secretário de Estado Pietro Parolin diante do relicário com os restos mortais de São Francisco, expostos na Basílica de Assis (Vatican Media)

O cardeal secretário de Estado presidiu uma Missa na Basílica Superior de Assis por ocasião da exibição extraordinária dos restos mortais do Pobrezinho, no 800º aniversário de sua morte: “A alegria das pequenas coisas é a resposta à tristeza da nossa geração”

Daniele Piccini – Vatican News

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A “sobriedade, a alegria das pequenas coisas, o sentir-se irmão de todos e de tudo”. É a “terapia eficaz” que São Francisco de Assis oferece a um mundo caracterizado pelo “desejo desenfreado de possuir, pelo luxo, pelo desperdício, pelo supérfluo, pelo consumismo”, habitado por uma geração afetada pela “ansiedade e tristeza” devido ao “trabalho precário”, às crises econômicas, ao clima, às “guerras de todos contra todos e contra tudo”.

Presidindo, nesta manhã de 15 de março às 11h, a Missa na Basílica Superior de Assis, por ocasião da exibição extraordinária dos restos mortais do Pobrezinho, pelo aniversário dos 800 anos de sua morte, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, explicou com estas palavras o motivo do fascínio que o padroeiro da Itália exerce em todo o mundo, ainda muitos séculos após sua morte.

Um perfil humano e espiritual irresistível
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Na homilia, o cardeal inspirou-se em um episódio narrado no famoso livro dos Fioretti. Certa vez, frei Masseo da Marignano, um dos primeiros companheiros de Francisco, perguntou por que razão todo o mundo “o seguia”, escutando-o e obedecendo-lhe, apesar de ele não ser um homem bonito, não possuir “grande sabedoria” e não ser “nobre”. O Pobrezinho respondeu-lhe que “os olhos santíssimos de Deus” nunca se detiveram sobre um homem mais “vil”, mais “insuficiente” e mais “pecador” do que ele. No entanto, observou o cardeal Parolin, Francisco conseguiu atrair a admiração de dois gênios indiscutíveis da Idade Média, o pintor e arquiteto Giotto e o poeta Dante.
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A razão desse magnetismo, argumentou o diplomata do Vaticano, reside em seu “perfil humano e espiritual”, tal como descrito por seu primeiro biógrafo, Tomás de Celano. Em primeiro lugar, Francisco era “de caráter manso, de temperamento calmo, afável na fala, cauteloso nas admoestações, extremamente fiel no cumprimento das tarefas que lhe eram confiadas, prudente nos conselhos, eficaz na ação, amável em tudo. De mente serena, de alma doce, de espírito sóbrio, absorto em contemplações, constante na oração e em tudo cheio de entusiasmo”, escreve o autor de S. Francisci Assisensis vita et miracula.

Ser irmão de todos e de tudo

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Mas outros aspectos de sua personalidade continuam a chamar “nossa atenção” após oito séculos, acrescentou o cardeal: sua “alegria perfeita”, sua “extrema pobreza”, sua “fraternidade universal”. O santo de Assis sabia aceitar de maneira “humilde, paciente e alegre” as adversidades da vida. Sua pobreza não era apenas “um meio ascético para tender à perfeição”, mas uma forma de “ser o mais possível semelhante a Cristo”. Por fim, ele se sentia “irmão de tudo e de todos”: dos homens, da criação, do universo, até mesmo da morte.
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Francisco, lembrou o cardeal Parolin ao concluir sua homilia, escreveu o Cântico das Criaturas em um “tempo de crise, de escuridão, dentro e fora dele”. Um tempo, observou o cardeal, não muito diferente do nosso, “em que as trevas da guerra parecem obscurecer a luz da esperança”. Justamente neste momento histórico e existencial, desejando “paz e bem” ao mundo inteiro, o secretário de Estado do Vaticano convidou a rezar usando as palavras do Pobrezinho de Assis: pedindo a “Deus que não nos abandona” que ilumine as “trevas do coração”, nos conceda “fé reta, esperança certa, caridade perfeita e humildade profunda”.




domingo, 25 de janeiro de 2026

Francisco de Assis ensina: quem reza, serve!




