"SENHOR, FAZEI-ME INSTRUMENTO DE VOSSA PAZ".

Sua maior intenção, seu desejo principal e plano supremo era observar o Evangelho em tudo e por tudo,imitando com perfeição, atenção, esforço, dedicação e fervor os passos de Nosso Senhor Jesus Cristo no seguimento de sua doutrina". (Vida de S. Francisco - 1Cel 84)

"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você está fazendo o impossível.São Francisco de Assis"

domingo, 6 de outubro de 2013

O Papa Francisco disse na cidade italiana de Assis que a Igreja deve “despojar-se” e combater a “idolatria” da “mundanidade” que a pode desfigurar, evocando as pessoas marginalizadas por um “mundo selvagem”.

O Papa Francisco disse hoje na cidade italiana de Assis que a Igreja deve “despojar-se” e combater a “idolatria” da “mundanidade” que a pode desfigurar, evocando as pessoas marginalizadas por um “mundo selvagem”.
(A Igreja) deve despojar-se hoje de um perigo gravíssimo, que ameaça cada pessoa na Igreja, todos: o perigo da mundanidade.
O cristão não pode conviver com o espírito do mundo”, alertou, na chamada ‘sala do despojamento’ de São Francisco, na sede da diocese local. No local em que o santo de Assis se despojou de todas as suas posses, há oito séculos, o Papa quis evocar as pessoas que foram “despojadas por este mundo selvagem que não dá trabalho, que não ajuda”. Não importa se há crianças a morrer de fome, não importa se tantas famílias não têm o que comer, não têm a dignidade de levar pão para casa; não importa se tanta gente tem de fugir da escravidão, da fome e fugir”, lamentou.
Francisco evocou as centenas de vítimas do naufrágio que aconteceu esta quinta-feira ao largo da ilha italiana de Lampedusa: “Hoje é um dia de pranto”.
O Papa deixou de lado o discurso que tinha preparado e comentou as notícias dos últimos dias que davam conta da sua intenção de “despojar a Igreja” em Assis, em particular no que dizia respeito “às roupas dos bispos, dos cardeais” e de si próprio.“ Esta é uma boa ocasião para convidar a Igreja a despojar-se, mas a Igreja somos todos, todos: desde o primeiro batizado, todos somos Igreja”, declarou.
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“Quando os meios de comunicação, os media, falam de Igreja, pensam que a Igreja são os padres, as irmãs, os bispos, os cardeais e o Papa, mas a Igreja somos todos nós”, prosseguiu.
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Francisco apontou por diversas vezes a mundanidade como principal mal a combater no seio da Igreja, para evitar “a vaidade, o orgulho, que é a idolatria”. Dinheiro, vaidade, orgulho. Essa estrada… nós não podemos (percorrê-la).
É triste anular como uma mão aquilo que se escreve com a outra: o Evangelho é o Evangelho, Deus é único”, advertiu, frisando que é impossível conceber um Cristianismo “sem cruz, sem Jesus, sem despojamento”.
Para Francisco, é “ridículo” que um cristão queira seguir a “estrada desta mundanidade”, que para si representa uma “atitude homicida”, porque “mata a alma, mata as pessoas, mata a Igreja”.
“Que o Senhor nos dê a todos a coragem de nos despojarmos – não de 20 liras, não- , despojar-mo-nos do espírito do mundo, que é a lepra, o cancro da sociedade”, concluiu.
No final do encontro, Francisco percorreu a pé a rua até à igreja de Santa Maria Maior, para uma visita privada, onde foi recebido pelo responsável mundial da Ordem Franciscana dos Frades Capuchinhos, frei Mauro Jöhri.
Seguiu-se uma visita privada à Basílica Superior de São Francisco e à Cripta para a veneração do túmulo de São Francisco de Assis.

Fonte: Agência Ecclesia

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