"Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz"
São Francisco de Assis

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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

FRANCISCO E BEIJO NO LEPROSO

                 
O biógrafo Tomás de Celano em 2Cel 9, 11 relata: “Quando o leproso lhe estendeu a mão como que para receber alguma coisa, ele colocou dinheiro com um beijo (...). Repleto, a partir daí, de admiração e de alegria, depois de poucos dias, trata de fazer obra semelhante. Dirige-se às habitações dos leprosos e, depois de ter dado o dinheiro a cada leproso, beija a mão e o rosto deles. Assim toma as coisas amargas como doces”.

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Esta é uma passagem impactante da vida de Francisco de Assis. Mexe com o nosso imaginário ou nosso asco. Mas afinal que beijo é este? Quem beijou quem? Deixar-se beijar é mais do que beijar. Em meio a banalização atual do beijo, como compreender que alguém possa dar um beijo na beleza do horrível? Com unir doçura em meio ao amargo da vida?
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Beijo é passar a intimidade através do sopro sagrado do espírito que respira em nós. Beijo é hálito vital, é insuflar vida. Não existe beijo verdadeiro que não seja um caminho progressivo de aproximação. 
É um lento, longo e necessário processo de conquista do outro diferente de mim. Francisco foi beijado por uma inspiração. Sentia-se beijado pelas obras do Senhor: vento, água, ar, nuvens e pássaros. Sentia-se beijado pela Encarnação: o Amor divino vem morar no aconchego da carne do humano. Sentia-se beijado pelo sopro do Espírito. Beijo é comunhão de alma e não apenas comunhão física. Beijo é passar para o diferente de mim quem eu sou. É passar aquilo que está no centro de nosso ser. O beijo é como moldar novamente, do barro, a obra perfeita soprando nela a força da vida. É respirar do mesmo jeito. É o momento onde o corpo obedece o espírito.
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Beijar o leproso foi um ponto de virada em Francisco. Mudou o seu destino espiritual. Aprendeu que não basta encher as mãos de alguém de bens materiais sem um gesto de afeto. É o beijo do lava-pés, é o beijo de Madalena nos pés de Jesus; puro encontro de divindades! 
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A partir do beijo no leproso Francisco estava preparado para reconstruir o despedaçado mundo do humano em ruínas por falta de gestos de amor e cuidado. No beijo nos reconstruímos passando sopro, saliva, silêncios e reverência.
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FREI VITÓRIO MAZZUCO, OFM




domingo, 21 de abril de 2013

Aproximação de São Francisco dos leprosos.



Foi assim que o Senhor concedeu a mim, Frei Francisco, começar a fazer penitência: como eu estivesse em pecado, parecia-me sobremaneira amargo ver leprosos.
E o próprio Senhor me conduziu entre eles, e fiz misericórdia com eles.
E afastando-me deles, aquilo que me parecia amargo se me converteu em doçura de alma e de corpo; e, depois, demorei só um pouco e saí do mundo (Test. 1-2).

Comentário:
Estamos aproximando dos leprosos do mundo de hoje como fez São Francisco? (Na imagem vemos Francisco ainda jovem, rico se aproximando de um leproso e beijando-lhe a mão, naquele momento ele havia percebido a sua missão.)

Quantas vezes desviamos das pessoas que estão caídas nas calçadas, drogadas, alcoolizadas ou simplesmente abandonadas e sem forças para se reerguerem?

Talvez um simples bom-dia, pode causar nessa pessoa uma grande transformação de auto-confiança em si. Não há necessidade de muito, Nosso Senhor nunca disse para que sejamos destribuidores de dinheiro,mas que ensinassemos aos necessitados a pescar e nunca dar o peixe.

Mas não fazemos isso, a maioria muda de calçada, desvia os olhos, desdenhamos ou até maltratamos nossos irmãos infortunados.

Qualquer um de nós poderiamos estar naquelas condições, e não é dificil tambem cairmos para junto deles, pois não somos fortes como pensamos, somos frágeis se estivermos sozinhos sem amigos, ou por um motivo qualquer longe de Deus e de Sua Igreja.
Então façamos como São Francisco aproximemos daqueles que ninguem vê, se for dificil, que seja como uma penitência.

PAZ E BEM!