A oração sempre ocupou lugar central na vida cristã, não apenas como devoção, mas como fonte que sustenta e inspira todas as escolhas e ações do discípulo. Desde os antigos mestres espirituais, passando pela experiência de Santo Afonso de Ligório, aprendemos que rezar é reconhecer que “sem mim nada podeis fazer” e pedir o dom do Espírito para viver segundo o Evangelho. São Francisco de Assis é testemunha luminosa dessa verdade: sua profunda vida de oração, feita de silêncio, louvor, escuta e entrega, tornou-se ação concreta, serviço humilde, cuidado dos pequenos e reconstrução da vida dos que sofrem. Por isso, a oração cristã não permanece apenas na interioridade; ela abre o coração, purifica a intenção e conduz ao compromisso real com o Reino de Deus.

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Orar é elevar a mente e o coração a Deus, confiando inteiramente na sua graça. Não se trata de um gesto isolado de devoção, mas da fonte que orienta toda ação cristã. Desde os antigos mestres, como Hugo de São Vítor, e conforme a tradição bíblica do Livro da Sabedoria, entende-se que a oração é o caminho pelo qual se recebe a sabedoria e o Espírito: “Invoquei o Senhor, e veio a mim o espírito da sabedoria.” Hugo recorda que, sem o auxílio divino, a iniciativa humana é insuficiente. A oração, portanto, é o acesso à filiação divina e nos torna capazes de pedir e viver o dom do Espírito. Santo Afonso reforça essa verdade a partir do mandato de Cristo: “Sem mim nada podeis fazer”. A oração não é um adorno religioso, mas a respiração da vida cristã. Quem reza com sinceridade e constância pede, antes de tudo, o dom do Espírito, e desse encontro nascem a fé, a esperança e a caridade autênticas.
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A oração genuína, porém, não se limita ao interior: ela transforma e encaminha para o serviço. Enzo Bianchi e a tradição litúrgica lembram que a liturgia é “parusia antecipada”, sinal do Reino que já vem ao encontro do povo. O ministro, o celebrante e todo cristão só podem comunicar aquilo que carregam no coração: “Se você não estiver evangelizado, não poderá evangelizar; se a Palavra não mora em você, não poderá comunicá-la à assembleia.” São Carlos Borromeu aconselhava os ministros: “Se você administra os sacramentos, medite no que está fazendo. Se celebra a missa, medite no que está oferecendo. Se recita os salmos, medite a quem e do que está falando.” A regra é clara: a liturgia molda o coração para a caridade; a oração prepara e orienta a ação sacramental e pastoral. Orar e celebrar é preparar-se para servir e levar à vida aquilo que a Palavra e os sacramentos suscitam.
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A vida de São Francisco de Assis ilumina essa união inseparável entre contemplação e serviço. Seu Cântico das Criaturas, sua oração diante do crucifixo e sua intimidade com Deus revelam uma espiritualidade que transforma tudo em compaixão e prática solidária. Na prece diante do crucifixo, “Altíssimo, glorioso Deus, ilumina as trevas do meu coração. Dá-me fé reta, esperança certa e caridade perfeita. Dá-me, Senhor, senso e discernimento para que eu cumpra o teu santo e verdadeiro mandamento”, Francisco mostra a prioridade da vida cristã: pedir a graça para viver o Evangelho. Ele viu a criação como “um grande coro de onde brota contínua oração” e fez da atenção aos pobres a consequência necessária dessa experiência contemplativa. Para ele, a oração que não gera partilha não é conforme ao Evangelho: a verdadeira espiritualidade conduz ao encontro dos pequenos, ao cuidado dos leprosos, à partilha do alimento, à presença junto aos marginalizados. A caridade é o fruto visível da alma que reza.
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Praticar a fé significa, portanto, transformar a contemplação em gestos cotidianos: cultivar a Palavra, estudá-la, meditá-la, deixá-la moldar o coração; buscar a reconciliação com Deus e com os irmãos; ajudar os necessitados com partilha e presença; oferecer escuta; promover a comunhão. A Eucaristia, centro da vida cristã, recorda esse movimento: alimentar-se do Corpo do Senhor é assumir a responsabilidade de levar alimento e dignidade aos famintos. A espiritualidade franciscana sublinha que solidariedade é prática de amor: viver a destinação universal dos bens, a fraternidade e a partilha como escolhas diárias. “O que eu tenho, eu dou” resume a decisão de não viver para si, mas para quem precisa.
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Há, portanto, um caminho claro: a oração nos dá o Espírito; o Espírito fecunda a fé; a fé se traduz em obras de amor. Tal percurso exige humildade, ser sinal pobre de Cristo, e coerência litúrgica: a celebração não é espetáculo, mas gesto formativo que converte. Quem preside, canta ou reza os ofícios deve fazê-lo com atenção e reverência, consciente de que a liturgia possui força evangelizadora quando é vivida em adoração. Ao mesmo tempo, a prática cristã é profética: uma espiritualidade que não promove transformação social nem se compromete com a justiça permanece mutilada. A fé que salva é a que humaniza, denuncia injustiças, reconstrói e liberta.
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Concluímos com o mesmo espírito de Francisco, que inspirou gerações: oração e ação são duas faces da mesma vocação. Como escreveu o Poverello pouco antes de morrer: “Irmãos, até agora pouco ou nada fizemos; vamos recomeçar!” Recomeçar na oração, que desarma o ego e prepara o coração; recomeçar na caridade, que torna crível a Palavra de Deus. Orar e praticar é viver a fé como caminho de amor, nas pequenas ações, nas decisões corajosas, na partilha cotidiana, até que o mundo reconheça, em nós, o rosto misericordioso de Deus.

Paz e Bem!
Fr. Augusto Luiz Gabriel

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A Transformação Impossível de São Francisco de Assis

 



SÃO FRANCISCO DE ASSIS | Do Luxo à Pobreza Radical Como o filho do homem mais rico de Assis se tornou o santo mais amado da história? Em 1206, Francesco Bernardone chocou a cidade inteira ao ficar nu na praça pública, devolver tudo ao pai, e escolher uma vida de pobreza absoluta. Mas o que levou um jovem festeiro e ambicioso a essa transformação radical? NESTE DOCUMENTÁRIO:
  • A juventude luxuosa de Francisco
  • Sua captura na guerra e crise existencial
  • A voz misteriosa do crucifixo de São Damião
  • O confronto épico com o pai na praça
  • A fundação da Ordem Franciscana
  • O encontro com o Sultão durante as Cruzadas
  • Os estigmas milagrosos no Monte Alverne
  • O legado que atravessou 8 séculos
⛪ Padroeiro: Itália, animais, ecologia

Assis de Francisco e Clara - Lugares de Peregrinação

 

Neste programa Lugares de Peregrinação conheceremos Assis, cidade onde viveu São Francisco e Santa Clara. 
Contemplaremos os lugares que marcaram a vida desses grandes santos, desde o Eremitério dos Carceri, passando pela Basílica de Santa Clara, também pelo local onde nasceu Francisco, sua casa paterna, até chegarmos à belíssima basílica onde repousam seus restos mortais. 
Acompanhe conosco!


domingo, 11 de janeiro de 2026

Papa Leão XIV proclama o Ano Jubilar Franciscano para o 800° ano da morte de São Francisco de Assis


Papa Leão XIV proclama o Ano Jubilar Franciscano para o 800° ano da morte de São Francisco de Assis e concede Indulgência Plenária.

Anunciamos com alegria a promulgação do Decreto que institui um Ano Jubilar especial em comemoração ao oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. 
Sua Santidade o Papa Leão XIV estabeleceu que este Ano de São Francisco será celebrado de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027, durante o qual todos os fiéis cristãos são convidados a seguir o exemplo do Santo de Assis, tornando-se modelos de santidade de vida e incansáveis ​​testemunhas da paz. A Penitenciaria Apostólica concede indulgência plenária, nas condições habituais, a todos os que participarem devotamente deste Jubileu extraordinário, que representa uma continuação ideal do Jubileu Ordinário de 2025.

Este Ano Jubilar é especialmente dirigido aos membros das Famílias Franciscanas da Primeira, Segunda e Terceira Ordens, Regulares e Seculares, bem como aos Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e Associações que observam a Regra de São Francisco ou se inspiram em sua espiritualidade. A graça deste ano especial, porém, estende-se também a todos os fiéis, sem distinção, que, com espírito desapegado do pecado, visitarem em peregrinação qualquer igreja conventual franciscana ou lugar de culto dedicado a São Francisco, em qualquer lugar do mundo. Os idosos, os enfermos e aqueles que, por motivos graves, não podem deixar suas casas, também poderão obter indulgência plenária, unindo-se espiritualmente às celebrações jubilares e oferecendo a Deus suas orações, dores e sofrimentos.

Nesta época de celebração, que coroa oito séculos de memória franciscana, convidamos cordialmente todos os fiéis a participarem ativamente deste Jubileu excepcional. Que o exemplo luminoso de São Francisco, que soube tornar-se pobre e humilde para ser um verdadeiro alter Christus na terra, inspire nossos corações a viver em autêntica caridade cristã para com os outros e com sinceros desejos de harmonia e paz entre os povos. Seguindo os passos do Pobrezinho de Assis, transformemos a esperança que nos fez peregrinos durante o Ano Santo no fervor e zelo da caridade ativa.

Via: Frei Francisco



segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Vídeo e letra: O Cântico do irmão sol(Ou cântico das criaturas)





O Cântico do irmão sol
 São Francisco  de Assis

Altíssimo, onipotente, bom Senhor,
Teus são o louvor, a glória, a honra
E toda a benção.
Só a ti, Altíssimo, são devidos;
E homem algum é digno
De te mencionar.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o Senhor Irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.  
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo é a imagem.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste claras
E preciosas e belas.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo
Pela qual às tuas criaturas dás sustento.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Água,
Que é mui útil e humilde
E preciosa e casta.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra
Que nos sustenta e governa,
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem aventurados os que sustentam a paz,
Que por ti, Altíssimo, serão coroados.
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Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
Ai dos que morrerem em pecado mortal!
Felizes os que ela achar
Conformes á tua santíssima vontade,
Porque a morte segunda não lhes fará mal!
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Louvai e bendizei a meu Senhor,
E dai-lhe graças,
E servi-o com grande humildade.

sábado, 4 de outubro de 2025

NO MEU SONHO EU CAMINHAVA: " O AMOR NÃO É AMADO"




No meu sonho eu caminhava tão feliz... (O Amor não é amado) de Frei Beraldo J. Hanlon, OFM

O Amor não é Amado (composição de frei Beraldo) 
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No meu sonho eu caminhava tão feliz. De repente, um homem pobre avistei, andando pela estrada de Assis, tão aflito, que confesso, eu chorei. Perguntei-lhe o que tinha acontecido. Me ouviu mas ficou chorando sem parar, até que em fim me olhou e disse assim: “A Paixão de Jesus hei de chorar” 
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Ref.: Pois o Amor, o Amor não é Amado. A felicidade assim não se pode encontrar. É preciso voltar a Jesus, o Amor, o que eu quero amar. 
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Esse estranho só falava da paixão e usava uma roupa em forma de cruz. Nos braços deitava um pedaço de pau, violino de pobre cantando o Amor de Jesus 
Nós amamos tantas coisas neste mundo: dinheiro, prazeres, fama e poder; tudo, menos o que é mais amável, tudo menos aquele que mais bem nos quer.
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Ref.: Pois o Amor, o Amor não é amado... 
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Muitas vezes, olhando o mundo tão triste, volta de mansinho ao meu pensar, a figura do pobrezinho de Assis, e , com ele tenho vontade de gritar... 
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BENÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS A FREI LEÃO.


O Sentido da Benção de São Francisco.
Benedicat tibi Dominus



"O Senhor te abençoe e te guarde!

O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça!
O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!"


A passagem bíblica onde consta a Benção de São Francisco a Leão, que pode ser estendia a todos nós está em  Números 6- 22-26

22 O Senhor disse a Moisés: 23 “Dize a Aarão e seus filhos o seguinte: eis como abençoares os filhos de Israel:24 O Senhor te abençoe e te guarde! 25 O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça!

26 O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz! 27 E assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e eu os abençoarei”. 


As palavras que Francisco acrescentou às bíblico-litúrgicas são poucas, mas importantes, porque são pessoais do Santo: "O Senhor te abençoe, Frei Leão".


“(...) Redescobrindo-a e voltando a utilizá-la estaremos fazendo o que fez Francisco ao recuperar uma fórmula litúrgica quase esquecida, considerando-a apta para consolar o amigo na aflição. Usando-a, Francisco descobriu o profundo significado da fórmula e, no modo de usá-la, mostrou que captou precisamente seu sentido original...”.

www.vocacaofranciscana.blogspot.com

São Francisco de Assis era muito amigo do Frei Leão
E agora Papa Francisco e Papa Leão XIV.  Coincidência? 
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Publicado 04-10-2024- Atualizamos para cima , data de hoje 



São Francisco de Assis




“Nasceu para o mundo um sol”: com estas palavras, na “Divina Comédia” (Paraíso, Canto XI), o máximo poeta italiano Dante Alighieri alude ao nascimento de Francisco, no final de 1181 ou início de 1182, em Assis. Pertencente a uma família rica – seu pai era comerciante de tecidos –, Francisco transcorreu uma adolescência e uma juventude despreocupadas, cultivando os ideais de cavalaria da época. Aos 20 anos, fez parte de uma campanha militar e foi preso. Ficou doente e foi libertado. Após sua volta a Assis, começou nele um lento processo de conversão espiritual, que o levou a abandonar gradualmente o estilo de vida mundano que havia levado até então. A este período correspondem os célebres episódios do encontro com o leproso, a quem Francisco, descendo do cavalo, deu o beijo da paz, e da mensagem do Crucificado na pequena igreja de São Damião.
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Em três ocasiões, o Cristo na cruz adquiriu vida e lhe disse: “Vai, Francisco, e repara minha Igreja, que está em ruínas”. Este simples acontecimento da palavra do Senhor ouvida na igreja de São Damião esconde um simbolismo profundo. Imediatamente, São Francisco foi chamado a reparar esta pequena igreja, mas o estado ruinoso deste edifício era o símbolo da situação dramática e inquietante da própria Igreja nessa época, com uma fé superficial que não forma e não transforma a vida, com um clero pouco zeloso, com o esfriamento do amor; uma destruição interior da Igreja que comportou também uma decomposição da unidade, com o nascimento de movimentos hereges. Contudo, nessa Igreja em ruínas, o Crucifixo está no centro e fala: convida à renovação, chama Francisco a um trabalho manual para reparar concretamente a pequena igreja de São Damião, símbolo do chamado mais profundo a renovar a própria Igreja de Cristo, com sua radicalidade de fé e com seu entusiasmo de amor por Cristo.
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Este acontecimento, ocorrido provavelmente em 1205, faz pensar em outro acontecimento similar, ocorrido em 1207: o sonho do Papa Inocêncio III. Este viu em sonhos que a Basílica de São João de Latrão, a igreja mãe de todas as igrejas, estava desmoronando e que um religioso pequeno e insignificante a escorava com os ombros, para que não caísse. É interessante notar, por um lado, que não é o Papa quem ajuda para que a Igreja não caia, mas um religioso pequeno e insignificante, que o Papa reconhece em Francisco quando este o visita. Inocêncio III era um papa poderoso, de grande cultura teológica, como também de grande poder político e, no entanto, não é ele quem renova a Igreja, e sim um pequeno e insignificante religioso: é São Francisco, chamado por Deus. Por outro lado, no entanto, é importante observar que São Francisco não renova a Igreja sem ou contra o Papa, mas em comunhão com ele. As duas realidades estão juntas: o Sucessor de Pedro, os bispos, a Igreja fundada sobre a sucessão dos apóstolos e o carisma novo que o Espírito Santo cria nesse momento para renovar a Igreja. Na comunhão se dá a verdadeira renovação.

Voltemos à vida de São Francisco. Dado que seu pai, Bernardone, reprovava sua grande generosidade com os pobres, Francisco, na frente do bispo de Assis, com um gesto simbólico, despojou-se de todas as suas roupas, pretendendo, assim, renunciar à herança paterna: como no momento da criação, Francisco não tinha nada, a não ser a vida dada por Deus, em cujas mãos se entregou. Depois, viveu como um eremita, até que, em 1208, houve outro acontecimento fundamental no itinerário da sua conversão. Escutando uma passagem do Evangelho de Mateus – o discurso de Jesus aos apóstolos enviados à missão –, Francisco se sentiu chamado a viver na pobreza e a dedicar-se à pregação. Outros companheiros se uniram a ele e, em 1209, ele se dirigiu a Roma, para submeter ao Papa Inocêncio III o projeto de uma nova forma de vida cristã. Recebeu um acolhimento paternal por parte daquele grande pontífice que, iluminado pelo Senhor, intuiu a origem divina do movimento suscitado por Francisco. O Pobrezinho de Assis havia compreendido que todo carisma dado pelo Espírito Santo deve ser colocado ao serviço do Corpo de Cristo, que é a Igreja; portanto, agiu sempre em comunhão plena com a autoridade eclesiástica. Na vida dos santos não há contraposição entre carisma profético e carisma de governo e, se houver alguma tensão, estes sabem esperar com paciência os tempos do Espírito Santo.
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Na realidade, alguns historiadores do século XIX e também do século passado tentaram criar atrás do Francisco da tradição um “Francisco histórico”, assim como se tenta criar atrás do Jesus dos evangelhos um “Jesus histórico”. Este Francisco histórico não teria sido um homem de Igreja, mas um homem unido imediatamente só a Cristo, um homem que pretendia criar uma renovação do povo de Deus, sem formas canônicas e sem hierarquia. A verdade é que São Francisco teve realmente uma relação imediatíssima com Jesus e com a Palavra de Deus, à qual queria seguir sine glossa, assim como ela é, em toda a sua radicalidade e verdade. É verdade também que, inicialmente, ele não tinha a intenção de criar uma ordem com as formas canônicas necessárias, mas simplesmente, com a Palavra de Deus e com a presença do Senhor, queria renovar o povo de Deus, convocá-lo novamente à escuta da Palavra e à obediência a Cristo. Além disso, sabia que Cristo nunca é “meu”, e sim sempre “nosso”, que não posso ter Cristo sozinho e construir “eu”, contra a Igreja, contra sua vontade e seu ensinamento, mas somente na comunhão da Igreja constituída sobre a sucessão dos apóstolos se renova também a obediência à Palavra de Deus.
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Também é verdade que ele não tinha a intenção de criar uma nova ordem, mas somente renovar o povo de Deus para o Senhor que vem. Porém, compreendeu, com sofrimento e com dor, que tudo deve ter sua ordem, que também o direito da Igreja é necessário para dar forma à renovação e, assim, realmente se inseriu de forma total, com o coração, na comunhão da Igreja, com o Papa e com os bispos. Ele sempre soube que o centro da Igreja é a Eucaristia, na qual o Corpo de Cristo e seu Sangue estão presentes. Através do sacerdócio, a Eucaristia é a Igreja. Onde o sacerdócio, Cristo e a comunhão da Igreja caminham juntos, somente aí habita também a Palavra de Deus. O verdadeiro Francisco histórico é o Francisco da Igreja e, precisamente dessa maneira, ele fala também a nós, os crentes, e aos crentes de outras confissões e religiões.

Francisco e seus frades, cada vez mais numerosos, estabeleceram-se na Porciúncula – ou igreja de Santa Maria dos Anjos –, lugar sagrado por excelência da espiritualidade franciscana. Também Clara, uma jovem mulher de Assis, de família nobre, entrou na escola de Francisco. Teve origem, assim, a Segunda Ordem Franciscana, a das Clarissas, outra experiência destinada a produzir frutos insignes de santidade na Igreja.

Também o sucessor de Inocêncio III, o Papa Honório III, com sua bula Cum dilecti, de 1218, apoiou o singular desenvolvimento dos primeiros Frades Menores, que iam abrindo suas missões em diversos países da Europa, inclusive em Marrocos. Em 1219, Francisco obteve autorização para dirigir-se ao Egito e falar com o sultão muçulmano Melek-el-Kâmel, para pregar também lá o Evangelho de Jesus. Eu gostaria de sublinhar este episódio da vida de São Francisco, que tem uma grande atualidade. Em uma época em que estava em curso um enfrentamento entre o cristianismo e o islã, Francisco, armado voluntariamente só com sua fé e sua mansidão pessoais, percorreu com eficácia o caminho do diálogo. As crônicas nos falam de um acolhimento benevolente e de uma cordial recepção do sultão. Este é um modelo que deve inspirar, ainda hoje, as relações entre cristãos e muçulmanos, para promover um diálogo na verdade, no respeito e na compreensão mútuos (cf. Nostra Aetate, 3). Parece então que Francisco esteve na Terra Santa em 1220, lançando assim uma semente, que deu muitos frutos: seus filhos espirituais, de fato, fizeram dos Lugares Santos onde Jesus viveu um âmbito privilegiado de sua missão. Penso, com gratidão, nos grandes méritos da Custódia Franciscana da Terra Santa.
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Ao voltar à Itália, Francisco entregou o governo da Ordem ao seu vigário, Frei Pedro Cattani, enquanto o Papa confiou à proteção do cardeal Ugolino, o futuro Sumo Pontífice Gregório IX, a Ordem, que reunia cada vez mais adesões. Por sua vez, o fundador, dedicado completamente à pregação – que levava a cabo com grande êxito –, redigiu uma Regra, depois aprovada pelo Papa.

Em 1224, no eremitério de Verna, Francisco viu o Crucifixo em forma de um serafim e, do encontro com o serafim crucificado, recebeu os estigmas; converteu-se, assim, em um com Cristo: um dom, portanto, que exprime sua identificação com o Senhor.
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A morte de Francisco – seu transitus – ocorreu na noite de 3 de outubro de 1226, na Porciúncula. Após ter abençoado seus filhos espirituais, morreu, deitado sobre a terra nua. Dois anos mais tarde, o Papa Gregório IX o inscreveu no elenco dos santos. Pouco tempo depois, erigiu-se em Assis uma grande basílica em sua honra, meta, ainda hoje, de muitíssimos peregrinos, que podem venerar o túmulo do santo e desfrutar da visão dos afrescos de Giotto, pintor que ilustrou de forma magnífica a vida de Francisco.
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Já foi dito que Francisco representa um alter Christus; era verdadeiramente um ícone vivo de Cristo. Ele também foi chamado de “irmão de Jesus”. De fato, este era o seu ideal: ser como Jesus, contemplar o Cristo do Evangelho, amá-lo intensamente, imitar suas virtudes. Em particular, ele quis dar um valor fundamental à pobreza interior e exterior, ensinando-a também aos seus filhos espirituais. A primeira bem-aventurança do Sermão da Montanha – “Felizes os pobres, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5, 3) – encontrou uma luminosa realização na vida e nas palavras de São Francisco. Verdadeiramente, queridos amigos, os santos são os melhores intérpretes da Bíblia; estes, encarnando em sua vida a Palavra de Deus, tornam-na mais atraente que nunca, de forma que ela fala realmente conosco. O testemunho de Francisco, que amou a pobreza para seguir Cristo com dedicação e liberdade totais, continua sendo, também para nós, um convite a cultivar a pobreza interior para crescer na confiança em Deus, unindo também um estilo de vida sóbrio e um desapego dos bens materiais.
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Em Francisco, o amor a Cristo se expressou de maneira especial na adoração ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia. 
Nas Fontes Franciscanas, lemos expressões comoventes, como esta: “Pasme o homem todo, estremeça a terra inteira, rejubile o céu em altas vozes quando, sobre o altar, estiver nas mãos do sacerdote o Cristo, Filho de Deus vivo! Ó grandeza maravilhosa, ó admirável condescendência! Ó humildade sublime, ó humilde sublimidade! O Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilha a ponto de se esconder, para nosso bem, na modesta aparência do pão” (Francisco de Assis, Escritos).

Neste Ano Sacerdotal, quero também recordar a recomendação dirigida por Francisco aos sacerdotes: “Ao celebrar a Missa, ofereçam o verdadeiro sacrifico do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, pessoalmente puros, com disposição sincera, com reverência e com santa e pura intenção” (Francisco de Assis, Escritos). 
Francisco mostrava sempre um grande respeito pelos sacerdotes e recomendava respeitá-los sempre, inclusive no caso de que pessoalmente fossem pouco dignos. A motivação do seu profundo respeito era o fato de que eles receberam o dom de consagrar a Eucaristia. Queridos irmãos no sacerdócio, não nos esqueçamos jamais deste ensinamento: a santidade da Eucaristia nos pede que sejamos puros, que vivamos de maneira coerente com o Mistério que celebramos.
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Do amor a Cristo nasce o amor às pessoas e também a todas as criaturas de Deus. Este é outro traço característico da espiritualidade de Francisco: o senso de fraternidade universal e de amor pela criação, que lhe inspirou o célebre Cântico das criaturas. É uma mensagem muito atual. Como recordei em minha recente encíclica, Caritas in veritate, só é sustentável um desenvolvimento que respeite a criação e que não danifique o meio ambiente (cf. N. 48-52), e na Mensagem para o Dia Mundial da Paz deste ano, sublinhei que também a constituição de uma paz sólida está unida ao respeito pela criação. Francisco nos recorda que na criação se manifesta a sabedoria e a benevolência do Criador. A natureza é entendida por ele precisamente como uma linguagem com a qual Deus fala conosco, através da qual a realidade divina se torna transparente e podemos falar de Deus e com Deus.

Queridos amigos: Francisco foi um grande santo e um homem alegre. Sua simplicidade, sua humildade, sua fé, seu amor a Cristo, sua bondade com cada homem e cada mulher o tornaram alegre em toda situação. De fato, entre a santidade e a alegria subsiste uma relação íntima e indissolúvel. 
Um escritor francês disse que no mundo só existe uma tristeza: a de não ser santos, isto é, a de não estar perto de Deus. Vendo o testemunho de Francisco, compreendemos que este é o segredo da verdadeira felicidade: ser santos, estar perto de Deus!

Que Nossa Senhora, ternamente amada por Francisco, obtenha esse dom para nós. Confiamo-nos a Ela com as palavras do próprio Pobrezinho de Assis: “Ó Maria, Virgem Santíssima, não há outra semelhante, nascida neste mundo, entre as mulheres; filha e serva do Rei altíssimo, o Pai celeste. Mãe de Jesus Cristo, nosso Senhor; esposa do Espírito Santo, rogai por nós (…) junto ao vosso santíssimo e dileto Filho, nosso Senhor e Mestre” (Francisco de Assis, Escritos).

Papa Bento XVI

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Amônio e Petrônio.

https://franciscanos.org.br/vidacrista/






segunda-feira, 2 de junho de 2025

AS ROSAS SEM ESPINHOS E A "PORCIÚNCULA" DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS

 




Desde que São Francisco de Assis jogou-se sobre as rosas no jardim da Igreja de Santa Maria dos Anjos, elas nasceram sem espinhos. 
A façanha passou a ser considerada mais um milagre dessa Santo nascido na Região da Úmbria, na Itália. 
Curioso também é observar as pombinhas que, anualmente, criam uma nova geração sobre os braços da estátua de São Francisco, nas dependências da Igreja. Por fim, não poderíamos deixar de exibir a pequena "porciúncula", uma igrejinha construída pelas mãos do próprio São Francisco e que atualmente encontra-se no interior da suntuosa Igreja de Santa Maria dos Anjos.



segunda-feira, 26 de maio de 2025

PROGRAMA "A SERVIÇO DA VIDA" EP. 71 - DO MODO DE TRABALHAR

 




A Serviço da Vida – O Modo de Trabalhar Franciscano 
 
Neste episódio, vamos refletir sobre uma das maiores marcas do carisma franciscano: o trabalho como expressão de amor, serviço e cuidado.

Desde os primeiros passos da nossa Associação e Fraternidade, há quase 40 anos, somos guiados por um jeito muito particular de trabalhar, onde o esforço coletivo, os mutirões, a partilha e a fraternidade constroem obras que transformam vidas.

 Aqui, o trabalho nunca foi visto como busca por lucro ou acúmulo, mas como uma verdadeira missão. Cada gesto, cada tarefa, cada tijolo colocado, tem um único propósito: servir, cuidar e amar quem mais precisa.

Você vai conhecer histórias, testemunhos e ver na prática como esse modo franciscano de trabalhar segue vivo, inspirando colaboradores, voluntários e toda a nossa missão, seja nos hospitais, nas comunidades terapêuticas, no Barco Hospital, nas obras sociais e em cada canto onde estendemos as mãos.

💙 Trabalhar, servir e cuidar... porque é na fraternidade que encontramos sentido para a vida.